sexta-feira, 13 de julho de 2018

7 desculpas usadas por pessoas que deixam de ir à igreja

"Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos
 admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima." (Hebreus 10:25)

A julgar pelo próprio índice de frequência à igreja no mundo ocidental, não seria difícil diagnosticar que ela encontra-se hoje, em muitas circunstâncias, em crise. Isso para não mencionar os cultos de oração e reuniões evangelísticas. A seguir, analise comigo algumas escusas que tenho ouvido, as quais são usadas por pessoas que deixam de frequentar a igreja:

1. “Alguém me ofendeu.” Essa desculpa, em geral, inicia a lista. “Alguém ou a igreja ofendeu meus sentimentos, e não desejo mais voltar lá.” Outra frase comum é esta: “A igreja está cheia de hipócritas.” O grande problema da igreja é que ela é feita de pessoas como você e eu. Se tirássemos dela todas as pessoas, os problemas desapareceriam, mas também a igreja deixaria de existir. Lembre-se de que os cristãos não seguem os cristãos. Eles seguem a Cristo.

2. “Não sou suficientemente bom para ir à igreja.” Isso equivale a um enfermo dizer: “Estou muito doente para ir ao hospital.” 

3. “A igreja parece morta". Os cultos são cansativos e não recebo nada lá.” Essa argumentação parece assumir que a principal razão para ir à igreja seria encontrar diversão ou mesmo receber alguma coisa. Em vez disso, vamos à igreja primariamente para oferecer a Deus nosso louvor e gratidão.

4. “Ando muito ocupado ultimamente.” Esse é precisamente o propósito do sábado. Libertar-nos da tirania e escravidão das rotinas da vida. Essa desculpa diz, em outras palavras, que estamos muito ocupados para Deus.

5. “Estou doente.” Em alguns casos, isso é verdade. Contudo, queira Deus que não nos tornemos tão enfermos como às vezes dizemos estar para não ir aos cultos. Então, certamente saberíamos o que significa estar doente.

6. “Estou tão cansado aos sábados.” Curioso é que dificilmente estamos cansados para fazer compras ou assistir aos programas preferidos na TV. As pessoas em geral fazem aquilo que elas querem ou que consideram importante.

7. “A igreja é muito longe de minha casa.” Se Jesus esteve disposto a “viajar” milhões de anos-luz do Céu à Terra para nos visitar e salvar, certamente podemos encontrar uma forma de chegar à igreja para agradecer-Lhe e ter comunhão com Ele.

Que tal estar na igreja no próximo sábado? Não deixe para decidir isso na última hora. Tome a decisão agora mesmo: “Estarei lá!”
"Os que pertencem à família da fé nunca devem negligenciar suas reuniões; pois este é o meio designado por Deus para levar Seus filhos à unidade, a fim de que, em amor cristão e companheirismo possam ajudar-se, fortalecer-se e animar-se uns aos outros. ... Como irmãos de nosso Senhor, somos chamados com uma santa vocação a uma vida santa e feliz. Havendo entrado no caminho estreito da obediência, refrigeremos nossa mente pela comunhão uns com os outros e com Deus. À medida que vemos aproximar-se o dia de Deus, reunamo-nos muitas vezes para estudar a Sua Palavra e exortar-nos uns aos outros e tirarmos todo proveito possível a fim de preparar-nos, na maneira devida, para receber nas assembleias celestes o cumprimento do penhor de nossa herança. Lembrai-vos de que em toda reunião vos encontrais com Cristo, o Senhor das congregações. Estimulai um interesse pessoal uns nos outros; pois não basta simplesmente conhecer os homens. Importa que os conheçamos em Cristo Jesus. É-nos ordenado que consideremos 'uns aos outros'. Esta é a nota predominante do evangelho. A do mundo, é o eu." (Ellen G. White - Carta 98, 1902)

sábado, 30 de junho de 2018

Qual é o melhor candidato dinossauriano para o Leviatã?


Por Everton Alves Via Origem em Revista

No capítulo 41 do livro de Jó vemos Deus fazendo perguntas retóricas e assim descrevendo a Jó o monstro Leviatã (Liwyathãn, em hebraico) como sendo um grande animal aquático. A maioria das versões bíblicas traduz o nome do Leviatã como “crocodilo”. Seria realmente um crocodilo ou um dinossauro? Se tomarmos os dinossauros como reais potenciais candidatos para o personagem Leviatã, qual deles se encaixaria na maioria das descrições literais do livro de Jó, desconsiderando apenas certa licença poética, em algumas das características em uso nesse capítulo?

A luz das atuais evidências científicas e recentes estimativas encontradas, o espinossauro, por exemplo, está sendo considerado o maior dinossauro predador que já viveu sobre o planeta terra, conforme entrevista na New Scientist. O espinossauro supera o maior exemplar do Tiranossauro rex já descoberto, tendo até 18 metros de comprimento e um peso de 20 toneladas [1] (Ver figura abaixo). Curiosamente, a Bíblia descreve o Leviatã como sendo um animal diferente do Beemote (que era pacífico), citando características de predação e/ou de ataque: “Põe a tua mão sobre ele e sempre te lembrarás da luta; nunca mais tentarás fazer isso de novo!” (Jó 41:8).
Muitos têm tentado encaixar o Leviatã mencionado no livro de Jó como sendo uma figura de linguagem. O texto não permite entendermos que era apenas ou um exemplo alegórico pela parte de Deus ou se referindo à antiga serpente chamada satanás, mas sim um animal real que Jó teria testemunhado. Apesar de alguma licença poética ter sido empregada na descrição do animal (v.18-21), isso não significa que Jó e seus amigos não tivessem verdadeiramente observado gigantescos animais. É importante destacar que ambas as criaturas mencionadas nos livros de Jó 40 (Beemote) e 41 (Leviatã) e Salmos 104: 26 (Leviatã) são animais reais, enquanto as três vezes em que o mesmo nome, Leviatã, aparece em outros livros são empregos simbólicos (Jó 3: 8; Isaías 27: 1 e Sl 74:14).

Em relação à localização desse animal avistado por Jó, os comentaristas bíblicos deduzem que o personagem Jó – o qual a Bíblia diz que viveu em Uz –, teria habitado provavelmente em regiões onde hoje aproximadamente estaria países como a Síria, Jordânia ou Arábia, ambos situados no norte do continente africano. Já o candidato dinossauriano em potencial escolhido e mencionado no início deste texto, o espinossauro, também foi encontrado em diversas localidades do mesmo continente. Embora ele tenha sido encontrado, por exemplo, em 1912 no Egito [2], em 2002 na Tunísia [3] e em 2005 no Marrocos [4], ele também foi encontrado em 1996 no Brasil [5] e na Europa (Inglaterra, Portugal e Espanha) [2], entre outras localidades, mostrando que sua distribuição pelo globo pode ter sido bem ampla.

Ainda em relação à localização, alguns teólogos defendem que a autoria do livro de Jó pertenceria a Moisés. Teria sido Moisés quem escreveu o livro de Jó, talvez sobre sua perspectiva e cultura? Bem, a discussão sobre a autoria não é o objetivo deste texto. Entretanto, se foi Moisés o autor do livro de Jói, ele teria vivido no Egito e escrito o livro enquanto estava no deserto do Sinai. O argumento de quem defende que Leviatã era um crocodilo está associado também a essa questão da localização de Moisés. Moisés viveu no Egito e lá existia a cultura de adoração a animais, inclusive aos crocodilos do rio Nilo. E isso é verdade, quando pegamos uma figura dos deuses do Egito vemos neles cabeças de animais. Deus faz algumas perguntas retóricas interessantes a Jó ao questioná-lo o seguinte: “Poderás atingir o seu couro com vários arpões e encher sua cabeça com lanças de pesca?” (v.7) e “Quem poderia arrancar sua couraça externa?” (v.13)

Fato é que temos evidências históricas e arqueológicas que na região do Nilo havia o costume sim dos habitantes locais de caçar e matar os crocodilos desde o século I a.C, podendo ser evidenciado no Mosaico do Nilo, encontrado no local do antigo templo da Fortuna, na cidade de Palestrina. Além disso, mais antiga é a evidência de um historiador chamado Heródoto que no século 5 a.C afirmou o seguinte: “Para alguns egípcios, os crocodilos são sagrados, mas outros os tratam como inimigos. As pessoas da área de Elefantina, ao contrário, comem crocodilos e não as consideram sagradas… Crocodilos são frequentemente caçados e em muitos aspectos”. [6] (ver abaixo as figuras)


Figura Mostrando um caçador egípcio com crocodilo amarrado [7]

Em relação ao seu ecossistema, algumas pessoas afirmam que Leviatã era exclusivamente marinho porque a Bíblia diz que ele “deixa atrás de si um rastro cintilante, como se o mar tivesse…” (v.32). Porém, algumas versões trazem um significado diferente para a mesma sentença: “Após ele alumia o caminho; parece o abismo tornado em…” (ARC) ou “deixa atrás de si um rastro cintilante; como se fossem os cabelos brancos do abismo” (NVI). Mas mesmo que esse animal vivesse realmente no mar, a Bíblia descreve outro tipo de ambiente no qual o mesmo dinossauro vivia: a lama (v.30). Isso mostra que o animal também frequentava a beira da água, a lama ou pântano (ex. pântanos de água doce), e não apenas as águas profundas que são mencionadas nos versos 31 e 32.

A figura do espinossauro, portanto, se encaixa bem nessa descrição bíblica sobre os diferentes habitats desse animal, uma vez que estudo publicado na revista Science [8] e veiculada na National geographic explica que os espinossauros “espreitavam as margens dos lagos e rios do Cretáceo” e “esses carnívoros se prendiam a habitats de água doce”, além de andarem também por sobre a terra firme. Outra matéria veiculada na New Scientist diz que “o norte da África [um dos locais onde fósseis desse animal foram encontrados] era um enorme pântano tropical. O espinossauro habitou uma floresta de mangue de baixa altitude”. Isso significa que o espinossauro é o único dinossauro semiaquático, até agora descoberto, que passava a maior parte de seu tempo na água. Essa descoberta deixa para trás, ou apenas abre um parênteses, sobre a antiga noção de que para ser considerado ‘dinossauro’ o animal deveria viver exclusivamente em ambiente terrestre.

Sobre as escamas nas costas, Deus descreve a Jó as escamas nas costas do Leviatã como fileiras de escudos, hermeticamente selados de modo que nenhum ar poderia passar entre eles e que não poderiam ser separados (vv. 15-17). Essa descrição possui muitas características compatíveis com as velas que conhecemos – embora ainda seja um conhecimento científico incipiente – acerca dos espinossaurídeos (note que estou falando da família de dinossauros na qual o espinossauro faz parte) (Ver figura abaixo).


Como eu disse acima, o conhecimento que os evolucionistas têm acerca desse animal reptiliano, inclusive sobre suas velas nas costas, ainda é muito superficial e tal fato é admitido pelos próprios paleontólogos evolucionistas ao afirmarem na National Geographic: “a função e a evolução das velas dos espinossauros continuarão a ser debatidas.” (isso significa que ainda não existe um consenso).

Em relação à forma de locomoção do Leviatã, vemos o seguinte no livro de Jó: “Quando ele se ergue…” (v.25). Provavelmente, esse animal poderia alternar sua posição entre bípede e quadrúpede. Curiosamente, o espinossauro também foi relatado na National Geographic pelos paleontólogos evolucionistas como sendo ou bípede ou quadrúpede: “o espinossauro deve ter andado de quatro quando estava na terra” (Ver figura abaixo).

No entanto, levando em consideração que o conjunto de dados a favor desse espécime é cíclico/temporário, assim como tudo dentro da ciência, não podemos afirmar categoricamente que o dinossauro Leviatã é, sem dúvida alguma, um espinossauro mesmo porque não temos como voltar no tempo e comprovar tal fato. Quando lidamos com o passado (ciência histórica) só podemos criar boas hipóteses, baseados em um conjunto de dados, aplicar alguns métodos (que possuem limitações) e calcular probabilidades. Ou seja, não podemos bater o martelo e dizer que já “comprovamos” ou que já temos certeza absoluta disso ou daquilo.

O Leviatã pode até mesmo ser algum tipo de dinossauro que ainda não foi descoberto, com características parecidas com o do espinossauro. Portanto, só nos resta aguardar os próximos capítulos das futuras descobertas para ver se essa minha hipótese continuará firme ou não. Por enquanto, ela segue bem firme. Inclusive, os dados recentes da ciência mostram que tradutores da Bíblia para o português não estavam de todo errados. Segundo matéria veiculada na New Scientist, o espinossauro “parece que era mais como um crocodilo”, porém dinossauriano.

Espero que você, leitor, tenha conseguido enxergar fatos, que você não enxergaria sozinho, a partir das análises (escriturística e científica) levantadas aqui pra você de que existem sim evidências robustas de que Jó tenha presenciado dinossauros, embora o texto bíblico não esteja descrito na linguagem científica que muita gente espera.

Referências

 [1] Therrien F, Henderson DM. My theropod is bigger than yours … or not: estimating body size from skull length in theropods. Journal of Vertebrate Paleontology 2007; 27(1):108-115. Disponível em: https://goo.gl/EyZz2W.

[2] Candeiro CRA, Brusatte SL, de Souza AL. Spinosaurid Dinosaurs from the Early Cretaceous of North Africa and Europe: Fossil Record, Biogeography and Extinction. Anuário do Instituto de Geociências 2017; 40(3):294-302. Disponível em: http://www.anuario.igeo.ufrj.br/2017_3/2017_3_294_302.pdf.

[3] Buffetaut E, Ouaja M. A new specimen of Spinosaurus (Dinosauria, Theropoda) from the Lower Cretaceous of Tunisia, with remarks on the evolutionary history of the Spinosauridae. Bulletin de la Société Géologique de France 2002; 173(5): 415-421. Disponível em: https://goo.gl/p1i7NB.

[4] Dal Sasso C, et al. New information on the skull of the enigmatic theropod Spinosaurus, with remarks on its size and affinities. Journal of Vertebrate Paleontology 2005; 25(4):888-896. Disponível em: https://goo.gl/Tbqy95.

[5] Martill DM, et al. A new crested maniraptoran dinosaur from the Santana Formation (Lower Cretaceous) of Brazil. Journal of the Geological Society 1996; 153(1):5-8. Disponível em: https://goo.gl/twEPAG.

[6] Herodotus, Histories, II, 440 a.C, ref. 12, pp. 69–70.

[7] Keel O. Zwei Klein Beiträge zum Verständnis de Gottesreden im Buch Ijob (xxxviii 36f, xl 25), VT 31 : 223-225, 1981.

[8] Ibrahim N, et al. Semiaquatic adaptations in a giant predatory dinosaur. Science. 2014;345(6204):1613-6. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25213375.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O MISTÉRIO DA MORTE

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No mundo morrem presentemente:

97 pessoas por minuto; 6.000 pessoas por hora; 140.000 pessoas por dia; 1.000.000 pessoas por semana! De fato, não podemos nos acostumar com a morte. Mas, a morte é um grande mistério, e é o maior problema para aqueles que não creem na Palavra de Deus. É o maior problema para os ateus que clamam desesperados por Deus na hora final. É o maior problema da Ciência que não consegue vencê-la, apesar dos seus ingentes esforços.

Todas as religiões têm a sua doutrina sobre os mortos. Os pagãos da antiguidade tinham as suas ideias místicas sobre os mortos. As grandes religiões de hoje têm o seu conceito sobre os que já abandonaram a vida do corpo. As religiões cristãs também têm a sua doutrina sobre os mortos. Os espíritas também ensinam a sua teoria da Encarnação. Mas a morte ainda é um grande mistério para muitas pessoas. Para milhões de indivíduos, a morte ainda é uma grande interrogação. 

Para onde vão os mortos? Qual é o seu destino? Naturalmente, espera-se que vão para algum lugar. Será que vão para o Céu, ou para o Inferno? Ou será que se destinam ao Purgatório, onde hão de se purificar de alguns pecados? Mas outros pensam que os mortos ficam vagando no espaço sideral, esperando que alguém nasça a fim de incorporar nesse novo ser.

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