sábado, 23 de abril de 2011

Páscoa: Proteção e Liberdade

As festas litúrgicas caracterizam a vida religiosa de um povo, e com Israel não era diferente. Suas festas anuais comemoravam os grandes feitos divinos operados em seu favor no passado, fortaleciam a fé em Deus na certeza de Sua presente e contínua proteção, e apontavam para Sua futura provisão face ao pecado; a vinda do Redentor Dessa forma, estimulavam o zelo religioso nacional, conscientizando mais significativamente cada israelita de sua dependência de Deus, e gerando nele maior sentimento de gratidão e amor Àquele a quem tudo devia.
Infelizmente, com o passar do tempo, as festas e outras atividades ligadas ao santuário se degeneraram em formalismo. Perdido de vista o propósito principal delas, tornaram-se mera ostentação de um sistema religioso vazio (ver Isa 1:11-14); esta situação predominava entre os judeus nos dias de Jesus.
Páscoa e outros festivais – Entre as festas do calendário litúrgico, a Páscoa ocupava lugar preponderante. Associada com os Pães Asmos, ela, Pentecostes e Tabernáculos perfaziam as chamadas festas de peregrinação, quando a presença de cada israelita em Jerusalém era requerida (ver Êxo. 23:14-17; 34:23; Deut. 16:16). Nota-se a importância da Páscoa no fato de que não havia qualquer penalidade expressa para aqueles que não observassem as festas de peregrinação, exceto ela (Núm. 9:13). Era tão importante a comemoração pascoal que a lei fazia provisão para quem não pudesse observá-la na ocasião própria, devendo fazê-lo imprescindivelmente um mês depois (versos 10-12).
A Páscoa marcava a abertura das festas anuais como prescritas em Levítico 23. Do verso 4 em diante, podem-se estabelecer sete festas e sete sábados cerimoniais:
A essas festas, duas outras foram acrescentadas após o exílio babilónico: Purim, em 14 e 15 de Adar, o duodécimo mês (Est. 9:23-28); e Hanukkah (Dedicação), em 25 de Kislev, o nono.

Origem e elementos da Páscoa

- A palavra hebraica para Páscoa é Pesach, cujo sentido se infere do contexto do evento comemorado. O termo significa passagem, da forma verbal pasach, passar por cima, desconsiderar, omitir, precisamente como, em inglês, a páscoa bíblica é chamada Passover (pass = passar + over = sobre). Após o Êxodo, a Páscoa seria comemorada em memória dos acontecimentos que culminaram com a saída de Israel do Egito, com particular referência à morte dos primogênitos egípcios. Naquela terrível noite para os opressores, mas não para os oprimidos, o anjo da morte “passou por alto” isto é, desconsiderou as casas onde famílias de hebreus residiam, poupando a vida de seus primogênitos.
Mas não bastava que ali estivesse uma família israelita; o que garantia a preservação da vida era a marca do sangue nos umbrais da porta: sangue derramado e aplicado foi, naquela noite, sinônimo de vida poupada (Êxo. 12:12,13, 22 e 23). O sangue provinha do cordeiro sacrificado para esse fim, o cordeiro pascal, morto vicariamente, isto é, no lugar de primogênitos humanos. Assim, em virtude do sacrifício da páscoa, a morte “passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito” (v. 27). Precisamente após esse fato, os israelitas foram libertados, partindo rumo a terra da promissão.
Páscoa, de fato, se liga à idéia de proteção, resgate, salvação e liberdade.
Êxodo 12 oferece os necessários elementos da festa:
1) Um cordeiro “sem mancha” (versos 3-5) para ser sacrificado - sem ele, simplesmente não havia Páscoa, pois esta equivalia ao cordeiro (v. 21);
2) O cordeiro deveria ser assado por inteiro e comido, sem que qualquer de seus ossos fosse quebrado (v. 46);
3) A refeição pascal deveria ser acompanhada de pão não levedado e ervas amargas (v. 8) – enquanto estas eram um símbolo apropriado da amargura da escravidão, o pão sem levedura era representativo da pureza e integridade. Em determinado aspecto, fermento, na Bíblia, é símbolo do pecado (I Cor. 5:7 e 8).

A Páscoa no Novo Testamento

- A santa-ceia, instituída por Jesus na quinta à noite (o dia anterior ao da crucifixão), foi uma refeição pascal. Os Evangelhos afirmam que Jesus comeu a Páscoa com os discípulos naquele dia (Mat. 26:17-19; Mar. 14:12-16; Luc. 22:7-15). Mas não há qualquer declaração sobre o sacrifício do cordeiro, o qual, no tempo de Jesus, era efetuado no templo, pois isso ocorreria no dia seguinte, sexta feira, entre 14h30 e 15h A antecipação do evento cumpriu o propósito de Jesus. Ele afirmou no contexto da ceia: “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do Meu sofrimento” (Luc. 22:15).
A ausência da vítima pascal indica o momento da transição, quando Jesus tomaria o lugar do cordeiro e o antítipo cumpriria o tipo. A Páscoa, portanto, foi comemorada por Jesus em termos de evento messiânico. O cordeiro pascal não era mesmo para ser imolado, porque Ele, Jesus, era agora esse cordeiro, a ser oferecido justamente no dia da celebração da Páscoa. E, desde que a refeição pascal incluía pão asmo, este elemento se fez presente na Santa Ceia, e foi servido por Jesus aos discípulos como símbolo do Seu corpo, o verdadeiro Cordeiro pascal. O vinho, outro elemento da refeição pascal, foi então servido como símbolo do Seu sangue que logo seria derramado “em favor de muitos, para remissão de pecados” (Mat. 26:28), tal como o sangue do cordeiro pascal fora, no princípio, derramado para a preservação de vidas.
Efetivada, assim, a transição, restava agora a Jesus cumprir tudo aquilo que antes havia sido estabelecido como figura e sombra. Ele foi sacrificado no dia seguinte como vítima pascal, morrendo na cruz ”por volta da hora nona” (Mat. 27:46), precisamente o horário do sacrifício do cordeiro. Isso é tão real que o Novo Testamento identifica-O como o Cordeiro de Deus, sem defeito e sem mácula, que tira o pecado do mundo, Aquele que em Seu sacrifício não teve quebrado nenhum osso (I Ped. 1:19; João 1:29 e 36; 19:36). Aqui a Páscoa alcança seu mais profundo significado. De fato, Jesus é “nosso Cordeiro Pascal” (I Cor. 5:7), e por Ele desfrutamos vida e liberdade (João 8:31,32 e 34-36).

Deturpação

Notamos que, segundo a Bíblia, a Páscoa esteve mais relacionada com a morte de Jesus do que com Sua ressurreição, embora esse evento estivesse indiretamente envolvido. Com sua ressurreição, Jesus cumpriu o cerimonial do molho movido que ocorria no transcurso dos dias dos Asmos (Lev. 23:6-12). Ele ressuscitou como “as primícias” dos que dormem (I Cor. 15:23).
Por que, então, a Páscoa, no cristianismo atual, se liga mais à ressurreição que à cruz?
Naturalmente houve, pela apostasia que invadiu os arraiais do cristianismo depois da era apostólica, uma deturpação do sentido cristão da Páscoa Mais ou menos na metade do segundo século, uma controvérsia pascal começou a ocorrer sobre quando e como deveria ser ela comemorada Cristãos da Ásia Menor, sob a liderança de Policarpo, defendiam um dia fixo anual, correspondente a 14 de Nisan, quando jejuavam e concluíam a celebração com a Santa Ceia e uma refeição fraterna chamada ágape. Os cristãos ocidentais, sob a liderança de Aniceto de Roma, defendiam um tempo semanal fixo, o primeiro fim de semana após esta data, sendo a sexta e o sábado dias de tristeza e jejum, e o domingo de alegria.
Embora Vítor, bispo de Roma, tentasse em 168 impor a todas as igrejas o costume romano de celebrar a Páscoa a cada ano no domingo, a controvérsia perdurou até o quarto século, e só foi resolvida por força de concílios Em 314, o Concílio de Aries declarou que a coisa mais desejável de todas era que “a pascha do Senhor fosse observada em um único dia e num único tempo em todo o mundo” O Concílio de Nicéia deu seqüência ao parecer de Aries determinando que a Páscoa recaísse, em cada ano, no domingo seguinte à primeira lua cheia depois do equinócio vernal, quando se dava o início da primavera. Vale lembrar que esse concílio foi convocado em 325 pelo mesmo Constantino que, quatro anos antes, lavrara o decreto dominical requerendo a observância do “dia do Sol” em todo o Império. Segundo o historiador Eusébio, a razão apresentada pelo imperador para essa deliberação foi mais ou menos a mesma que motivou líderes cristãos a adotarem, como dia de guarda, o primeiro da semana em lugar do sétimo: romper qualquer vínculo com os judeus. Não é, pois, por mero acaso que a páscoa cristã é chamada de Easter, em inglês (east significa este, ou oriente, o lado do nascente). Esse termo se liga ao surgimento e ascensão do Sol na primavera, e envolve o sentido de renovação, renascimento, etc; supuseram, portanto, que nada seria mais original do que comemorar a páscoa sempre no dia do Sol. Tudo isso contribuiu para, posteriormente, serem agregados, ao contexto pascal, elementos populares como o ovo de páscoa e a figura do coelho, animal considerado dos mais prolíferos em toda a natureza.
Mais tarde, o Concílio de Cartago (397) e o Sínodo de Toledo (400) reafirmaram a posição de Aries e Nicéia. Foi assim dado à Páscoa um sentido mais restrito, sendo aplicada exclusivamente à ressurreição de Cristo.

Conclusão

Não há qualquer indicação no Novo Testamento de que os cristãos do primeiro século celebravam a cada ano o dia da morte ou da ressurreição de Jesus como páscoa, porque o Salvador ao morrer deu cumprimento final ao significado de todas as festas com seus ritos, sábados cerimoniais, etc. Simplesmente não tinham mais razão de ser (ver Gál. 4:10-11 ;Col .2:16 e 17).
A maneira bíblica da comemoração é, antes de tudo,  espiritual. Começamos a fazê-lo através do batismo por imersão, segundo o que Paulo declara em Romanos 6:3 e 4, o que sela nossa união com Jesus (v. 5); isso, sim, tem valor E mais: essa experiência se renova a cada dia conforme avançamos na vida cristã alimentando-nos do Cordeiro pascal e verdadeiro pão, Cristo (João 6:35, 48, 50, 51, 53-58 e 63), o que nos leva a morrermos continuamente para o pecado e andarmos em “novidade de vida (Rom. 6:4).
A participação periódica na ceia do Senhor, que tomou o lugar da antiga páscoa, solidifica essa maravilhosa comemoração. Por isso é importante um preparo prévio para a ceia. Paulo diz: “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, celebremos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade” (I Cor. 5:7 e 8). Isto, sem dúvida, nos habilitará um dia a tomarmos a ceia com Jesus em Seu reino, conforme Sua promessa em Mateus 26:29.
E não é o que mais almejamos ?
Artigo de José Carlos Ramos publicado na revista Adventista edição de Abril/2006.

Encontrado animal marinho com olhos de cristal


Pesquisadores fizeram uma curiosa descoberta no mundo subaquático: um molusco que usa minúsculos olhos feitos de um cristal de carbonato de cálcio para detectar predadores. Os cientistas dizem que se trata do primeiro par de olhos rochosos encontrado no reino animal. As centenas de estruturas similares a olho sobre a superfície desse molusco, chamado de chiton, já haviam sido descobertas décadas atrás. Porém, até agora, não se sabia de que material elas eram feitas ou se os animais podiam efetivamente ver objetos ou apenas sentir a luminosidade. “Agora descobrimos que eles realmente conseguem ver objetos, embora provavelmente não muito bem”, afirma o pesquisador Daniel Speiser, que recentemente completou seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, Estados Unidos. Como comparação, o estudo descobriu que a visão humana é cerca de mil vezes mais nítida que a do chiton.

Chitons apareceram pela primeira vez na Terra há mais de 500 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. Porém, de acordo com o registro de fósseis, o mais antigo chiton com os olhos surgiu apenas nos últimos 25 milhões de anos, tornando seus olhos um dos mais recentes a evoluir nos animais. “Os olhos provavelmente evoluíram de modo que os chitons pudessem ver e se defender dos predadores”, conta Speiser.
A fim de descobrir como os olhos de pedra funcionam na fuga contra predadores, Speiser e o biólogo Sönke Johnsen estudaram, em laboratório, chitons do oeste da Índia (Acanthopleura granulata), que medem cerca de 8 cm de comprimento. Como outros chitons, essas criaturas têm escudos achatados feitos de oito placas separadas por centenas de minúsculas lentes na superfície, cobrindo grupos de células sensíveis à luz. [...] As experiências também sugerem que os olhos tem capacidades semelhantes tanto na água quanto no ar, o que indica que os chitons são capazes de enxergar em cima e abaixo d’água.
(Hypescience)
Nota: Ao ler sobre o chiton, me lembrei dos trilobitas, que também tinham olhos de cristais de calcita. A diferença é que se supõe que os trilobitas viveram há bilhões de anos (não há milhões) e estão na base da coluna geológica, no período Cambriano. Os olhos deles, como os do chiton, são bem complexos e não há antecedentes evolutivos (elos perdidos) desses artrópodes no Pré-cambriano. Na ausência de melhores e convincentes explicações, apela-se para a “varinha de condão” (como fazem com o chiton): o olho “evoluiu” para que o animal pudesse se defender dos predadores. Ah, sim. Ok. Faço apenas uma pergunta, entre muitas que poderiam ser feitas: O que surgiu primeiro, as lentes de cristal ou as células sensíveis à luz? De que serviriam umas sem as outras? Leia o que Michael Behe escreve sobre a bioquímica da visão no livro A Caixa Preta de Darwin, para constatar que a o problema pode ser ainda maior para os darwinistas, quando se analisa a complexidade irredutível de processos como a visão.[MB]

Via Criacionismo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Evangelho segundo o Twitter

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cristo Nossa Páscoa

Cumprindo a Páscoa antitípica, a morte do Cordeiro de Deus concede ao cristão a libertação do pecado e o conduz à Canaã celestial.
Novamente é Páscoa! Durante os dias deste mês, crianças e adultos provocarão uma corrida frenética aos supermercados e lojas para adoçar a boca. Ovos de chocolate - pequenos ou grandes, escuros ou brancos, doces ou meio amargos, recheados, flocados, etc.- de todos os formatos, para todos os gostos e imaginações.
A ficção mítica se repete: coelhos que botam ovos de chocolate. E pasme: embrulhados em papéis coloridos. Fantástico, não é?
Entre as culturas ocidentais, a Páscoa de hoje é uma das datas comemorativas mais importantes. Pesquisas históricas mencionam que ela foi introduzida em homenagem a um deus teuto-saxônico (germânico-britânico) séculos atrás, por ocasião da primavera (março/ abril) e do plantio no hemisfério norte. Devido à sua reprodução e grande fertilidade, o coelho foi tomado como símbolo desse evento. No cristianismo, a Páscoa foi estabelecida ou adotada no calendário das festas religiosas romanas, em referência à morte e ressurreição de Jesus.
Por que transformar a Páscoa em crendice? Como cristãos, temos um fato histórico real, escrito com sangue, na cruz. Essa história precisa ser contada ao mundo que perece. Caso contrário, a Páscoa não terá sentido nem motivo para comemoração.
Instituição da Páscoa
Nos capítulos 12 e 13 de Êxodo, encontramos a origem e finalidade dessa festa tipológica. O povo de Israel havia passado quatro séculos no cativeiro egípcio e chegara o momento tão esperado da libertação.
Êxodo 12:3-14 descreve detalhadamente as ordens divinas: " Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, [...] um cordeiro para cada família.[...] O cordeiro será sem defeito, macho de um ano;[...] e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde. Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta[...] naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão.[...] Desta maneira a comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-la-eis à pressa; é a Páscoa do Senhor."
Os versos 12 a 14 mencionam o propósito: "Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos[...]; quando Eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora,[...] Este dia vos será por memorial."
Páscoa: a palavra em português não traduz exatamente a essência do significado. Deus disse a Moisés que ordenasse aos israelitas a celebração anual da Páscoa (hebr.Pesach " passagem do ou sobre"; gr. Pascha; latim Pascua; inglês Passover [pass over] "passar sobre") como lembrança permanente do livramento dos primogênitos israelitas.
Eles jamais deviam se esquecer daquela noite em que o anjo destruidor passou sobre os lares, viu o sangue do cordeiro pascal nos portais das casas dos que tinham observado as ordens divinas.
O cordeiro devia ser preparado em seu todo, não lhe sendo quebrado nenhum osso; assim, nenhum osso seria quebrado do Cordeiro de Deus, que por nós devia morrer (Êx 12:46; Jo 19:36). Isso seria uma representação da inteireza do sacrifício de Cristo.
O cordeiro devia ser comido com ervas amargas, como lembrança do cativeiro egípcio. Quando nos alimentamos de Cristo, devemos fazê-lo com contrição e humildade, por causa de nossos pecados. O uso dos pães asmos ( heb. matzá) era também significativo. Era expressamente estipulado na lei da Páscoa que nenhum fermento fosse encontrado nas casas dos hebreus durante a festa.
A dimensão tipológica apontava também para o futuro. O cordeiro fora morto em lugar do primogênito; por isso devia ser macho (Êx 12:5). As religiões pagãs também tinham suas festas e muitas delas incluíam o sacrifício de animais. Tais sacrifícios, porém, visavam a apaziguar a fúria dos deuses, mudar a atitude deles em favor dos homens. Era uma espécie de troca: davam para receber.
Tal idéia é completamente oposta ao caráter de Deus, e não é esse o significado dos sacrifícios que Deus ordenou no Antigo Testamento. Todos eles, especialmente o da Páscoa, não tinham como alvo aplacar a ira de Deus, mas " Seu objetivo era dirigir os homens ao Salvador, levando-os assim a estar em harmonia com Deus" ( Ellen White, O Desejado de Todas as Nações,p.286). S.N.Haskell menciona que "de todos os sacrifícios registrados, nenhum chegou tão próximo à oferta antitípica quanto aquele requerido de Abrão quando Deus o chamou para oferecer seu único filho" ( The Cross and Its Shadow,p.34).
Desde a entrada do pecado, Deus ensinou de maneira ilustrada o plano da salvação. Começando com os altares: " Na porta do Paraíso, guardada pelos querubins, revelava-se a glória de Deus, e para ali iam os primeiros adoradores. Ali erguiam seus altares e apresentavam suas ofertas" ( Ellen G. White, Patriarcas e Profetas,p.84,85). Seguindo depois os patriarcas - povo de Israel - santuário - templo - profetas...
Deus ordenara que Moisés construísse um tabernáculo ou santuário todo especial, e lhe dera instruções com referência à sucessão de cerimônias anuais que eram de natureza simbólica, sendo uma "sombra das coisas que haviam de vir" ( Cl 2:17), prefigurando a vida, morte, ressurreição e ministério de Cristo.
Finalmente, Jesus - o tipo encontrara o antitípico -, a salvação em pessoa. Quando João viu Jesus, exclamou: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo"(Jo 1:29)." E era a preparação da Páscoa, e quase à hora sexta; e [Pilatos] disse aos judeus:Eis aqui o vosso rei" (Jo 19:14, ARC). "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder" ( Ap 5:12).
Ao escrever aos corintos (1Co 5:7), Paulo explicou-lhes que "Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado"(ARA). Ou, "Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós" (ARC).
Quanod Cristo proferiu Suas últimas palavras, o sacerdote no templo estava para tirar a vida do cordeiro pascal. Houve repentino terror e confusão. O grande "véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas"(Mt 27:51). O cordeiro pascal desvencilhou-se das mãos do sacerdote. Aquele que veio para fazer a vontade de Deus ocasionou a cessação dos sacrifícios, holocaustos e oblações pelo pecado (Hb 10:10-12). (Ver Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações,p.757).
Quando o cordeiro pascal era sacrificado, o adorador israelita devia lembrar que, por causa dessa morte e desse sangue, ele estava sendo poupado da sua própria morte, estava sendo libertado da escravidão e tinha diante de si, aberto, o caminho para a terra de Canaã. Tudo isso era símbolo do sacrifício de Cristo, que nos salvou da morte eterna, nos libertou da escravidão do pecado e abriu, para nós, o caminho da Canaã celestial.
Mas o povo da nova Aliança (Jr 31:31; Ez 37:26), do Novo Testamento (Hb 9:14-17), precisava de outra celebração que lembrasse a morte do Redentor e pusesse diante de Seu povo a esperança de uma terra futura. " Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha"(1Co 11:26).
Para o mundo cristão, a Ceia do Senhor - solenidade instituída pelo Senhor Jesus às vésperas de Sua morte - substituta da Páscoa. Ao participarmos dela, confirmamos nossa fé na volta de Jesus a este mundo. Ele, então, nos levará para o Céu, onde, com todos os Seus discípulos, de todos os tempos e de todas as partes, celebrará a ceia das bodas do Cordeiro ( Ap 19:9), na qual beberá novamente do fruto da vide.
Significado da Páscoa
A advertência feita a nossos primeiros pais: "No dia em que dela comeres, certamente morrerás"( Gn 2:17), transformou-se em sentença. A imortalidade foi-lhes prometida sob a condição de obediência, mas, pela transgressão, perderam o privilégio de se tornar eternos. Estavam agora condenados à morte.
"O Filho de Deus, o glorioso Comandante do Céu, ficou tocado de piedade pela raça decaída.[...]Entretanto, o amor divino havia concebido um plano pelo qual o homem poderia ser remido. A lei de Deus, quebrantada, exigia a vida do pecador.[...] Visto que a lei divina é tão sagrada como o próprio Deus, unicamente um Ser igual a Deus poderias fazer expiação pela transgressão" ( Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p.63).
Esse plano já estava previsto e preparado antes da fundação do mundo, caso o pecado nele entrasse. Os seguintes textos comprovam isso:"[...] o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós" (1 Pe 1:19-20). "Eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra"( Jó 19:25)."O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações; agora, todavia, se manifestou aos Seus santos" ( Cl 1:26). "Segundo o poder de Deus que nos salvou [...] conforme a Sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos" ( 2Tm 1:9).
"Deus ia ser manifesto em Cristo, 'reconciliando consigo o mundo'(2Co 5:19).[...] Mas Cristo, depois de ter remido o homem da condenação da lei, poderia comunicar força divina para se unir com o esforço humano. Assim, pelo arrependimento para com Deus e fé em Cristo, os caídos filhos de Adão poderiam mais uma vez tornar-se 'filhos de Deus' (1Jo 3:2)" (ibid., p.64).
Isso é enfatizado em 1Pedro 1:18 e 19:"Não foi mediante coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula."
A primeira indicação de redenção foi dada na sentença pronunciada sobre Satanás, no Jardim:"Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar"(Gn 3:15). Essa inimizade é sobrenaturalmente posta, e não naturalmente convidada.
Quando Satanás ouviu que a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente, compreendeu que, embora tivesse tido sucesso em rebaixar a natureza humana e assemelhá-la à sua própria, Deus- mediante um misterioso processo - restauraria no homem seu perdido poder e o capacitaria a resistir a seu conquistador e a derrotá-lo.
Redenção: comprar por alto preço; resgatar algo perdido ( Rm 3:24,25; Hb 9:5); "propiciação".
Paulo declara que o Pai ofereceu Seu filho como sacrifício expiatório, como propiciação " de Sua santa ira pela culpa humana porque aceitou Cristo como representante divino substituto do homem para receber Sua sentença sobre o pecado".
Reconciliação: "Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo" ( 2Co 5:19). Que fantástica declaração! O Céu se mobilizou para resgatar e reconciliar com Deus o planeta perdido!
A palavra "reconciliação" pressupõe alienação entre partes que anteriormente estavam unidas. E a restauração de um relacionamento interrompido. Isso é dom de Deus, pois Ele tomou a iniciativa (2Co 5:18). O feito torna-se mais surpreendente quando nos lembramos de que foi o homem quem causou essa separação.
Assim, Deus é ao mesmo tempo o provedor e o recepiente da reconciliação, a qual se tornou possível unicamente por meio do sangue propiciatório e expiatório do sacrifício voluntário de Cristo (Cl 1:20-22).
"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois Ele [...] reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz" (Fp 2:5-8).
O apóstolo João descreve essa redenção e reconciliação de maneira explícita:"Se todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo; e Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro" (1Jo 2:1,2).
"Pecado algum pode ser cometido pelo homem, para o qual não se tenha dado satisfação no Calvário" (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v.1. p. 343). Como escreveu Hans LaRondelle: "A morte de Jesus não foi o fracasso trágico de um profeta, mas o resultado necessário da divina providência" ( O que é Salvação, p.24)
A Páscoa e a certeza da Salvação
Quando Simeão, avançado em idade, viu o menino Jesus sendo dedicado a Deus, orou:"Agora, Senhor, podes despedir em paz Teus servo; porque os meus olhos já viram a Tua salvação" (Lc 2:29-30).
Cristo é o evangelho personificado. O evangelho (boas-novas) da nossa salvação é a revelação de Jesus Cristo como Salvador. É o "pode de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16).
Entretanto, o fato de que Cristo deveria vir a este mundo duas vezes, alternadamente, a fim de realizar completamente nossa salvação, gerou um conflito quanto à certeza da mesma - algo que alguns teólogos classificam como "uma tensão inerente entre a dimensão presente da salvação [o 'já '] e a futura [ o 'ainda não' ]" (Hans K. Larondelle, O que é Salvação, p.11).
Durante a década de 80, a Revista Adventista publicou vários artigos em relação ao assunto. Na década de 90, livros também forma lançados pela CPB sobre o tema da certeza da salvação.
"Alguns receiam declarar que têm certeza da salvação, porque isso parece cheirar farisaísmo. Só realmente, se a pessoa pensar que a salvação depende de boas obras e em crê que ela é melhor do que o próximo. Não será quando, conscientemente, se crê que a certeza da salvação vem pela aceitação do sacrifício que Cristo fez por nós"(Revista Adventista, janeiro de 1987, p.13).
O grande reformador Lutero passou por essa experiência. Antes de desenvolver sua teologia da cruz, a salvação era para ele exigências da justiça de Deus. Tentava com todas as forças "expiar"o sentimento de culpa com jejuns e auto-punições. Mas, ao entender que justiça é oferecida e não exigida - e esse presente de Deus é Jesus -, Lutero se gloriou na cruz. Ali estava a certeza da sua salvação em oposição a méritos e realizações humanas (Rm 1:16,17; Ef 2:8-10).
"O âmago do evangelho não é 'fazer' mas 'feito'! Não é 'faça' mas 'creia'. Não precisamos ser bons para ser salvos. Devemos ser salvos para ser bons. Não somos salvo pela fé e obras, mas pela fé que opera" (Hans K. Larondelle, O que é Salvação, p.66).
Hoje, mais do que nunca, é necessário compreendermos a salvação como um processo e não como um ponto - "uma vez salvo, salvo para sempre" (doutrina calvinista), e pronto. A salvação bíblico-teológica compreende passado, presente e futuro: Eu fui salvo da culpa do pecado (justificação - Rm 8:1); estou sendo salvo do pode do pecado (santificação - Rm 6:22) e, serei salvo da presença do pecado ( glorificação - 1Co 15:51-54; Ap 21:4).
Entretanto, entre o "já" salvo ( da culpa) e o "ainda não" (glorificado) há uma vida de santificação, a fim de que guiados pelo Espírito, não percamos a salvação celestial (1Co 10:12; Hb 10:26-27 e Ap 2:10). Salvação não é uma situação estática, mas um continuado processo dinâmico.
Conclusão
Nesta Páscoa, longe da instituição religiosa, a qual decorreu de inebriantes discussões quanto à data - resultado de cálculos exaustivos de luas novas, equinócios vernais, concílios, etc. - ou dos festejos e apelos secularistas, fixemos nossa mente no Salvador e em Seu sacrifício por nós. Foi um ato de amor imensurável por este mundo alienado (Jo 3:16).
Assim como a "destruição do faráo e todo o seu exército no Mar Vermelho, e o cântico do livramento cantado pelos israelitas, forma típicos do livramento final do povo de Deus deste mundo"; podemos esperar seguros de que "os justos serão erguidos para encontrar o Senhor nos ares, mas os ímpios ficarão mortos sobre a Terra" ( S.N.Haskell, The Cross and Its Shadow, p.99). Então Jesus nos conduzirá à terra prometida!
Lembremos: o Senhor não ordena que Seu povo fixe a lei nas ombreiras de suas portas. Nenhum de nós jamais obterá a salvação escalando as sinuosas encostas do Monte Sinai. Proteção, segurança e salvação são encontradas em outro nome - o Monte Calvário, onde Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.
Texto de Márcio Nastrini, extraído da Revista Adventista abril de 2011 na pág. 8 a 11 pelo Site Bíblia e a Ciência.

A Páscoa de um cristão secreto

Últimas palavras de Jesus -palavras de entrega mensagem 08

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Páscoa: Qual o Verdadeiro Significado

 Qual é a origem e significado da Páscoa? Como surgiu a idéia do coelho e ovos de chocolate? E por que na sexta-feira dizem que não se deve comer carne mas sim peixe?
A páscoa pode cair em qualquer domingo entre 22 de março e 25 de abril. Tem sido modernamente celebrada com ovos e coelhos de chocolate com muita alegria. O moderno ovo de páscoa apareceu por volta de 1828, quando a indústria de chocolate começou a desenvolver-se. Ovos gigantescos, super decorados, era a moda das décadas de 1920 e 1930. Porém, o maior ovo e o mais pesado que a história regista, ficou pronto no dia 9 de abril de 1992. É da Cidade de Vitória na Austrália. Tinha 7 metros e dez centímetros de altura e pesava 4 toneladas e 760 quilos. Mas o que é que tem a ver ovos e coelhos com a morte e ressurreição de Cristo?
A origem dos ovos e coelhos é antiga e cheia de lendas. Segundo alguns autores, os anglo-saxões teriam sido os primeiros a usar o coelho como símbolo da Páscoa. Outras fontes porém, o relacionam ao culto da fertilidade celebrado pelos babilônicos e depois transportado para o Egito. A partir do século VIII, foi introduzido nas festividades da páscoa um deus teuto-saxão, isto é, originário dos germanos e ingleses. Era um deus para representar a fertilidade e a luz. À figura do coelho juntou-se o ovo que é símbolo da própria vida. Embora aparentemente morto, o ovo contém uma vida que surge repentinamente; e este é o sentido para a Páscoa, após a morte, vem a ressurreição e a vida. A Igreja no século XVIII, adotou oficialmente o ovo como símbolo da ressurreição de Cristo. Assim foi santificado um uso originalmente pagão, e pilhas de ovos coloridos começaram a ser benzidos antes de sua distribuição aos fiéis.
Em 1215 na Alsácia, França, surgiu a lenda de que um dos coelhinhos da floresta foi o animal escolhido para levar um ninho cheio de ovos ao principezinho que estava doente. E ainda hoje se tem o hábito de presentear os amigos com ovos, na Páscoa. Não mais ovos de galinha, mas de chocolate. A idéia principal de ressurreição, renovação da vida foi perdida de vista, mas os chocolates não, ele continuam sendo supostamente trazidos por um coelhinho…
O Peixe, foi símbolo adotado pelos primeiros cristãos. Em grego, a palavra peixe era um símbolo da confissão da fé, e significava: “Jesus Cristo, filho de Deus e Salvador.” O costume de comer peixe na sexta-feira santa, está associado ao fato de Jesus ter repartido este alimento entre o povo faminto. Assim a tradição de não se comer carne com sangue derramado por Cristo em nosso favor.
Mas vejamos agora, qual é a verdadeira origem da Páscoa?
Não tem nada a ver com ovos nem coelhos. Sua origem remonta os tempos do Velho Testamento, por ocasião do êxodo do povo de Israel da terra do Egito. A Bíblia relata o acontecimento no capítulo 12 do livro do Êxodo. Faraó, o rei do Egito, não queria deixar o povo de Israel sair, então muitas pragas vieram sobre ele e seu povo. A décima praga porém, foi fatal : a matança dos primogênitos – o filho mais velho seria morto. Segundo as instruções Divinas, cada família hebréia, no dia 14 de Nisã, deveria sacrificar um cordeiro e espargir o seu sangue nos umbrais das portas de sua casa. Este era o sinal, para que o mensageiro de Deus, não atingisse esta casa com a décima praga. A carne do cordeiro, deveria ser comida juntamente com pão não fermentado e ervas amargas, preparando o povo para a saída do Egito. Segundo a narrativa Bíblica, à meia-noite todos os primogênitos egípcios, inclusive o primogênito do Faraó foram mortos. Então Faraó, permitiu que o povo de Israel fosse embora, com medo de que todos os egípcios fossem mortos.
Em comemoração a este livramento extraordinário, cada família hebréia deveria observar anualmente a festa da Páscoa, palavra hebraica que significa “passagem” “passar por cima”. Esta festa, deveria lembrar não só a libertação da escravidão egípcia, mas também a libertação da escravidão do pecado, pois o sangue do cordeiro, apontava para o sacrifício de Cristo, o Cordeiro que tira o pecado do mundo.
A chamada páscoa cristã, foi estabelecida no Concílio de Nicéia, no ano de 325 de nossa era. Ao adotar a Páscoa como uma de suas festas, a Igreja Católica, inspirou-se primeiramente em motivos judaicos: a passagem pelo mar Vermelho, a viagem pelo deserto rumo a terra prometida, retirando a peregrinação ao Céu, o maná que exemplifica a Eucaristia, e muitos outros ritos, que aos poucos vão desaparecendo.
A maior parte das igreja evangélicas porém, comemora a morte e a ressurreição de Cristo através da Cerimônia da Santa Ceia. Na antiga Páscoa judaica, as famílias removiam de suas casas, todo o fermento e todo o pecado, antes da festa dos pães asmos. Da mesma forma, devem os cristãos confessar os seus pecados e deles arrepender-se, tirando o orgulho, a vaidade, inveja, rivalidades, ressentimentos, com a cerimônia do lava-pés, assim como Jesus fez com os discípulos. Jesus instituiu uma cerimônia memorial, a ceia, em substituição à comemoração festiva da páscoa. I Coríntios 11:24 a 26 relata o seguinte:
Jesus tomou o pão, “e tendo dado graças o partiu e disse: Isto é o meu corpo que á dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no Meu sangue, fazei isto todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do senhor, até que ele venha.”
Vários símbolos nesta ceia merecem nossa atenção. O ato de partir o pão, indicava os sofrimentos pelos quais Cristo havia de passar em nosso favor. Alguns pensam, que a expressão “isso é o meu corpo” signifique o pão e o vinho se transformassem realmente no corpo e no sangue de Cristo. Lembremo-nos portanto, que muitas vezes Cristo se referiu a si próprio dizendo “Eu Sou a porta” (João 10:7), “Eu sou o caminho” (João 14:6) e outros exemplos mais que a Bíblia apresenta. Isto esclarece, que o pão e o vinho não fermentado, são símbolos e representam o sacrifício de Cristo. Ao cristão participar da cerimônia da ceia, ele está proclamando ao mundo sua fé no sacrifício expiatório de Cristo e em sua segunda vinda. Jesus declarou: “Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino de Meu Pai.” ( Mateus 26:29)
Portanto, a cerimônia da Santa-Ceia, que Jesus instituiu, que veio a substituir a cerimônia da Páscoa, traz muitos significados:
1 - O Lava-Pés, significa a humilhação de Cristo. Mostra a necessidade de purificar a nossa vida. Não é a purificação dos pés, mas de todo o ser, todo o nosso coração. Reconciliação com deus, com o nosso próximo e conosco mesmo – união – não somos mais do que ninguém. O maior é aquele que serve…
2 - A Ceia significa a libertação do Pecado através do sacrifício de Cristo. Significa também estar em comunhão com ele. E sobretudo, é um antegozo dos salvos, pois Jesus disse: “Não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber convosco no reino do meu Pai.” (Mateus 26:29)
Conclusão:
Advertindo a cada cristão, que tome cuidado com os costumes pagãos que tentam sempre driblar os princípios bíblicos. Não é de hoje, que se nota como os princípios bíblicos são alterados por costumes e filosofias humanas. Adoração a ídolos, a mudança do sábado para o domingo, o coelho e o chocolate, são apenas alguns exemplos das astúcias do inimigo. A Bíblia, e a Bíblia somente, deve ser única regra de nossa fé, para nos orientar, esclarecer e mostrar qual o caminho certo que nos leva a Deus e que nos apresenta os fundamentos de nossa esperança maior que é viver com Cristo e os remidos, num novo céu e numa nova terra. Devemos tomar cuidado com as crendices, tradições, fábulas, e mudanças humanas disfarçadas. Minha sugestão é examinar com oração, cuidado e com tempo as Sagradas Escrituras, para saber o que hoje é crendice ou tradição, estando atento, para saber o que realmente deus espera de cada um de nós.
Jesus foi claro “Fazei isto em memória de mim.” Ele exemplificou tudo o que deve ser feito. E se queremos ser salvos, precisamos seguir o que Jesus ensina e não outras tradições ou ensinamentos. Mateus 15:9 adverte: “Em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.”

Últimas palavras de Jesus -palavras de vitória mensagem 07

Espaçonave Terra - SEMANA 16 - OS CALENDÁRIOS JULIANO E GREGORIANO; A TERRA E ÓRION

domingo, 17 de abril de 2011

A Divindade e a Personalidade do Espírito Santo

O Espírito Santo não é uma criatura subordinada ao Pai e ao Filho. Idéias heréticas sobre a divindade e a personalidade do Espírito Santo já vêm de longe.“Macedônio, bispo de Constantinopla de 341 a 360 d.C., já ensinava que o Espírito Santo era ‘ministro e servo’ no mesmo nível dos anjos. Cria que o Espírito Santo era uma criatura subordinada ao Pai e ao Filho. Isso era uma negação da verdadeira divindade do Espírito Santo”1. Em 381 d.C., o Concílio de Constantinopla condenou essas idéias de Macedônio. No entanto, vê-se hoje que essas velhas heresias sobre a pessoa do Espírito Santo vêm sendo ressuscitadas, seja por mera curiosidade teológica especulativa, seja como meio de atacar a Igreja e suas doutrinas. O certo é que o conselho dado pelo apóstolo João, no I século, continua bastante válido para os nossos dias: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (I João
4:1). Concordamos que, devido à nossa limitação humana, não nos é possível abarcar tudo o que Deus é. Em relação com a pessoa do Espírito Santo, não é diferente: o que dEle podemos e devemos saber está revelado nas páginas das Escrituras, quer seja lógico ou não à razão humana. Com esse cuidado em mente, analisemos o que nos diz a Palavra de Deus sobre a Terceira Pessoa da Trindade. O que passar disso é mera especulação perigosa, que pode e tem desencaminhado da fé aqueles que se deixam levar “por todo vento de doutrina” (Efés. 4:14).
1. O Espírito Santo é Deus, pois tem os mesmos atributos de Deus. Por exemplo: santidade –em muitas passagens das Escrituras o adjetivo “santo” é acrescido ao nome do divino Espírito(Mar. 13:11; Tito 3:5); eternidade – (Heb. 9:14); onisciência – (ICor. 2:10 e 11); onipotência – (em Lucas 1:35, o Espírito Santo é chamado de “poder do Altíssimo”; confira, ainda, a palavra “poder” ligada ao Espírito em Isa. 11:2; Miq. 3:8; Luc. 4:14 e Atos 1:8); onipresença – (Sal. 139:7-12); Criador – (Gen. 1:2; Jó 33:4; Sal.104:30 e Eze. 37:14). Uma vez que só Deus tem esses atributos, e o Espírito Santo os tem, então ele é Deus, como Deus Pai e Deus Filho. Por isso Pedro disse a Ananias que mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus (Atos 5:3 e 4).
2. O Espírito Santo é uma Pessoa. Os que dizem que o Espírito Santo é apenas uma força e não uma pessoa, deveriam atentar para os atributos pessoais com que a Bíblia O apresenta. Ele tem inteligência, pois “perscruta” ou investiga (I Cor. 2:10 e 11) e “ensina” (João 14:26 e I Cor. 2:13); tem vontade, pois distribui os dons “como Lhe apraz” (I Cor. 12:11); tem emoção, pois pode ser “contristado” (Isa. 63:10) ou “entristecido” (Efés. 4:30). Ele fala (II Sam. 23:2 e Atos 13:2); ensina (João 14:26); guia (Rom. 8:14); convence (João 16:8); contende ou age (Gên. 6:3); testifica (Rom. 8:16); separa e envia (Atos 13:2); intercede (Rom. 8:26).2
A palavra grega com a qual Jesus descreve a obra do Espírito Santo, é PARÁKLETOS (João
14:16, 26; 15:26; 16:7; aparece também em I João 2:1), vocábulo cuja tradução é “Ajudador”,
“Intercessor”, “Advogado” (na Versão Almeida, o vocábulo é traduzido por “Consolador”). Esses significados de PARÁKLETOS indicam que o Espírito Santo é uma pessoa, pois uma mera força não poderia ser um Ajudador, um Intercessor, um Advogado e um Consolador.
Deve-se dizer ainda que o fato de as Escrituras apresentarem o Espírito Santo como uma pessoa divina, não contraria Deuteronômio 6:4: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor”. A palavra “único”, no original hebraico, é Echad (pronuncia-se “errad”), a qual indica uma “unidade composta”. Em Gên. 1:5, uma tarde e uma manhã é igual a uma echad – dia. Em Gênesis 2:24, um homem e uma mulher, mediante o casamento, são uma (echad) só carne. Se Moisés quisesse dizer que Deus é uma só pessoa, teria empregado Yachid (pronuncia-se “iarrid”), como se pode ver no caso de Isaque, que era filho “único” (Yachid) de Abrão e Sara (Gen. 22:2). O fato de Moisés ter empregado Echad e não Yachid para falar de Deus, indica que Deus é uma “unidade composta”:
Pai, Filho e Espírito Santo (Mat. 28:19). Sendo que as três pessoas da Trindade são co-iguais, coeternas, da mesma natureza, da mesma qualidade e com os mesmos propósitos, então é correto dizer que adoramos Um Deus, que Se manifesta ou Se apresenta em três pessoas divinas. Em outras palavras, adoramos o Deus Triúno. Isso pode não parecer lógico à nossa pobre mente humana, limitada, finita e imperfeita, mas é o que Deus revelou acerca de Si mesmo nas páginas das Escrituras. Caberia aqui nos lembrar do conselho divino dado em Deuteronômio 29:29: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre...” Deveríamos também atentar para o que Ellen White escreveu sobre a pessoa do Espírito Santo:
“O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a
plenitude da Divindade... Há três pessoas vivas pertencentes à Trindade celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo. ...Os eternos dignitários celestes – Deus, Cristo e o Espírito Santo – munindo-os [aos discípulos] de energia sobre-humana, ... avançariam com eles para a obra e convenceriam o mundo do pecado.
“Precisamos reconhecer que o Espírito Santo, que é tanto uma pessoa como o próprio Deus, está andando por esses terrenos. O Espírito Santo é uma pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. ...O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito e com e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma pessoa divina, do contrário não poderia perscrutar os segredos que jazem ocultos na mente de Deus.
“O príncipe da potestade do mal só pode ser mantido em sujeição pelo poder de Deus na terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Cumpre-nos cooperar com os três poderes mais altos no Céu – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – e esses poderes operarão por meio de nós, fazendo-nos coobreiros de Deus.”3
Referências:
1. CAIRNS, E. E. O Cristianismo Através dos Séculos (São Paulo: Vida Nova, 1992), pág. 109.
2. Pedro Apolinário, As Testemunhas de Jeová e sua Interpretação da Bíblia (São Paulo: Gráfica do IAE, 1986), pp. 84 e 85.
3. Ellen White, Evangelismo. 2ª. Ed. (Santo André: Casa Publicadora Brasileira, 1978), pp. 615-617.
Fonte:
Revista Adventista, novembro de 2002, pp. 16 e 17.
Por Ozeas Caldas Moura

Últimas palavras de Jesus -palavras de necessidade mensagem 06

Projeto Vida Por Vidas no Jornal Nacional

sábado, 16 de abril de 2011

Mensagens Angélicas do Espaço Exterior

Os anjos são reais! Às vezes chamados de querubins e serafins, esses poderosos espíritos ministradores aparecem por toda a história da Bíblia. Muitas vezes eles são vistos protegendo e guiando o povo de Deus, e por vezes punindo o mal -, mas uma de suas missões mais importantes é o de revelar e explicar a profecia. Você sabia que Deus tinha dito algo especial através de Seus anjos para o nosso mundo agitado de pessoas estressadas? Em Apocalipse 14, Deus revela algumas mensagens impressionantes dos últimos dias codificados no simbolismo dos três anjos voando. Tanto significativas são essas mensagens, que, quando forem concluídos Jesus retornará! Este guia vai lhe dar uma visão geral para abrir os olhos, e nos oito seguintes guias estarão presentes os incríveis detalhes. Segure-se em seu lugar ... a mensagem pessoal de Deus para você está prestes a ser explicada!

1. Por que estamos estudando Apocalipse? Não é selado?
Resposta: Há seis razões cruciais para o estudo do Apocalipse:
A. Ele nunca foi selado (Apocalipse 22:10). A polêmica das idades, entre Cristo e Satanás, mais as estratégias do diabo e dos planos tortuosos dos últimos dias, estão expostos no Apocalipse. Satanás não pode facilmente prender pessoas que estão conscientes de seus enganos deitado de antecedência, por isso ele espera que as pessoas acreditam que o Apocalipse está selado.
B. O próprio nome "Apocalipse" significa "revelação", "abertura", ou "divulgação" - o oposto de ser selado. Ela sempre foi aberta.
C. Apocalipse é o livro de Jesus de uma maneira exclusiva. Ele começa assim: "O Apocalipse de Jesus Cristo." Ele ainda dá uma imagem da palavra Dele em Apocalipse 1:13-16. Nenhum outro livro da Bíblia revela Jesus e Suas instruções dos últimos dias e os planos para a Sua obra e seu povo, como o Apocalipse.
D. Apocalipse é escrito principalmente para orientar as pessoas do nosso dia - pouco antes de 'retorno de Jesus (Apocalipse 1:1-3; 3:11, 22:06, 7, 12, 20).
E. Uma bênção especial é pronunciada sobre aqueles que lêem Apocalipse e obedecem os seus conselhos (Apocalipse 1:3, 22:7).
F. Apocalipse descreve o fim dos tempos, as pessoas de Deus e da igreja com uma espantosa clareza. Ele faz a Bíblia ganhar vida quando você vê o dia dos últimos acontecimentos descritos em Apocalipse ocorrendo. Ele também diz precisamente o que a igreja de Deus deve estar pregando nos últimos dias (Apocalipse 14:6-14). Este Guia de Estudo dará uma visão geral da pregação que você vai reconhecer quando você ouvi-la.
Nota: Antes de prosseguir, por favor, abra sua Bíblia e leia Apocalipse 14:6-14.
2. Deus comissionou a Sua Igreja para levar o evangelho a toda criatura (Marcos 16:15). Como é que ele simboliza essa obra sagrada em Apocalipse?
"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar ... E outro anjo seguiu, dizendo ... E o terceiro anjo seguiu-os, dizendo: ......" Apocalipse 14: 6-9.
Resposta: A palavra "anjo" literalmente significa "mensageiro", por isso, é apropriado que Deus usa três anjos para simbolizar a pregação das três mensagens do evangelho para os últimos dias. Deus usa o simbolismo de anjos para nos lembrar que o poder sobrenatural vai acompanhar as mensagens.
3. Quais os dois pontos cruciais que Apocalipse 14:6 revela sobre a mensagem de Deus para os últimos dias?
"E vi outro anjo voar pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo". Apocalipse 14:6.
Resposta: Os dois pontos cruciais são: (1) que é "o evangelho eterno", e (2) que deve ser pregado a todas as pessoas na terra. As três mensagens angélicas  do evangelho, deixam claro que as pessoas são salvas pela fé - e aceitação de Jesus Cristo (Atos 4:12, Marcos 10:26, 27). Como nenhum outro meio de salvação existe, é mal a alegação de que há alguma outra forma.
Falsificações de Satanás
Falsificações de Satanás, enquanto muitos, incluem dois muito eficaz: (1) a salvação pelas obras e (2) a salvação no pecado. Estas duas contrafacções são descobertas e reveladas nas mensagens dos três anjos. Muitos, sem perceber, adotaram um desses dois erros e está tentando construir a sua salvação em cima dele - um feito absolutamente impossível. Também devemos ressaltar que ninguém é verdadeiramente um pregador do evangelho de Jesus para o tempo final, se não inclui as mensagens dos três anjos.
4. Quais são os quatro pontos distintos que a mensagem do primeiro anjo diz?
"Dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, porque a hora do seu julgamento veio e adorai aquele que fez o céu e a terra, e o mar, e as fontes das águas". Apocalipse 14:7.
Resposta:
A.Temer a Deus. Isso significa que devemos reverenciar a Deus e olhar para Ele com amor, confiança e respeito - ansioso para fazer sua oferta. Isto mantém-nos longe do mal. "Até o temor do Senhor os homens se desviam do mal." Provérbios 16:06. Salomão, o sábio, também disse: "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos: porque este é o dever de todo homem." Eclesiastes 12:13.
B. Dar glória a Deus. Cumprimos este comando quando obedecemos, louvamos e agradecemos a Deus por Sua bondade para conosco. Um dos grandes pecados dos últimos dias é a ingratidão (2 Timóteo 3:1,2).
C. A hora do seu juízo. Isso indica que todos são responsáveis ​​perante Deus, e isso é uma declaração clara de que o julgamento está em sessão. Um certo número de traduções dizem "tem vindo" em vez de "é" chegado.
D.Adoração ao Criador. Este comando rejeita a idolatria de todos os tipos - incluindo auto-adoração - e repudia totalmente a evolução, que nega que Deus é o Criador e Redentor. (Muitos livros e programas de rádio focalizam hoje a auto-estima, o que leva à auto-adoração. Um cristão de auto-estima está em Cristo, que torna as crianças Seus filhos e filhas do Rei dos Céus).
O evangelho inclui a criação e redenção do mundo pelo Senhor Deus dos céus. Adorar o Criador inclui adorá-Lo no dia em que Ele institui, como memorial da Criação (o sábado do sétimo dia). Essa referência, no Apocalipse 14:7 é o sábado claramente pelo fato de que as palavras "fez o céu e a terra, e o mar" foram levantadas diretamente de fora do mandamento do sábado (Êxodo 20:11) e usados aqui. Nossas raízes são encontradas na verdade que é Deus, que nos fez à sua imagem no começo. Aqueles que não adoram a Deus como Criador - não importa o que mais eles podem adorar - nunca podem descobrir suas verdadeiras raízes.
5. Que declaração solene que o segundo anjo faz sobre Babilônia? O que o anjo de Apocalipse 18 manda para as pessoas de Deus fazerem?
"E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu a Babilônia". Apocalipse 14:8. "Vi outro anjo que desceu do céu. ... E ele clamou com voz forte, dizendo: a grande Babilônia caiu. ... E ouvi outra voz do céu, dizendo: Sai dela, povo meu ". Apocalipse 18:1-4.
Resposta: O segundo anjo solenemente declara que "Babilônia é caída", e a voz do céu, insta todos do povo de Deus para sair de Babilônia, ao mesmo tempo. A menos que você sabe o que é Babilônia, você poderia facilmente acabar em cima dela. Pense sobre isso. Você poderia estar na Babilônia agora?
6. Contra o que é a mensagem solene do terceiro anjo?
"E o terceiro anjo seguiu-os, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta e a sua imagem, e receber o sinal na testa ou na mão, também este beberá do vinho da ira de Deus. " Apocalipse 14:9, 10.
Resposta: O terceiro anjo adverte a mensagem do povo contra a adoração a besta e a sua imagem e receber a marca da besta em suas testas ou nas mãos. O primeiro anjo comanda a verdadeira adoração. O terceiro anjo fala das consequências impressionantes relacionadas com a falsa adoração. Você sabe ao certo quem é a besta? E o que é sua marca? A menos que você sabe positivamente o que a besta é , e qual a sua marca, você pode acabar adorando-a sem perceber.
7. Qual a descrição dos quatro pontos que Deus dá em Apocalipse 14:12 de Seu povo que aceitar e seguir as mensagens dos três anjos?
"Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus". Apocalipse 14:12.
Resposta:
A. São pacientes, perseverantes e fiéis até o fim - um grande pedido para  "fazê-lo agora" uma geração. O povo de Deus revela-se por ser paciente, amoroso e de boa conduta.
B. Eles são santos, ou santificados, porque eles estão totalmente do lado de Deus.
C. Eles guardam os mandamentos de Deus. Essas pessoas de Deus obedecem felizes aos Seus Dez Mandamentos e todos os outros mandamentos que Ele lhes deu. Seu primeiro objetivo  é agradar a Deus, a quem eles amam. (1 João 3:22).
D. Eles têm a fé de Jesus. Isso também pode ser traduzido como "fé em Jesus." Em qualquer caso, o povo de Deus segue plenamente a Jesus e confia totalmente Nele.
8. O que acontece imediatamente após o ensino das mensagens dos três anjos a todos os povos?
"E olhei, e eis uma nuvem branca, e sentado sobre a nuvem um semelhante ao Filho do homem, tendo na cabeça uma coroa de ouro." Apocalipse 14:14.
Resposta: Logo após o ensino das três mensagens angélicas a cada pessoa, Jesus voltará nas nuvens (Sua segunda vinda) para levar Seu povo para seu lar celestial. Em sua manifestação, os 1.000 anos de Apocalipse capítulo 20 começará.
9. Em 2 Pedro 1:12, o apóstolo fala da "verdade presente". O que ele quer dizer?
Resposta: A verdade presente é um aspecto do evangelho eterno, que tem especial urgência para um determinado período de tempo. Alguns exemplos são:
A.Noé. mensagem do dilúvio (Gênesis 6 e 7; 2 Pedro 2:5). Noé era um pregador da retidão. Ele ensinou o amor de Deus, como ele alertou para uma inundação vinda que destruiria o mundo. A mensagem de inundação era a "verdade presente" para a época. Seu grito de urgência é "entrar no barco." E isso era tão importante que teria sido imoral não pregá-lo.
B.Jonas é a mensagem de Nínive. (Jonas 3:4).  A verdade presente de "Jonas" é que Nínive seria destruída em 40 dias. Jonas também elevou o Salvador, deu o aviso e a cidade se arrependeu. Era a verdade presente. Coube então de uma maneira especial.
C.João Batista . Mensagem (Mateus 3:1-3, Lucas 1:17). A verdade presente de "João"  foi a de que Jesus, o Messias, estava prestes a aparecer. Seu trabalho foi apresentar o evangelho e preparar as pessoas para primeira vinda de Jesus.
D.As três mensagens angélicas . (Apocalipse 14:6-14). A verdade presente de hoje "Deus" está contida nas três mensagens angélicas. Claro, a salvação através de Jesus Cristo é central para essas mensagens. No entanto, a "verdade presente" dos três anjos também tem sido dada para preparar o povo para a segunda vinda de Jesus e de abrir os olhos para conhecer os enganos de Satanás. A menos que as pessoas entendam essas mensagens, Satanás certamente vai capturar e destruí-los. Jesus sabia que precisávamos dessas três mensagens especiais, então com amorosa bondade Ele nos deu. Elas não devem ser omitidas. Por favor, orem fervorosamente para você analisá-los ponto por ponto, nos próximos oito Guias de Estudo.
Algumas das suas descobertas podem ser quase chocantes. Mas tudo será satisfatório. Seu coração vai ser tremendamente agitado. Você vai poder sentir Jesus falando com você! Afinal, elas são Suas mensagens.
10. Quem diz a Bíblia virá para dar uma mensagem de " verdade presente" antes do grande dia do Senhor?
"Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor." Malaquias 4:5.
Resposta: Elias, o profeta. Há algo significativo sobre Elias e sua mensagem, como veremos nas próximas perguntas.
11. O que Elias fazia que fez o Senhor se concentrar nele?
Nota: Por favor, abra sua Bíblia e leia 1 Reis 18:17-40 antes de responder esta pergunta.
Resposta:
Elias exortou o povo a decidir em suas mentes a quem servir (verso 21). O país estava quase totalmente idólatra. As pessoas tinham abandonado o verdadeiro Deus e Seus mandamentos. Houve um profeta de Deus, Elias e 450 profetas pagãos de Baal (versículo 22). Elias sugere que ele e os idólatras, construam altares de madeira local e ponham um novilho sobre eles. Ele então sugeriu que eles pedissem o verdadeiro Deus para revelar-se ateando fogo ao seu altar. O deus pagão não respondeu, mas o verdadeiro Deus de Elias enviou fogo do céu e queimou o sacrifício de Elias.
A mensagem exigia uma decisão
A mensagem de Elias veio em um momento de profunda crise espiritual e apostasia nacional. Ele veio com tal poder do alto dos céus que ele parou as "atividades usuais" e chamou a atenção nacional. Elias, então, insistiu que as pessoas decidam a quem servir, Deus ou Baal. Profundamente emocionado e plenamente convencido, o povo escolheu a Deus (vers. 39).
12. A mensagem de Elias tem uma aplicação dupla. Aplica-se a uma "verdade presente" com a mensagem de preparar as pessoas para o primeiro advento de Jesus e uma "verdade presente " com a mensagem para preparar as pessoas para o "segundo advento" de Jesus. Quem disse Jesus pregou a mensagem de Elias para preparar o povo para o Seu primeiro advento?
"Não surgiu outro maior que João Batista." "E, se quereis dar crédito, é este o Elias [Elias], que havia de vir." Mateus 11:11, 14.
Resposta: Jesus chamou a pregação de João para preparar o povo para o Seu primeiro advento de "Elias", ou a mensagem de Elias. É a mensagem de João, como o dia de Elias, fez a verdade muito clara e, em seguida, insistiu em uma decisão. A Bíblia diz de João Batista: "Ele deve ir ... no espírito e poder de Elias [Elias]." Lucas 1:17.
13. Como sabemos que a profecia tem uma segunda aplicação para o nosso tempo um pouco antes da segunda vinda?
"Eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor". Malaquias 4:5. "O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o  grande e terrível Dia do Senhor." Joel 2:31.
Resposta: Por favor note que dois eventos irão ocorrer antes da vinda do "grande e terrível dia do Senhor" mencionado em Joel 2:31. Uma, a vinda de Elias. E dois, os sinais enormes nos céus. Isso nos ajuda a localizar os dois eventos. O dia escuro ocorreu 19 de maio de 1780. Naquela mesma noite, a lua aparecia como o sangue. Mateus 24:29 inclui mais um sinal - a queda das estrelas, que teve lugar 13 de novembro de 1833. A partir disso, sabemos que o fim dos tempos e a mensagem de Elias tem de começar de algum tempo perto ou depois de 1833 - antes da vinda do grande dia do Senhor.
Segunda Mensagem de Elias Após Sinais no céu
É óbvio que a "mensagem de Elias" de João não se aplica à segunda "mensagem de Elias", porque grandes sinais do céu de Deus apareceu mais de 1.700 anos depois que João pregou sua mensagem. A mensagem de Elias de Joel 2:31 tinha que começar após os sinais do céu em 1833 e deve preparar as pessoas para a segunda vinda de Jesus. As três"verdades presentes "a mensagem de Apocalipse 14:6-14 se encaixa perfeitamente. Tudo começou por volta de 1844 e está preparando as pessoas do mundo inteiro para a segunda vinda de Jesus (vers. 14), que terá lugar após a tríplice mensagem chegar a cada pessoa na Terra.
A Mensagem exige uma decisão
Elias insistiu que o mal se cumpriria frontalmente e que todos decidam a quem servir. Assim é com a mensagem tríplice de Deus para nós hoje. A decisão deve ser tomada. A mensagem de Deus três vezes desmascara Satanás e seus planos. Ela revela claramente o amor de Deus e suas exigências. Deus está chamando as pessoas de hoje de volta à verdadeira adoração - adoração a Deus. Para servir conscientemente, e qualquer culto ou qualquer outra coisa neste montante crucial para a deslealdade resultará em morte eterna. Deus milagrosamente alcançou corações nos dias de Elias (1 Reis 18:37, 39) e nos dias de João Batista. Ele vai fazer o mesmo nestes últimos dias, como as pessoas respondendo às mensagens dos três anjos "(Apocalipse 18:1).
14. Que bênção maravilhosa  a pregação da mensagem de Elias (ou dos três anjos) trazem para os outros?
"Elias ... converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais." Malaquias 4:5, 6.
Resposta: Louvado seja Deus! A mensagem de Elias, ou as três mensagens angélicas, irá levar membros da família estar juntos em um relacionamento celestial de amor, proximidade e alegria. Que promessa bendita!
15. A palavra "evangelho" significa "boa notícia". As mensagens dos três anjos de Apocalipse capítulo 14 prevêem boas notícias?
Resposta: Sim, de fato! Vamos rever a boa notícia que tenho encontrado neste Resumo das três mensagens angélicas :
A. Todas as pessoas terão a oportunidade de ouvir e entender o evangelho nos últimos dias. Não será uma passagem.
B. O diabo é brilhante, seus planos poderosos para interceptar e destruir o povo vai ser revelado a nós, por isso não precisamos ser enganados.
C. Sobrenatural poder do Céu vai acompanhar a divulgação da mensagem de Deus nestes últimos dias.
D. O Povo de Deus vai ser perseverante. Ele os chama de "santos".
E. O povo de Deus terá a fé em Jesus.
F. O povo de Deus, por amor, obedecerá aos Seus mandamentos.
G. Deus nos ama tanto que Ele enviou uma mensagem muito especial para nos preparar para a segunda vinda de Jesus.
H. A mensagem de Deus para estes últimos dias trará membros de uma família em amor e unidade.
I. A principal ênfase das três mensagens angélicas é que a salvação foi fornecida para todos através de Jesus Cristo. Ele dá a Sua justiça para cobrir o nosso passado e, miraculosamente, dá a Sua justiça a nós diariamente então vamos crescer na graça e tornar-se verdadeiramente como Ele é. Com ele, nós não podemos falhar. Sem Ele, não podemos ter sucesso.
Mais Uma Palavra
Pontos das mensagens dos três anjos que será explicado no próximo Guias de Estudo são:
A. A hora do julgamento de Deus chegou!
B. Saia da Babilônia caída.
C. Não receber a marca da besta.

Muito mais uma boa notícia será revelada para você em oração estude estes assuntos nos próximos oito Guias de Estudo. Você ficará surpreso e alegre em algumas coisas, chocado e triste com outras. Alguns pontos podem ser muito difíceis de aceitar. Mas desde que Jesus enviou uma mensagem especial do céu para ajudar e guiar cada um de nós pessoalmente nestes últimos dias, certamente nada poderia ser mais importante do que ouvi-lo, compreendê-lo totalmente, e segui-lo.
16. Estou aliviado e agradecido que Jesus tem uma mensagem especial de três pontos para orientar e ajudar o Seu povo nestes últimos dias da terra.
Resposta:
 Artigo traduzido do inglês e extraído do site Amazing Facts, créditos da tradução Site Bíblia e a Ciência

Evidências Vol. II - 24 As Catacumbas de Roma

Últimas palavras de Jesus -palavras de sofrimento mensagem 05

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