sábado, 5 de maio de 2012

A Cidade Que Não Tem Cemitério


Quando eu tinha uns 9 anos, fiz uma viagem – a minha primeira e grande viagem – e me dirigi com a minha mãe para a cidade de Montenegro, no RS, onde estudei num internato por 6 anos.

Era uma cidade atrativa, lindas paisagens, e havia uma grande e elevada montanha que adornava aquela cidade. Mas, aquela cidade tinha um lugar triste chamado cemitério.

Aos 15 anos, já com o diploma do curso ginasial ou fundamental, minha mãe me colocou num ônibus; eu não tinha experiência com viagens muito longas, e, depois de uns dias cheguei à cidade de S. Paulo. Conheci a grande metrópole, o seu movimento, os grandes arranha-céus, mas logo descobri que S. Paulo tinha cemitério: Não somente um, mas muitos cemitérios.

Daí para frente, conheci muitas outras cidades; grandes capitais, como Brasília, Recife, Belém, Manaus, Salvador. Conheci, também, muitas cidades da Bahia, de norte a sul: Alagoinhas, Itabuna, Floresta Azul. Conheci, ainda, a cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, com suas praias, seus lindos atrativos turísticos, o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor.

Mas sabe o que eu ainda não encontrei? Uma cidade que não tem cemitérios. Ando à procura de uma cidade que não tenha cemitérios; eu ainda não achei. Você já encontrou? Pode me falar que eu quero conhecer.

Pois, hoje, eu quero falar para você exatamente sobre isso: Uma Cidade que não tem cemitério nenhum, a cidade dos meus sonhos.

O patriarca Abraão – o pai da fé e pai de todos os que crêem nas promessas de Deus, andava como um peregrino aqui nesta Terra. Ele peregrinava, sem saber aonde ia, mas procurava uma cidade sem cemitério, porque, diz a Bíblia: "aguardava a Cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador" (Heb. 11:10).

Com efeito, a Cidade que Deus nos preparou, a Cidade de ouro e cristal não terá cemitérios. Lemos em: 

Apoc. 21:2-4 – "E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas."

Todos quantos entrarem pelas portas da Cidade de Jerusalém celeste nunca mais verão a morte, porque a morte já não existirá, porque nesta Cidade não haverá cemitérios, já não haverá luto: ninguém vai se vestir de preto, mas de vestes brancas, que são símbolo de vitória.

O apóstolo Paulo escreve sobre essa inexcedível vitória. Notem as suas palavras em: I Cor. 15:54, 55 – "Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?"

Quando o almirante Nelson travou a batalha contra a esquadra francesa, no rio Nilo, e abateu os seus inimigos franceses numa derrota esmagadora, impressionado com isso ele disse o seguinte: "A palavra vitória não é suficientemente grande para descrever este importante acontecimento." (MM, 1966,14).

Quando o Senhor Jesus Cristo vier na Sua glória e majestade, quando Ele chamar os mortos e transformar os vivos, "quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade", então a palavra vitória será pequena demais para descrever o acontecimento.

E quando todos os justos de todos os tempos se reunirem numa grande e inumerável multidão, e atravessarem os portais da Cidade Eterna, a Cidade que não tem cemitérios, então a palavra vitória não será suficientemente grande para descrever a ocorrência.
É por isso que S. Paulo disse noutra parte que nós somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou. É uma vitória tão grande, é uma supervitória, é algo tão maravilhoso que a língua humana não poderá jamais descrever. Porque: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano, o que Deus tem preparado para aqueles que O amam." (I Cor. 2:9).

I – DESCRIÇÃO DA CIDADE

Mas como será a Cidade Eterna, como será a Cidade que não tem cemitérios?
1) A Bíblia diz que a Nova Jerusalém será construída de ouro puro, semelhante a vidro límpido. (Apoc. 21:18). Portanto, será uma cidade muito rica. Os homens que a contemplarem nunca viram tanto ouro na sua vida. A visão da Cidade de Ouro parece vidro cristalino.

2) A Bíblia diz ainda que a cidade terá a glória de Deus; e por isso, o seu fulgor, seu brilho, será semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina. (21:11).

E se a Cidade terá a glória de Deus, não precisa nem do Sol nem da Lua para lhe darem claridade. A refulgente glória de Jesus Cristo será a lâmpada que irá iluminar a cidade de cristal (21:23). Ele é chamado o Sol da Justiça, e o Seu fulgor encherá toda a Cidade.

3) A Bíblia diz, em 3º lugar, que a Cidade não terá santuário, e dá uma razão lógica para isso: porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro, Jesus Cristo.

O santuário terrestre era símbolo do lugar da habitação de Deus. Por causa do seu pecado, Adão e Eva foram expulsos da presença de Deus. Quando, porém, o pecado for removido, a igreja será de novo capaz de habitar na Sua presença, e nenhuma estrutura será necessária para simbolizar a habitação de Deus.

4) A Cidade de Jerusalém celestial estará adornada também de todos os tipos de pedras preciosas, lindas, raras, jamais vistas pelos mortais.

Haverá 12 portas nos muros da Cidade, e cada porta será feita de pérola, cada uma das 12 portas será uma só pérola. A praça central da Cidade é de ouro, semelhante a vidro transparente. (21:21).

5) O trono de Deus estará no centro da Cidade eterna, e do trono sai o rio da água da vida, brilhante como cristal, e de uma a outra margem desse rio, está a árvore da vida, que produz 12 espécies de fruto, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore terão valor de preservar a saúde dos povos. Todos quantos beberem da água da vida, todos que comerem do fruto da árvore da vida participarão da vida eterna, uma vida que se compara com a vida de Deus.

De uma lua nova a outra – de mês em mês – os remidos visitarão a Cidade e comerão dos 12 tipos de frutos da árvore da vida, e beberão a água cristalina.

E diz o profeta que de sábado em sábado virá toda a humanidade para adorar o Rei da glória, Jesus Cristo. Esse foi o dia que Ele criou para a nossa adoração a Deus, para que nós descansássemos de nossas atividades, nossos trabalhos, e nos dirigíssemos a um encontro com o nosso Criador, a fim de recebermos mais de Sua Santidade e Perfeição. E isso continuará por toda a eternidade, lá nos Céus (Isa. 66:23). 

Certa vez uma menina estava passeando com o seu pai, era noite, uma noite estrelada, e a menina olhou para aquele céu estrelado, e ficou tão encantada que disse: "Papai, se o céu é tão belo do lado de cá, como não será do outro lado!?"

Esta é uma grande verdade: a Cidade Eterna, a habitação de Deus e do Seu povo será tão linda, o Céu dos céus será tão belo que a língua humana não tem palavras para descrever!


II – NOVOS CÉUS E NOVA TERRA

Mas onde será localizada a Cidade celestial?

O apóstolo João disse que a viu descer do Céu à Terra (Apo. 21:2), e o profeta Zacarias disse que o monte das Oliveiras se dividirá ao meio, (Zac. 14:4) tornando-se numa grande planície para receber a Cidade eterna. Este mundo será transformado para receber a cidade celestial.


A) TEMOS A GLORIOSA A PROMESSA

O apóstolo Pedro nos lembra a promessa da transformação do nosso velho mundo, o que lemos em 2Ped. 3:13 – "Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça."

Deus prometeu, e é fiel Aquele que prometeu restaurar todas as coisas e renovar a nossa Terra.

B) COMO SERÁ A NOVA TERRA?

Como se tornará essa Terra, depois da transformação? 
Ezeq. 36:35 – "E dirão (os remidos): Esta terra que estava assolada tem-se tornado como jardim do Éden; e as cidades solitárias, e assoladas, e destruídas, estão fortalecidas e habitadas."


A Bíblia diz que o fogo de Deus descerá do céu e purificará esse globo, eliminando pecado e pecadores, e então Ele fará surgir das cinzas desta Terra um maravilhoso Paraíso, no qual haverá justiça.

Um mundo completamente restaurado, todo florido, semelhante e até mais belo que o jardim do Éden. Os desertos serão revestidos de linda folhagem e encantadora vegetação, o ermo florescerá abundantemente como a rosa e o narciso (Isa. 35:1). Disse o profeta: "Florescerá (a Terra) abundantemente, jubilará de alegria e exultará; deu-se-lhes a glória do Líbano, o esplendor do Carmelo e de Sarom; eles (os justos) verão a glória do SENHOR, o esplendor do nosso Deus." 

Ou seja, esta Terra será transformada no Céu, habitação do próprio Criador. Esta Terra renovada será "o Tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles." (Apo. 21:3).

E como poderia ser diferente, se Ele deu o Seu próprio Filho Jesus Cristo, que por Sua vez nos ofereceu graciosamente a Sua gloriosa vida, morrendo por nós pecadores, derramando o Seu preciosíssimo sangue nesta Terra, e tornou-Se nosso excelso Redentor e Salvador, resgatando este planeta por toda a eternidade? Não seria este planeta transformado no próprio Centro do Universo, tendo a Cruz de Cristo como o Seu mais poderoso argumento?

C) E AS CONDIÇÕES DE VIDA?

Como nós viveremos nessa Terra, nesse Paraíso, que terá também muitas cidades fortificadas e cuja capital será a Nova Jerusalém – sim, como viveremos?

1) A Bíblia diz que eterna alegria, felicidade imortal, e cada vez mais intensa será a sorte de todos quantos herdarem o Céu (Isa. 35:10).

Haverá felicidade completa, indizível; nós não veremos a dor, as lágrimas, o luto e a morte, e o sofrimento. O pecado, que é o causador de tudo isso, não mais erguerá a sua hedionda cabeça. "Não se levantará por duas vezes a angústia". (Naum 1:9). Haverá alegria, gozo, felicidade, exultação eterna.

2) Lá no Céu, nesta Terra renovada, nós teremos a feliz companhia de animais que serão lindos, mas não serão ferozes: o leão, o lobo, o leopardo, o elefante, e todas as belas criaturas de Deus. Eles serão os nossos companheiros no Céu; nós gostaremos de brincar com eles. (Isa. 11:6). Aqui está o ideal de Deus: beleza sem ferocidade, sem violência, mas plena harmonia em toda a Sua criação.
3) Nós sabemos que uma das condições de felicidade mesmo aqui nesta Terra é o trabalho. E lá no Céu nós também teremos atividade; Ninguém viverá em ociosidade. Os justos "edificarão casas", casas do mais caro e precioso material, "e nelas habitarão"; "plantarão vinhas, e comerão do seu fruto", e também de toda a espécie de árvores frutíferas (Isa. 65:21).

4) Também teremos estudo lá no Céu. Todos os remidos serão ensinados do Senhor Jesus, e toda a Terra se encherá do conhecimento de Deus, como as águas que cobrem o mar. (Isa. 54:13; 11:9).

Lá poderemos conhecer os mistérios do microcosmo e do macrocosmo, da Química, da Física, da Astronomia, e de todas as ciências, e particularmente da Ciência da salvação. Nossas faculdades espirituais se ampliarão cada vez mais, pelos séculos da eternidade, e o conhecimento de Deus nunca se esgotará. A Cruz do Calvário será a maior Ciência que ocupará a nossa atenção e será o mistério a ser estudado para todo o sempre.

5) Lá os santos conhecerão como eles são conhecidos. Lá nós poderemos nos reconhecer. Teremos o nosso nome, teremos a semelhança que nos possibilitará o reconhecimento (1Cor. 13:12). Lá nós veremos Abraão, Isaque, Jacó, e todos os patriarcas, profetas e apóstolos, e também o próprio Adão ao lado de Eva.

Lá nós reconheceremos os nossos familiares, mas a nossa maior alegria será reconhecer a Jesus Cristo, contemplar o nosso Salvador, Aquele mesmo que morreu por nossos pecados, que deu a Sua vida para que nós pudéssemos entrar na Cidade eterna.

APELO

– Mamãe, – disse uma meninazinha – meu professor da classe bíblica me disse que este mundo é apenas um lugar em que Deus nos deixa viver por algum tempo, para que nos preparemos para um mundo melhor. Mas, mamãe, não vejo ninguém se preparando. Eu vejo a senhora aprontar-se para sair de férias, e a tia Elisa se preparando para vir passar uns tempos conosco. Mas não vejo ninguém aprontar-se para ir para lá. Por que não tratam de se aprontar?

Quando morreu o patrão de Benjamim, disseram-lhe que ele havia partido para o Céu. Benjamim sacudiu a cabeça, dizendo: 
– Receio que o patrão não foi para lá... 
– Mas, por que, Benjamim? – perguntaram. 
– Porque, quando o patrão ia para o interior, ele falava disso já muito tempo antes, e se aprontava. Mas eu nunca o ouvi falar acerca de ir para o Céu; nunca vi que ele se preparasse para o Céu.

Meu amigo, eu estou fazendo planos para estar lá; eu desejo muito as moradas eternas. Já dei a minha vida para o serviço de Deus, procurando, assim, conduzir o máximo de pessoas para este santo e bom lugar. 

Você gostaria de entrar lá?

– "Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas". 

Sim, esta é a Cidade que não tem cemitérios, porque abriga os redimidos de todas as eras – aqueles que, aceitando a salvação em Cristo, obtiveram direito e acesso à Vida Eterna (Apoc. 22:14).
 

por Pr. Roberto Biagini

Livre Arbítrio: Um Presente Maravilhoso


“O homem não é guiado simplesmente por instintos, ele é livre”. 

Toda formiga sabe o que tem de fazer tão logo nasce. Assim como todos os animais, ela tem um programa fixo, segundo o qual passa a viver; dotada de instinto próprio, reage a todos os estímulos de maneira lógica, diferentemente do homem, que não segue esse esquema.

O Homem – o ser humano – não é guiado simplesmente por instintos, mas é livre, isto é, pode escolher como se comportar em determinadas situações. De fato, um presente maravilhoso, ou não?

O problema é que a maioria das pessoas esqueceu que elas escolhem, até mesmo diariamente. Elas também esquecem que podem abolir decisões anteriores, se assim desejarem, e não o fazem por motivos pelos quais elas mesmas são responsáveis. 

Sempre encontramos outro meio de realizar alguma coisa e, na maioria das vezes, mais do que um meio; muitos, todavia, agarram-se a um [único] método para alcançar seus objetivos ou resolver problemas e não lhes ocorre a idéia de adotar outro caminho.

Em vez de seguir uma alternativa mais sábia, dobram seus esforços e, se ainda não funcionar, desistem, entregando os pontos. Mas o poder da decisão está em suas mãos. 


Os Baldes de Água Fria 

Muitas vezes, nada parece ser mais complexo do que tomar uma decisão clara e consciente, e dificilmente podemos avaliar por antecipação todas as conseqüências de nossas decisões. Ou, como afirmou o filósofo Immanuel Kant: “A necessidade de escolher transpõe a possibilidade de reconhecer”.

Pode haver mais problemas nos aguardando posteriormente do que antes de nossa decisão? É evidente também que, além disso, estamos expostos a influências externas, pois somos seres sociais e precisamos dos outros para alcançar nossos objetivos.

Além disso, sucedem-nos situações que não estão sob o poder de nosso controle, tais como políticas, econômicas, de saúde; sim, há as duchas de água fria da vida. E então protestamos: “Não escolhi isso: Impuseram-me isso!”

Pode ser que você não tenha escolhido essa ducha de água fria para agora; entretanto, num sentido mais amplo, na hora da escolha e na medida do possível, você optou por todas as conseqüências. 

A vida é sempre um fator de perigo. O filósofo Martin Heidegger assim escreve: “O homem, ao nascer, está preparado para morrer”. 

Se, em um terremoto, eu for morto por um teto desabado, por mais absurdo que possa parecer esta afirmação, havia a escolha anterior de viver em um lugar à prova desse fenômeno e, por esse motivo, algumas civilizações se negam a viver em edificações. 

Ou a lamentação pelo “acaso” de que alguém fora atropelado na esquina mais próxima: por mais trágico e triste que possa ser o caso isoladamente, se alguém optou por inserir-se no trânsito, basicamente, também escolheu a possibilidade de ser atropelado.

Para algumas tribos norte-americanas, não há dúvida de que tudo o que acontece no mundo é influenciado por seus atos e negociações. Alguns pensadores modernos afirmam que as guerras acontecerão enquanto elas existirem em nossas cabeças [isso é bíblico: Tiago 4:1-3]. 

C.G. Jung, com sua idéia de inconsciente coletivo. Rupert Sheldrake, com suas espantosas experiências e teses em memória da natureza; o povo judeu, que, segundo Theodor Lessing, foi o primeiro a procurar junto de si a responsabilidade pelos acontecimentos do mundo – todos eles assumem a responsabilidade pela realidade das coisas e não apenas pelo como e por que de nossa reação.

Lembre-se: Os imprevistos podem não ser escolha nossa, já o modo de reação a eles, sim! 


- Texto extraído e adaptado do livro “Toda Mudança Começa Em Você”, do Dr. Reinhard K. Sprenger. 

Deus Responderá!


"Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei, e o glorificarei" (Salmo 91:15).
A palavra de Deus, Sua própria honra, está empenhada. Ele declara: "Ele Me invocará, e Eu lhe responderei". Toda oração sincera de santos expectantes ou arrependidos será respondida! É a Palavra de Deus que o afirma!
Insistentemente o profeta evangélico afirma: "Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás por socorro, e Ele dirá: Eis-Me aqui" (Is 58:9). Então, de novo: "E será que antes que clamem, Eu responderei; estando eles ainda falando, Eu os ouvirei" (Is 65:24). Embora esta última promessa seja para os habitantes da Nova Terra, muitos dos fiéis de Deus podem atestar o seu cumprimento em sua vida.
O profeta Zacarias repete a promessa do Senhor: "Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: É Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus" (Zc 13:9). "Então clamarás  ...  e Ele dirá: Eis-Me aqui", é a pro­messa infalível. Pode haver aí um processo de refinamento – provações e sofrimentos, como Zacarias o indica ao povo de Deus em seus dias – mas quando pudermos dizer com veraci­dade: "O Senhor é meu Deus", Ele também poderá dizer: "Eu lhe responderei".
Jesus mesmo acrescentou aqui o peso do Seu testemunho:
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á" (Lc 11:9).
Esta promessa não tem limite de tempo. Foi promessa para o salmista, foi promessa para Isaías em seu tempo, foi promessa para os discípulos de Jesus dois mil anos mais tarde, e é pro­messa para vós e para mim. "Clamarás, e o Senhor te respon­derá". E, bendito pensamento, o profeta Isaías projeta a ver­dade de que Deus responderá às orações mesmo na Nova Terra! Nunca esgotaremos Sua disposição de Sua capacidade de nos socorrer em nossas necessidades.
Nem sempre Deus diz sim quando oramos. Algumas vezes Ele diz não. Em outras oportunidades Ele nos manda esperar. Seja sim, seja não, seja espere, será sempre uma resposta Sua! – R.t Pierson Via Iasd em Foco

Salvação Para os Apóstatas?


Como se explica Hebreus 6:4-6?
Parece dizer que quem abandona a verdade jamais será salvo. Será assim?


Diz a passagem: “É impossível, pois, que aqueles que uma vez foram iluminados e provaram o dom celestial e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e os poderes do mundo vindouro, e caíram, sim, é impossível outra vez renová-los para arrependimento, visto que de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo-O à ignomínia”.

O texto refere-se, sem dúvida, à pessoa que tenha apostatado da fé cristã. Poderá ela ser restabelecida na fé? De uma leitura superficial tem-se a impressão de que todos os que se afastam de Cristo estão irremediavelmente perdidos. Tal conclusão, porém, não se justifica à luz dos ensinamentos de Cristo. Não se pode fixar uma posição doutrinária com base somente num texto. Cumpre comparar os demais textos e narrativas bíblicas sobre o mesmo assunto.

Nas parábolas da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho pródigo, Jesus ensina claramente que o apóstata pode ser recuperado (Ler S. Lucas 15). A ovelha havia-se desgarrado, mas o filho pródigo escolheu deliberadamente deixar a casa paterna. Entretanto, também ele encontra o perdão quando, arrependido, torna ao lar. 

Considerando-se as declarações de Cristo, a passagem de Hebreus 6:4-6 pode ser entendida de dois modos:

1. O apóstolo, autor da carta aos Hebreus, está falando do pecado imperdoável, que Cristo definiu como sendo “blasfêmia contra o Espírito Santo” S. Mateus 12:31 e 32. É obra do Espírito Santo convencer do pecado, conduzir o homem à verdade e a Cristo, e transformar a vida. 8. João 16:7-13; 15:26; 3:5-8. Sendo o arrependimento um dom de Deus, concedido por obra do Espírito, só se pode, pois, arrepender-se pelo incitamento do Espírito. Atos 5:31; Romanos 2:4; Atos 2:37 e 38.

A “blasfêmia” contra o Espírito Santo não é tanto um ato único, mas, sim, um comportamento de contínua resistência à intercessão do Espírito. Com o tempo, a consciência endurece, insensibiliza-se e não pode mais ser despertada. Não reage aos apelos do Espírito. 

A pessoa que tenha chegado a este triste estado não pode mais provar o arrependimento porque sua consciência foi completamente sufocada e ficou cauterizada. Ou, para exemplificar, os fios do telefone espiritual foram cortados, e a voz do Espírito não pôde mais ser ouvida. E o pecador, inerte, petrificado espiritualmente, é dessa forma deixado sem perdão, e em seus pecados.

Deve-se ficar otimista quando o apóstata sente angústia pelo pecado e deseja sinceramente fazer o bem. Mesmo deslizando aqui e ali, continua lutando. Isto prova que o Espírito de Deus também está lutando com ele. Prova que seu estado não chegou ao ponto de anular a possibilidade de ser de novo alcançado pela graça. Ainda há esperança para ele. Poderá firmar-se, com o poder de Deus.

2. Outra explicação é que o apóstolo está falando do pecador que peca continuamente. A palavra traduzida “crucificando”, no grego, está no particípio presente. Do ponto de vista gramatical, esta construção permite traduzir desta forma o pensamento: “Em princípio, é impossível um arrependimento enquanto continuam crucificando o Filho de Deus”. 
Assim traduzido, o versículo diz ,que o pecador, que despreza sua experiência anterior como cristão, não pode ser perdoado enquanto persistir na senda do pecado (ver Ezequiel 18:24). É a rebelião deliberada e persistente que conduz finalmente ao pecado imperdoável.

O Céu, porém, espera que os filhos pródigos caiam em si antes que ultrapassem o ponto donde não haja mais retorno. Enquanto vige o tempo da graça, o penitente pode encontrar misericórdia e abundante perdão no Senhor (Isaías 55:6-7). 

Cristo veio à Terra como Redentor e, agora, continua desenvolvendo no Céu Sua obra de mediação em favor do homem pecador, movido pelo amor, intenso e profundo gozo de “salvar totalmente” (Hebreus 7:25). 


- Extraído e adaptado de “Consultoria Doutrinária”. 

Foi por Você!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Quando virá Jesus?



A maioria de nós tem um desejo quase que incontrolável de saber o futuro. Queremos saber o que se esconde além do horizonte. No entanto, predições acuradas provam-se totalmente enganosas. Temos grande dificuldade em prever mesmo como será o clima amanhã!
Contudo, há Alguém cujas profecias têm se provado incrivelmente precisas. Jesus Cristo, através de Sua Palavra, pode nos conduzir ao futuro em segurança; Ele é um guia confiável. Nessa lição veremos o que Jesus tinha a dizer sobre Sua segunda vinda. Afinal, quem mais poderia saber sobre o fim do mundo senão Aquele que o criou no princípio?
1. SINAIS DE QUE JESUS VOLTARÁ EM NOSSO DIAS
Depois de Jesus ter assegurado a Seus discípulos que Ele voltaria ao nosso mundo uma segunda vez (Mateus 23:39), o que eles Lhe perguntaram?
“Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? E qual será O SINAL DA TUA VIDA e do fim dos tempos?”. Mateus 24:3 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).
Jesus respondeu clara e positivamente a essa pergunta. No capítulo 24 de Mateus no capítulo 21 de Lucas, Ele pessoalmente mostra vários “sinais” ou evidências pelas quais podemos saber quando Sua vinda estiver próxima. Outras profecias bíblicas ajudam a completar o quadro, detalhando as condições do mundo pouco antes da volta de Cristo. Como veremos, essas profecias estão se cumprindo diante de nossos olhos; elas indicam que o retorno de Jesus a esta terra está bem próximo.
Vejamos dez sinais preditos na profecia bíblica e que indicam que o céu se aproxima. Então, veremos que perguntas uma pessoa que esteja trilhando esse caminho pode se fazer quando os lê.
SINAL 1: ANGÚSTIA, TERROR, PERPLEXIDADE
Há mais de dezenove séculos atrás, Jesus deu uma descrição profética da vida contemporânea tão verdadeira, que parece que ele estava lendo os jornais da atualidade.
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, AS NAÇÕES ESTARÃO EM ANGÚSTIA E PERPLEXIDADE com o bramido e a agitação do mar. OS HOMENS DESMAIARÃO DE TERROR, APREENSIVOS COM O QUE ESTARÁ SOBREVINDO AO MUNDO; e os poderes celestes serão abalados. ENTÃO, SE VERÁ O FILHO DO HOMEM vindo numa nuvem com poder e grande glória. Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque estará próxima a redenção de vocês”. Lucas 21:25-28
Não poderia haver uma descrição mais precisa sobre o mundo atual do que esta: “Os homens desmaiarão de terror, apreensivos com o que estará sobrevindo ao mundo”. Armas nucleares são capazes de destruir completamente o planeta. E se, por acaso, alguns terroristas conseguirem se apossar de alguma ogiva nuclear?
Jesus nos dá um fundamento para nossa esperança nessa era de calamidades. A crise atual do planeta, “angústia e perplexidade”, apenas reforça a verdade de que a volta de Cristo está “próxima”. As pessoas hoje freqüentemente murmuram com frustração: “Vejam no que o mundo se tornou!” Mas o estudante das profecias bíblicas pode exclamar com esperança: “Vejam QUEM está próximo de vir ao nosso mundo!”.
SINAL 2: CALAMIDADES MUNDIAS
Como os desastres naturais se encaixam nos eventos dos últimos dias?
“Haverá grandes TERREMOTOS, FOMES e PESTES em vários lugares, e acontecimentos terríveis e grandes sinais provenientes do céu… Quando virem essas coisas acontecendo, saibam que O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO”. Lucas 21:11, 31
Pense por um momento sobre a fome. Imagens de crianças famintas, em pele e osso aparecem regularmente nos jornais. É muito estranho pensar que um mundo que pode mandar homens à lua, NÃO POSSA alimentar todos os seus habitantes, não é? Jesus sabia que a fome persistiria, e que a natureza humana orgulhosa ficaria ainda pior quando chegasse o final dos tempos.
E quanto aos terremotos? De acordo com o Almanaque Mundial de 1999, século após século da era cristã tem apresentado um aumento substancial nos grandes terremotos: No século 18, 6 grandes terremotos; no século 19, 7; no século 20, mais de 100. Assim, as evidências crescem mais dramaticamente à medida que nos aproximamos mais e mais dos dias atuais.
Esses incidentes confirmam a profecia de Jesus. As fomes e os grandes terremotos estão ficando cada vez mais freqüentes – o reino de Deus está próximo! Será que nosso século atual trará mais de uma centena de terremotos, ou será que trará a volta do Rei dos Reis?
SINAL 3: O ACÚMULO DE RIQUEZAS
O que significa a realidade de que a riqueza concentra-se na mão de cada vez menos pessoas, enquanto que a pobreza torna-se cada vez mais comum entre as pessoas?
“Vocês acumularam bens nestes últimos dias”. Tiago 5:3
Apesar de todos os planos econômicos, os ricos continuam a ficar mais ricos, e os pobres a ficar mais pobres. As fortunas multimilionárias de algumas pessoas são outro sinal que nos mostra que a “vinda do Senhor está próxima”. 
SINAL 4: AGITAÇÃO CIVIL
Por que tem crescido tão acentuadamente o descontentamento e a agitação entre os empregados e empregadores?
“Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês. O LAMENTO DOS CEIFEIROS [trabalhadores] CHEGOU AOS OUVIDOS DO SENHOR DOS EXÉRCITOS. Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a VINDA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA”. Tiago 5:4, 8
Depois de predizer um acúmulo sem precedentes de riqueza em nossos dias, Tiago previu uma agitação civil da parte dos trabalhadores descontentes. A tensão entre os que têm e os que não têm continua a crescer. Eis aí outro sinal de que “a vinda do Senhor está próxima”.
SINAL 5: DECADÊNCIA MORAL
Por que o nível moral de nossa sociedade para estar se extinguindo?
“Saiba disto: nos ÚLTIMOS DIAS sobrevirão TEMPOS TERRÍVEIS. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder… Contudo, OS PERVERSOS E IMPOSTORES IRÃO DE MAL A PIOR, ENGANANDO E SENDO ENGANADOS”. II Timóteo 3:1-5, 13
Será que alguém poderia pensar numa descrição mais precisa de nosso mundo do que esta? Aponte a máquina fotográfica para qualquer direção atualmente e você obterá uma foto do materialismo arrogante. Você terá uma imagem da chocante realidade do abuso e molestamento de crianças. Você terá incontáveis cenas de jovens descontrolados, crianças em idade juvenil já matando e aleijando sem razão. Todas essas coisas formam uma galeria de imagens que proclama em voz alta que Jesus em breve virá.
SINAL 6: DIVULGAÇÃO DO OCULTISMO
Por que estamos vendo uma explosão de interesse no ocultismo?
“Pois aparecerão falsos cristos e falsos profetas que realizarão grandes sinais e maravilhas para, se possível, enganar até os eleitos”. Mateus 24:24
Essas passagens predizem que o tempo do fim terá todo tipo de milagres e sinais, uma manifestação enganosa do sobrenatural. Bruxas e magos aparecem em programas de televisão. Seguidores da Nova Era estão por todo lugar, vendendo cristais mágicos e entrando em contato com espíritos que já se foram. Sinais e maravilhas de engano estão por todos os lugares. Tudo isso esclarece ainda mais que, como foi predito por Jesus, estamos vivendo no tempo da “vinda do Filho do Homem” (verso 27)
SINAL 7: UM DESPERTAMENTO DO MUNDO
Qual é o significado do grande reavivamento religioso que está ocorrendo na África, no Oriente Médio, na Europa Oriental, e nas nações da Ásia?
“DESPERTEM, NAÇÕES,… Lancem a foice, pois a colheita está madura… tão grande é a maldade dessas nações! Multidões, multidões no vale da Decisão! POIS O DIA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMO, no vale da Decisão”. Joel 3:12-14
Hoje, nos países da Ásia, África, Europa Oriental, Antiga União Soviética e Oriente Médio, pode-se testemunhar o que talvez seja o mais abrangente despertar religioso das nações de que se tem registro na história, pois “o dia do Senhor se aproxima”.
SINAL 8: OS PLANOS DE PAZ E AS PREPARAÇÕES PARA A GUERRA
Vivemos num mundo estranho. Todos concordam que precisamos dar uma chance para a paz. Falamos de paz; contudo, hostilidades não expressadas, e que já duram vários séculos, explodem em conflitos abertos. Os profetas Miquéias e Joel predisseram que ao mesmo tempo em que as nações falassem de paz (Miquéias 4:1-3), a desconfiança nos outros os compeliria à guerra (Joel 3:9-13).
Há muito tempo atrás, a Bíblia apresentou nosso dilema entre guerra-paz, e declarou que a paz permanente se tornaria real apenas quando Jesus voltar.
SINAL9: O PROGRESSO MODERNO
Por que, após séculos da história humana, os sistemas de transportes e de comunicações aproximaram tanto o mundo?
“ATÉ O TEMPO DO FIM. Muitos irão por todo lado em busca de maior conhecimento”. Daniel 12:4
Daniel aqui indica que o conhecimento de suas profecias aumentaria “até o tempo do fim”. Mas, essa profecia também parece apontar diretamente para nossa era de informação computadorizada. O conhecimento em todas as áreas tem aumentado à velocidade da luz nos anos recentes. Tem havido mais mudanças nos últimos cinqüenta anos do que nos dois mil anteriores.
“MUITOS IRÃO POR TODO LADO em busca de maior conhecimento”. Antes de 1850, as pessoas andavam por aí em cavalos e charretes, quase igual ao que tinham feito desde o princípio dos tempos. Agora, quebramos a barreira do som e cruzamos o planeta em qualquer coisa, desde aviões Concordes até naves espaciais.
O aumento das viagens e a recente enxurrada de invenções nos dão mais evidências de que estamos vivendo no “tempo do fim”.
SINAL 10: O EVANGELHO POR TODO O MUNDO
Jesus profetizou que pouco antes da Sua vinda, o evangelho alcançaria todo o mundo:
“E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim”. Mateus 24:14.
Por décadas, quase metade do planeta esteve com as portas fechadas para o Evangelho por causa da cortina de ferro. Então, quase que da noite para o dia, a Europa Oriental se libertou das cadeias de ferro do comunismo. O muro de Berlim caiu, e o poderoso Império Soviético se dividiu. Em pouco tempo, praticamente metade do planeta abriu os braços para receber o evangelho.
O evangelho está verdadeiramente sendo espalhado por “todo o mundo” como nunca foi visto antes. Através do satélite, a mensagem cristã está sendo apresentada simultaneamente para praticamente todas as nações da terra. Estamos vivendo nos dias preditos por Jesus quando declarou: “Este evangelho do reino será pregado em todo o mundo” e “então virá o fim”.
2. QUANTO TEMPO FALTA PARA A VOLTA DE JESUS?
Depois de descrever os eventos que caracterizariam o tempo que precederia Sua segunda vida, Jesus concluiu sua mensagem dizendo:
“Eu lhes asseguro que não passará esta geração até que todas essas coisas aconteçam”. Mateus 24:34
A conclusão é óbvia: a geração retratada por esses sinais da profecia veriam o retorno de Jesus à terra. Não falta muito mais para que Ele venha purificar do pecado e extinguir o sofrimento, estabelecendo Seu reino eterno. Contudo, Jesus avisa: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe”. (verso 36).
E Ele continua:
“Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do Homem virá numa hora em que vocês menos esperam”. Mateus 24:44
3. JESUS, A ÚNICA ESPERANÇA DO MUNDO
Cristo é a última e única esperança para nosso mundo, pois somente Ele pode lidar com a única coisa que verdadeiramente nos destrói – o pecado. Jesus morreu no Calvário para tornar possível vencermos o mal e libertar todos os que respondem à Sua oferta de salvação.
“Aquele que pratica o pecado é do Diabo, porque o Diabo vem pecando desde o princípio. Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo”. I João 3:8
Nosso Salvador criou uma alternativa para nosso mundo despedaçado pelo sacrifício de Sua própria vida e o derramamento de Seu sangue. E o mesmo Jesus, que algum dia nos dará cura para todas as doenças do mundo através da destruição do pecado, se oferece agora mesmo para apagar a culpa do pecado da sua vida. Você não precisa esperar pela Segunda Vinda para encontrar libertação da culpa, da ansiedade, e do comportamento destrutivo. Jesus está disposto a lhe conceder Sua bondosa paz nesse exato momento.
Ao ir a uma reunião religiosa, uma jovem mulher se sentiu tocada de maneira particular pela apresentação do evangelho. Enquanto ouvia a história da vinda do nosso Salvador, todas peças do quebra cabeça que era a sua vida começaram a se encaixar. Isso fazia sentido. Ela descobriu que tinha buscado amor, felicidade e paz em todos os lugares errados. Jesus tinha de ser a resposta.
No dia seguinte, quando o evangelista e seu associado foram visitá-la, ela desabafou com eles e lhes contou uma história de vida que estava amargurada e partida em pedaços. Ela havia descido ao fundo do poço como alcoólatra, e estava sobrevivendo através da prostituição. Depois de descrever seus problemas, ela soluçando disse: “Você realmente falou para mim ontem à noite”.
Mas a voz que tinha alcançado o coração dela era a voz de Deus. E Ele estava falando gentilmente. Ela decidiu depositar todo aos Seus pés. Ela convidou Cristo a entrar em seu coração e ser o Salvador e Senhor da sua vida, de forma que ela também pudesse partilhar da esperança do Seu breve retorno.
Nas semanas que se seguiram, ela começou a perceber que seus muitos medos e inseguranças, a que sempre buscava esquecer através da bebida, desapareciam quando ela passava tempo se comunicando com Jesus. Ele começou a libertá-la das compulsões que destruíam sua vida.
Ela tinha feito muitas coisas das quais não se orgulhava, mas a graça e o perdão de Cristo se mostraram mais fortes que sua vergonha. A experiência do ladrão na cruz significou muito para ela. Nas suas últimas e desesperadoras horas, ele se virou para o Sofredor Inocente ao seu lado e pediu: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no Teu reino”. (Lucas 23:42)
Jesus imediatamente respondeu ao ladrão, prometendo que ele teria um lugar no paraíso (verso 43). O mesmo Jesus que graciosamente ofereceu perdão para um ladrão que estava morrendo, oferece a você agora mesmo a salvação, o perdão total e a paz de espírito. Descubra isso por você mesmo hoje.
Você também pode orar como um ladrão na cruz: “Jesus, lembre-se de mim quando vieres buscar os santos para o Teu reino”. E Jesus responderá: “Quando Eu retornar, você estará comigo no paraíso”.
Lição 10. Copyright © 2004 The Voice of Prophecy Radio Broadcast
Los Angeles, California, U.S.A.

Dica de Filme - Corajosos

Filme Recomendado pelo Site Bíblia e a Ciência
Sinopse:
Diariamente, Adam Mitchell (Alex Kendrick) e Nathan Hayes (Ken Bevel) enfrentam desafios variados por conta da profissão em que escolheram: policiais. No entanto, outra rotina os desafia, mas para a tarefa de pai esta dupla não está preparada. Seus filhos estão ficando cada vez mais distantes e, apesar do sucesso de Adam e Nathan em cuidar da sociedade, eles não sabem como tomar conta das pessoas por quem mais têm afeto.
Trailer

Pais Corajosos

A Maldição de Canaã


Consta de Gênesis 9:20-27 que Noé se embriagou e ficou nu, e o verso 22 diz que Cão, pai de Canaã, vendo a nudez de seu pai fê-lo saber fora, a seus dois irmãos. No verso 24, “despertando, Noé, do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço”, e passou a amaldiçoar Canaã que era seu neto. Por que isso? Não foi Cão quem viu a nudez do pai? Por que, então, Noé amaldiçoou o neto que, aparentemente, nada lhe fez de mal?


É interessante notar que já no verso 18, na pequena genealogia de Noé, ao serem mencionados os três filhos do patriarca, um destaque é dado a Cão como “pai de Canaã”.

Segundo o SDA Bible Commentary, “Canaã, o filho de Cão, é mencionado [no v. 18] numa alusão antecipada ao que se seguirá. Ademais, deve ter sido propósito de Moisés dirigir a atenção dos hebreus de seu tempo ao acontecimento lamentável descrito nos versos seguintes, a fim de que eles pudessem compreender melhor por que os cananitas, aos quais logo iriam encontrar, eram tão profundamente degradados e moralmente corruptos. A raiz de sua depravação podia ser encontrada em seu ancestral Cão, “o pai de Canaã”.

O verso 22 diz que Cão é “pai de Canaã”. Não indicaria isso que tanto o pai como o filho tinham inclinações pecaminosas, tais como se revelaram mais tarde nas iníquas práticas religiosas dos povos que originaram?

Há variadas opiniões entre os comentaristas sobre as razões por que a maldição recaiu sobre Canaã, e não sobre Cão (que se apresenta como principal culpado) . Acham alguns que Canaã é o personagem principal do episódio e está sendo indicado na expressão “seu filho menor” do v. 24. Ele seria o menor da família de Noé, na ocasião. 

Orígenes, um dos pais da igreja, refere-se à tradição segundo a qual Canaã foi quem primeiramente viu a nudez de seu avô, mencionando o fato ao pai. Sendo assim, não é impossível que Canaã tenha compartilhado a má ação do pai que divulgou o fato a Sem e Jafé, por certo em termos censuráveis.

“A maldição de Noé parece não ter sido proferida com ressentimento, mas como uma profecia. A profecia não fixa Canaã em particular ou os filhos de Cão em geral nos limites de um destino férreo. É meramente uma predição do que Deus antecipou e anunciou mediante Noé. Presumivelmente Canaã já trilhava a vereda pecaminosa do pai, e seus pecados tornaram-se um aspecto tão marcante do caráter nacional dos descendentes de Canaã que Deus posteriormente ordenou a destruição deles”. – SDABC s/ Gênesis 9:27.

- Extraído e adaptado de “Consultoria Doutrinária”. 
 

A Cura do Mal de Asafe

Essa doença sempre fez vítimas entre o povo de Deus

O pós-modernismo, segundo Zygmunt Bauman [1], autor de Ética pós-moderna, caracteriza-se por ambivalência moral, nenhum código ético coerente, fim da moralidade universal, moralidade contraditória, pluralismo moral, fragmentação da verdade, personalismo moral, não reconhecimento de autoridade, ausência moral do Estado, ressurreição do paroquíalismo e do tribalismo, rejeição da Revelação.

Nesse ambiente filosófico, promove-se o surgimento de todo tipo de pecados e aberrações, quer contra Deus, quer contra a sociedade, contra instituições, contra a natureza e as pessoas. A mentira tornou-se o idioma do pragmatismo de uma sociedade secularizada, ególatra e sensual. Roubar, seguido ou não de morte da vítima, tornou-se prática comum dos que desejam sobreviver ou acumular fortunas.

Em uma das ruas do centro de Curitiba, uma família sem teto preparava-se para dormir debaixo de uma marquise. Antes de se enrolarem em suas pobres e empoeiradas cobertas, colocaram um pedaço de papelão, ajoelharam-se e oraram antes de dormir.

Cenas como essas nos lembram constantemente que o mal já está maduro para ser punido e eliminado. Por isso, vem-nos à mente a pergunta do vidente de Patmos: “Até quando, ó Soberano Senhor?”

Não raras vezes, fazemos essa pergunta diante das incertezas da vida:
Até quando continuarei sendo um pobre honesto vivendo no meio de ricos desonestos? Até quando continuarei fiel, mesmo sendo injustiçado?

Nessas circunstâncias, a experiência vivida pelo poeta e músico sacro Asafe torna-se uma grande ajuda. Consideremos o salmo 73 para descobrirmos o mal que atormentou aquele compositor e como ele conseguiu cura definitiva para sua alma.


O mal de Asafe [2]

Asafe não era um mero musicista. Na verdade, era um dos principais levitas. Cantor, compositor e músico instrumentista que servia a Deus, junto com Jedutum e Hemã. 1 Crônicas 25:5-6 informa que ele também serviu a Deus, como profeta, no reinado de Davi.

Por ocasião do episódio do transporte da Arca, da casa de Obede-Edom para a tenda armada por Davi, a fidelidade de Asafe motivou o rei a promovê-lo a ministro da música. Seus instrumentos preferidos eram: harpa, alaúde e címbalo.

Junto com quatro mil levitas, Asafe louvava continuamente ao Senhor. Liderou um grupo de 288 mestres da música, aos quais chamava seus filhos. Escreveu, junto com eles, doze dos 150 salmos contidos na Bíblia. Ele conhecia a bondade de Deus para com Israel.

Asafe desfrutava da intimidade do rei e do seu ambiente no palácio. Alguns pensam que foi dentro da casa real que começou a sua crise, quando conheceu a prosperidade do ímpio Absalão. Mas parece que a crise de Asafe tinha raízes mais profundas, pois ele sentava-se no lugar, não do ímpio, mas do próprio Deus, que, segundo sua visão, era o protetor de toda a impiedade. A declaração de abertura do cântico, no verso 1: “Com efeito, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo” pode situar-se antes e depois da crise.

Asafe diz no verso 2: “Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos’ Para Asafe, os ímpios não tinham preocupações, não enfrentavam problemas de ordem financeira, nem pareciam sofrer de enfermidades. Erguiam-se em sua violência contra os pobres, e sua altivez era dirigida contra Deus, com ar de ironia, fazendo pouco caso da existência do Senhor e da Sua justiça (versos 4-13).

À semelhança de todos os judeus piedosos, Asafe desejava alcançar saúde e pureza espiritual. Isso, porém, não o tornava imune às enfermidades degenerativas. Pela leitura do verso 14, podemos até pensar que Asafe estava sofrendo de alguma enfermidade grave. A situação do salmista poderia ser lida na declaração de Rui Barbosa:

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a ter vergonha de ser honesto.”


Salvo por um triz


A ênfase da confissão de Asafe é dramática: “quase me resvalaram os pés, pouco faltou para que se desviassem os meus passos”. Isso que dizer que pouco faltou para chegar à incredulidade. Pouco faltou para que ele rompesse com a idéia de um Deus sábio, bom e justo. Ele esteve perto de urna violenta mudança de pensamento e de comportamento.

Por pouco, Asafe não contrariou o que está registrado no Salmo 78:3-4: “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o Seu poder, e as maravilhas que fez.”

Alguém escreveu que, se fosse hoje, Asafe teria trocado “Jesus, alegria dos homens”, de J. S. Bach, por outra música que o levasse à fama; talvez pelas pobres produções religiosas, que misturam fé com sensualismo, mas vendem. [3] Quase Asafe trocou o templo do Senhor por um templo pagão, por um terreiro ou uma bola de cristal. Ele estava a um passo do inferno, da perdição, da incredulidade.

A erosão foi lenta, mas progressiva. Essa é a característica da apostasia. Nenhuma queda acontece por impulso momentâneo. Há antecedentes de condescendência própria, de aceitação do pecado em sua forma embrionária. Quantas vezes, Asafe desejou vingar-se. Quantas vezes foi açoitado pela ira; quantas vezes, quis projetar- se por meio do egoísmo; quantas vezes, foi atiçado pela lascívia: quantas vezes, sentiu desânimo e preguiça!

Certo dia, ele acordou sentindo-se frustrado e pensou: “Com efeito, inutilmente conservei puro o coração e lavei as mãos na inocência. Pois de contínuo sou afligido e cada manhã, castigado” (versos 13 e 14). Pensou: “Será que foi à toa que me esforcei para não pecar e permanecer puro?”

O que mais o desnorteou foi a falsa impressão de que o seu zelo não lhe rendia nada. Sua conclusão foi de que Deus não o tratava de modo especial. Ele não era poupado das intempéries, do cansaço, da aflição, da doença. Isso parecia não ocorrer com os ímpios — os notáveis. Era um puro no anonimato.


Comparação


A comparação dos efeitos do mal de Asafe com os causados pelo mal de Alzheimer revela significativas semelhanças. O conhecido mal de Alzheimer recebe este nome de Alois Alzheimer, médico alemão que, em 1906, reconheceu e localizou uma doença que corrói a mente, apaga progressivamente todas as lembranças e transforma o outrora corpo sadio e vibrante em um saco de carne e ossos que ainda se movimenta, pelo menos nos primeiros anos de enfermidade. Mas o esvaziamento da memória também esvazia a vida de relacionamentos e movimentos.

Na revista Veja [4], a professora Yone Beraldo, filha da costureira Adeilde de Moura, vítima dessa doença, afirma: “Eu perco minha mãe um pouco cada dia.” Adeilde, costureira desde a juventude, agora já não sabe mais costurar; entregou-se ao desleixo e à agressividade. A filha desabafou: “Vivo um luto diário.”

O mal de Asafe não está catalogado como enfermidade, mas tem efeito semelhante na memória espiritual de uma pessoa, pois também corrói a mente pelo apagar progressivo de todas as certezas da vida em Cristo e por transformar a alma em um saco de dúvidas e revolta.
Ellen G. White escreveu: “ É assim que Satanás ainda procura conseguir a ruína da alma. Uma longa operação preparatória desconhecida ao mundo tem lugar no coração, antes que o cristão cometa francamente [abertamente] o pecado. A alma não desce de pronto da pureza e santidade à depravação, corrupção e crime. Leva tempo para que se degradem aqueles que foram formados à imagem de Deus, ao estado brutal e satânico. Pelo contemplar nos transformamos. Alimentando pensamentos impuros, o homem pode de tal maneira conduzir a mente que o pecado, que uma vez lhe repugnava, tornar-se-lhe-á agradável”. [5] 


No entanto, Asafe resistiu a toda dúvida e sentimentos negativos. Afastou-os por amor do Senhor e por causa de Seu nome. Infelizmente, nem todos encontram a cura que Asafe alcançou. Balaão parece ter sido vítima desse mal. O pecado tornou-o mais embrutecido que um animal. O mesmo poderia ser dito de Demas, jovem ministro que participou das experiências missionárias de Paulo e sua equipe. O lamento de Paulo sobre sua apostasia dá-nos a entender que Demas não resistiu ao desejo da riqueza e de uma vida fácil: “Porque Demas, tendo amado o presente século, me abandonou e se foi para Tessalônica.” (II Tim. 4:10.) 


O fracasso de Templeton Na crônica evangélica, Charles Templeton [6] é outro caso fatal do mal de Asafe. Ele foi um evangelista de tão grande sucesso que alguns pensaram que eclipsaria Billy Graham em bem pouco tempo. Ambos estão sofrendo de males físicos degenerativos. Graham, aos 80 anos de idade, mal pode se firmar em pé, sem a ajuda do púlpito. Está acometido do mal de Parkinson. Em 1949, aos 30 anos de idade, enquanto se preparava para a grande cruzada de Los Angeles, Billy já era amigo de Charles Templeton. Nessa época, Billy tornou-se alvo de grande incerteza: Como podia confiar plenamente no que a Bíblia lhe dizia? Ele revelou que duas forças operavam de modo contrário sobre sua vida, nessa ocasião. 


Uma força era representada por Henrietta Mears, uma cristã comprometida com a Palavra, e que impulsionava Billy em direção a Deus. A outra força era representada por Charles Templeton, que injetava dúvidas na mente do grande pregador. Este sabia que, se não pudesse confiar na Bíblia, não tinha como prosseguir pregando. Billy conta que a influência de Charles Templeton estava “ganhando a queda de braço”. Contudo, o fardo de dúvidas foi removido por Deus quando Billy clamou por auxílio do Céu. A cruzada de Los Angeles teve grande sucesso, assim como todo o ministério do mais famoso evangelista do século 20. Adeus a Deus Templeton, infelizmente, não conseguiu resolver suas dúvidas. Ele disse acerca de Billy Graham que este havia cometido o suicídio intelectual ao fechar sua mente ao questionamento da fé. Na verdade, o contrário aconteceu: Templeton foi devastado por dúvidas cada vez maiores. Renunciou ao ministério e tornou-se comentarista e romancista, no Canadá. Suas dúvidas podem ser sumarizadas em oito pontos: 
“1) Uma vez que o mal e o sofrimento existem, não pode haver um Deus amoroso;
 2) Uma vez que os milagres contradizem a ciência, não podem ser verdadeiros; 
3) Se Deus realmente criou o Universo, por que as evidências persuasivas da ciência impelem tantas pessoas a concluir que o processo espontâneo da evolução explica a vida? 
4) Se Deus é moralmente puro, como pode sancionar o massacre de crianças inocentes, como afirma o Antigo Testamento? 
5) Se Jesus é o caminho único para o Céu, que dizer dos milhões de pessoas que nunca ouviram falar dEle? 
6) Se Deus Se preocupa com as pessoas que criou, como pode entregar tantas delas a uma eternidade de tormento no inferno somente porque não creram nas coisas certas a respeito dEle? 
7) Se Deus é o dirigente supremo da igreja, por que ela tem estado repleta de hipocrisia e brutalidade ao longo dos séculos? 8) Se ainda sou assaltado por dúvidas, ainda posso ser cristão?” Curiosamente, Templeton tornou-se também vítima do mal de Alzheimer. Sua enfermidade física agravou sua condição espiritual. O sumário de sua história é que Templeton não soube conciliar o sofrimento dos outros e o dele com a bondade de Deus. Naufragou na fé e tornou-se ateu. Um de seus livros mais contrastantes com o seu passado de homem de fé intitula-se Farewell to God: my reasons for rejecting the Christian faith (Adeus a Deus: minhas razões para rejeitar a fé Cristã). Graças ao Senhor, Asafe agiu de modo diferente de Templeton. Resistiu a todos seus sentimentos negativos e deles se livou por amor do Senhor e por causa de Seu nome. Asafe foi salvo no meio do processo de apostasia mental. Foi salvo antes que seus pensamentos se tornassem ações pecaminosas. 


Nesse extraordinário cântico de fé - o salmo 73 - Asafe prescreve três salvaguardas contra a tentação. Três salvaguardas Asafe controlou a língua. Ele disse: “Se eu pensara em falar tais palavras, já aí teria traído a geração de Teus filhos. Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim” (versos 15 e 16). Ele rejeitou a tentação de conversar acerca de suas dúvidas, de sua inveja. Não espalhou sementes de incredulidade contra o caráter de Deus e Sua obra. Ellen White aconselha: “Quando alguém vos pergunta como vos sentis, não penseis em qualquer coisa triste para contar a fim de atrair simpatia. Não faleis de vossa falta de fé e de vossas aflições e sofrimentos. O tentador se deleita em ouvir palavras assim. Quando falas em assuntos sombrios, estais a glorificá-lo. “Não devemos nos demorar no grande poder de Satanás para nos vencer.” [7] 


Asafe fez uso da sua memória religiosa: Ele tinha convicção do cuidado de Deus ao longo de sua vida e na história do seu povo. Assim, podia confessar não apenas que “Deus é bom para com Israel’ mas que o Senhor é bom “para com os de coração limpo” (verso 1). Um dos recursos de que lançou mão foi a lembrança de que é “bom estar junto a Deus” (verso 28). 
Ellen G. White aconselha: “Quando o pecado luta pelo predomínio no coração, quando a culpa oprime a alma e sobrecarrega a consciência, quando a incredulidade obscurece a mente — lembrai-vos de que a graça de Cristo é suficiente para subjugar o pecado e banir a escuridão. Entrando em comunhão com o Salvador, penetramos na região da paz.” [8] 


O santuário é o último lugar de onde brilhou e continua brilhando a luz para o povo Cristão. Asafe abriu sua vida ao Senhor do santuário. O assalto espiritual cessou quando ele entrou “no santuário de Deus” e atinou com o destino dos ímpios (verso 17). Podemos dizer que Asafe entrou no lugar certo. Podemos agir da mesma forma quando assaltados por dúvidas sobre o caráter e ações do soberano Deus. Asafe foi ao santuário e ali contemplou não apenas o fim dos ímpios, mas a recompensa dos fiéis. E confessou: “Tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o Teu conselho e depois me recebes na glória. Quem mais tenho eu no Céu? Não há outro em quem eu me compraza na Terra. 


Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (Sal. 73:23-26). No santuário, Asafe orou, mas não argumentou. Recobrou-se de sua crise espiritual. Sua vida estava garantida pela única segurança que ele tinha no Céu e na Terra. A morte não era o fim do justo. Ele recobrou não apenas sua fé e esperança no Senhor, mas integrou-se novamente na missão de proclamar a bondade de Deus: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os Seus feitos” (verso 28). 


O “mal de Asafe” está sempre presente no ambiente do povo de Deus, buscando a próxima vítima. Se alguém foi acometido por esse terrível mal, aqui vai o remédio que curou Asafe: Nunca diga adeus ao Senhor sem antes entrar no Seu santuário e ali derramar diante dEle a sua dúvida e registrar a sua súplica. Pergunte ao Senhor: “Até quando haverá injustiça, opressão, fome e guerra? Até quando haverá doença e morte?”. Só Deus sabe a resposta exata, mas Ele não tem o hábito de responder a essa oração do modo como o fazemos. Ele nos deixa “em suspense”, mas também nos assegura que as rédeas do controle estão continuamente em Suas mãos. 


Logo o Senhor deporá Suas vestes sacerdotais, fechará o Seu Templo no Céu, e descerá à Terra com todos os Seus anjos. Virá por causa dos Seus escolhidos. Se nossa mente insistir em perguntar, diante da demora da segunda vinda, “Até quando, ó Soberano Senhor, não julgas a impiedade?” descansemos no fato de que nossa segurança está na palavra dAquele que conhece os tempos e as estações, que sabe o fim desde o princípio. Ele afirma: “Vai alta a noite, e vem chegando o dia” (Rom. 13:12). Tranqüilizemo-nos com a certeza de Asafe: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os Seus feitos”.



Autor: José Miranda Rocha, doutor em Ministério Pastoral, é professor de Teologia Aplicada no UNASP campus Engenheiro Coelho, SP Fonte: Revista Adventista, março 2005


Referências 1. Zygmunt Bauman, Ética pós-moderna (São Paulo: Editora Paulus, 1997). 2. Ultimato, maio-junho de 2003, pág. 3. 3. Ibidem, pág. 8. 4. Karina Pastore, “Quando os neurônios morrem”, Veja, 6 de agosto de 2003, pág. 73. 5. Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, pág. 459. 6. Lee Strobel, Em Defesa da Fé (São Paulo: Editora Vida, 2002), págs. 1-30, 7. Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, pág. 253. 8. Ibidem, pág. 250

Quando Ocorreu a Queda de Satanás?


Quando ocorreu a queda de Satanás? Esta pergunta é muitas vezes formulada. Quando se deu realmente a expulsão de Satanás? Antes ou depois da criação da Terra?

Na Bíblia e nos escritos do Espírito de Profecia não existe muita coisa a respeito dessa questão, mas encontramos o suficiente para deixar-nos esclarecidos. 

A duração do estado de inocência de Adão deve ter sido breve, pois em Gênesis 5:3 é dito que ele viveu 130 anos até o nascimento de Sete. Como Sete nasceu depois da morte de Abel, talvez Caim já tivesse uns 30 anos quando matou a Abel. Isto evidencia que o homem caiu em pecado pouco depois de ser criado o mundo. 

Diz a irmã White no livro o Conflito dos Séculos, à página 536: “Deus em Sua grande misericórdia, suportou longamente a satanás . . . Muito tempo foi ele conservado no Céu”. Isto parece sugerir que houve um período mais demorado do que apenas o tempo que decorreu da criação da Terra até à transgressão de Adão e Eva.

Outra citação que parece reforçar a expulsão de Satanás antes da criação da Terra é esta: “Os anjos do Céu lamentaram a sorte daqueles que tinham sido seus companheiros de felicidade e alegria. Sua perda era sentida no Céu. 

“O Pai consultou Seu Filho com respeito à imediata execução de Seu propósito de fazer o homem para habitar a Terra”. — história da Redenção, p. 19.

Além disso, o relato da maneira como Satanás tentou nossos primeiros pais no Jardim do Éden demonstra que ele já era então um pecador endurecido e completamente rebelado contra o governo de Deus. 

A transição do estado de perfeição em que se encontrava antes, para a condição de rebelde e mentiroso contumaz que se tornara agora, não poderia haver ocorrido em tempo muito curto, segundo se deduz pelos primeiros capítulos do livro Patriarcas e Profetas.

Eis um trecho desse livro: “Perante os habitantes do Céu, reunidos, o Rei declarou que ninguém a não ser Cristo, o Unigênito de Deus, poderia penetrar inteiramente em Seus propósitos, e a Ele foi confiado executar os poderosos conselhos de Sua vontade. O Filho de Deus executara a vontade do Pai na criação de todos os exércitos do Céu; e a Ele, bem como a Deus, eram devidas as homenagens e fidelidade daqueles. Cristo ia ainda exercer o poder divino na criação da Terra e de seus habitantes. Em tudo isto, porém, não procuraria poder ou exaltação para Si mesmo, contrários ao plano de Deus, mas exaltaria a glória do Pai, e executaria Seus propósitos de beneficência e amor”. — Patriarcas e Profetas, págs. 16 e 17 

Note-se que nessa ocasião Satanás já se havia insurgido no Céu, mas Cristo ainda não criara a Terra e seus habitantes. Quanto a Apocalipse 12:7-9 e 12, dizemos que embora João descreva ai a história do grande conflito entre Cristo e Satanás, desde seu início até o fim, focaliza principalmente a luta na cruz. Diz este texto que foi expulso o “acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia, e de noite, diante do nosso Deus”.

É claro, pois, que a queda mencionada nos versos 9 e 10 não é sua expulsão do Céu, ocorrida antes da criação deste mundo, mas a derrota que sofreu ao morrer Cristo na cruz, visto que ao tempo dessa expulsão ele já era sedutor e enganador dos homens. 

Depois da morte do Filho de Deus, as atividades de Satanás restringiram-se mais ao nosso planeta. Diz a mensageira do Senhor: “A derrota de Satanás como acusador dos irmãos no Céu, foi realizada pela notável obra de Cristo em dar Sua vida”. — Comentários de Ellen G. White, sobre Apocalipse 12:10, em The SDA Bible Commentary, vol. 7, p. 973.

Após citar este versículo, declara ela também no livro O Desejado de Todas as Nações, à página 567: “Satanás viu que estava desmascarado. Sua administração foi exposta perante os anjos não caídos e o universo celestial. Revelara-se um homicida. Derramando o sangue do Filho de Deus, desarraigou-se Satanás das simpatias dos seres celestiais. Daí em diante sua obra seria restrita”.


- Extraído e adaptado do livro “Consultoria Doutrinária”. 

O herege - legendado

"Deus não tem religião" - Mahatma Ghandi, um budista que não poderia estar mais certo sobre Deus. Apesar de ter listado o clipe como humor, não há nada de engraçado quando isso acontece de verdade. A Igreja nunca começou como instituição, mas como movimento. Por favor, parem com as disputas e pensem em como tudo deveria ser... do ponto de vista de Deus.

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