terça-feira, 5 de maio de 2015

Porco, Rã, Cobra e Tatu...



Já se tem ouvido que um texto, tirado de seu contexto, pode virar um pretexto. Aqui está um freqüentemente mal interpretado e usado para apoiar a idéia de que não precisamos fazer distinção entre alimentos puros ou imundos porque “o que entra no homem não o pode contaminar” (Mc. 7:15) ou “o que entra na boca do homem não o contamina” (Mt. 15:11).

      Quando olhamos apenas essa passagem isoladamente podemos chegar a muitas conclusões precipitadas. Mas ainda bem que Deus e Sua Palavra não entram em contradição!

      Essa declaração pode ser corretamente compreendida à luz do incidente que se vivenciou.

      Marcos 7:2 diz que os discípulos foram observados pelos fariseus a comerem pão com as mãos por lavar. O verso 3 informa que havia uma “tradição” que impedia, não apenas de se comer algo com as mãos por se lavar, e mais ainda, que as mãos fossem lavadas “muitas” vezes.

      “Lavar as mãos” era tido como um rito cerimonial e não como uma simples medida higiênica. Havia toda uma técnica para estar puro antes de se comer.  Acreditava-se, portanto, que se podia estar comprometendo de certa forma sua salvação por não se lavar muitas vezes as mãos, ou seja, o indivíduo estava se contaminando. O absurdo chegava a ponto de, não tendo água, fazer uma lavagem a seco como se tivesse água, e aí estava tudo bem, acredita?

      No verso 5 fica clara essa preocupação: “por que não andam seus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?”

      Jesus vê nesse incidente uma oportunidade e uma necessidade de corrigi-los e repreendê-los. Ele faz uma dura repreensão no verso 6, e nos versos 7 e 8, Ele censura o fato de se observar tradições humanas acima dos claros mandamentos de Deus.

      Um exemplo moderno dessa problemática é observarmos pessoas que guardam o domingo como dia do Senhor (observam uma tradição humana) e comem alimentos impróprios (desprezando assim uma orientação de Deus). Ainda hoje é mais fácil ouvir a voz da maioria que um claro assim diz o Senhor.

      Assim, tanto Mateus 15, quanto Marcos 7, falam das tradições humanas tidas acima da Palavra de Deus. Não está em foco uma discussão sobre carnes limpas e imundas, esse definitivamente, não é o teor da discussão.

O problema não é o da comida em si, mas da forma de se comer. Tanto é verdade, tivesse Jesus dado abertura para se comer de tudo, não teria Pedro reagido futuramente com surpresa quando recebeu a ordem para matar e comer determinados animais que não faziam parte de seu cardápio dietético em Atos 10:14.  
  
      Embora prezasse pela higiene e espera-se que lavemos nossas mãos, o que Jesus deixou claro é que, “espiritualmente” falando, ninguém é contaminado se come com as mãos por lavar.
           
      Outrossim, se fosse para levar ao pé da letra a afirmação que o que entra pela boca não contamina, experimente alguém beber um copo de veneno para ver o que aconteceria...(Cuidado! Não faça a experiência para comprovar).

      Ao invés de dar uma permissão que contrariasse uma ordem anterior, Jesus recomenda obediência aos Seus mandamentos em detrimento às frias tradições humanas.

     Porco, rã, cobra, tatu, coelho, camarão, lagosta, rato, porquinho da Índia, javali, cateto, paca... É longa a lista dos animais imundos e impróprios para o consumo humano (veja em Levítico 11, versos de 1 a 47 ou Deuteronômio 14, versos de 3 a 21).

 Portanto, se esse era o texto que você julgava lhe proporcionar a consciência tranqüila para comer o que quisesse, esqueça-o, pois a sua consciência continuará a lhe acusar...
     
    Pense nisso!
Via IASD em Foco

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