quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Seis Razões Por Que o Canto Congregacional Está em Declínio

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por: Thom S. Rainer

Sei que estou tocando em alguns temas sensíveis em um único post: o volume da música; iluminação no meio do culto; preferências musicais; e apresentação versus canto participativo.

Mas aqui está a realidade evidente em muitas congregações: o canto congregacional está em declínio em muitas igrejas. Em algumas delas, ele parece ter desaparecido completamente.

Vou tentar discutir esta realidade a partir de uma perspectiva imparcial, pelo menos na maior parte. […] Quais são, então, as principais razões por que menos pessoas estão cantando na igreja? Por que esse ato de adoração diante de Deus tornou-se nominal em muitos contextos? Aqui estão seis razões:

Alguns membros de igreja não se preparam para a adoração. Vamos ao culto para julgar, para cumprir uma obrigação ou para satisfazer um hábito. Não oramos para que Deus faça sua obra em nós através da adoração. Se não tivermos uma canção em nosso coração, não teremos uma canção em nossas bocas.

Não conhecemos as músicas. Cantamos as músicas que conhecemos. Isso é óbvio. Mas se formos trazidos a uma afluência constante de novas canções, sem tempo suficiente para aprendê-las, não participamos. O melhor canto congregacional inclui tanto o que já conhecemos como o novo, mas os líderes de louvor ensinam as novas músicas até que as conheçamos e a amemos.

As músicas não são cantadas em uma variação que nos possibilite participar. Muitos músicos formados possuem um alcance vocal mais amplo na qual conseguem cantar. A maioria de nós, não. Se se espera que cantemos em uma variação que está além de nossa capacidade, não tentaremos. Os líderes de louvor decidem, intencionalmente ou não, se querem conduzir a congregação ou se apresentarem para o público.

A iluminação comunica apresentação, em vez de participação. Participamos no canto quando ouvimos uns aos outros e vemos uns aos outros. Se a iluminação para a congregação é fraca, mas forte para o palco, estamos comunicando que o que temos ali é uma apresentação. Deste modo, falhamos em comunicar que a adoração mediante o canto deve incluir todos os presentes.

A música é alta demais para ouvir os outros na congregação. Há um número razoável de comentários sobre os níveis certos de decibéis para a música em um culto de adoração. A questão maior, contudo, é se podemos ouvir os outros. Se ouvimos as vozes dos demais, somos encorajados a participar. Se a música é tão alta que só podemos ouvir a nós mesmos, a maioria de nós terá um ataque de nervos. E depois ficaremos em silêncio.

Os líderes de louvor não escutam a congregação. Se os líderes de louvor verdadeiramente desejam conduzir a congregação no canto, eles devem ser capazes de ouvi-la. Alguns podem apenas ouvir os instrumentos e as vozes do palco vindas das caixas. E alguns possuem monitores de ouvido onde eles estão verdadeiramente bloqueando as vozes da congregação. O canto congregacional torna-se poderoso quando bem conduzido. E ele só pode ser bem conduzido se os líderes de louvor puderem ouvir aqueles que eles estão conduzindo.

Pode ser que sua única perspectiva sobre essa questão seja a de que você de fato não liga se a congregação consegue ser ouvida cantando. Mas se seu desejo for verdadeiramente alçar todas as vozes perante Deus, algumas coisas precisarão mudar.

Fonte: Adaptado de Cante as Escrituras

Tradução: Leonardo Bruno Galdino. Revisão: Filipe Castelo Branco. (2017)

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Deus pode criar uma pedra tão pesada que Ele mesmo não possa levantá-la?

Deus criaria uma pedra que Ele não conseguisse levantar

Se a resposta for SIM, Deus não seria todo-poderoso, pois Ele não teria o poder de levantar a pedra em questão.

Se a resposta for NÃO, Deus também não seria todo-poderoso, pois haveria pelo menos uma coisa que Ele não poderia fazer: criar a referida pedra.

Este é o famoso Paradoxo da Onipotência. Ou seja, de qualquer maneira, teríamos um Deus que não seria todo-poderoso e, portanto, que nem mesmo Deus seria, já que a onipotência é uma das características essenciais de Deus.

Se entendemos que Deus é criador do Universo, como Ele não poderia criar uma pedra como esta da pergunta?

Geralmente quem usa esse Paradoxo da Onipotência, não conhece o verdadeiro conceito de onipotência de Deus. As pessoas geralmente pensam que o fato de Deus ser todo-poderoso (onipotente), representa a sua capacidade de fazer qualquer coisa que queira. Não, não funciona assim!

Qualquer pessoa tem a capacidade de fazer algumas coisas que Deus não pode fazer e nem por isso somos onipotentes.

Exemplos de coisas que podemos fazer mas o Deus todo-poderoso não pode: Pecar, mentir, trapacear, enganar, fazer o mal, ser incoerente, entre outros.

Logicamente não estamos dizendo para alguém fazer essas coisas, mas é fato que temos o poder de fazê-las se quisermos, o que Deus não tem.

Mas, como é que dizemos que Deus é onipotente se Ele não pode tudo?
Dizemos isso porque o conceito de onipotência de Deus não é poder fazer tudo, mas sim poder fazer tudo que não seja contrário à sua natureza, à sua Palavra, ou ao seu caráter.

E o que isso tem a ver com a história da pedra do título deste artigo? 
Conforme vimos, a coerência é da natureza de Deus. Porém, alguém pode estar se perguntando: “Ok, entendi que Deus é coerente e que isso emana da sua natureza, mas Ele não poder criar uma pedra tão pesada que Ele mesmo não possa levantá-la, seria algo incoerente?”

Sim, seria uma grande incoerência, pois isso é uma falácia do raciocínio. A falácia está em considerar que algo finito (pedra) poderia limitar um Ser infinito (Deus). Ou seja, a falácia da pergunta decorre de misturar na mesma categoria de coisas, categorias diferentes: finito e infinito.

Em outras palavras, Deus não pode criar uma pedra que Ele mesmo não possa levantar, mas isso não tem nada a ver com ausência de onipotência. Supor que um ente finito limitaria o poder de um Ser infinito é contrário a lógica, é incoerente, e, portanto, contrário à natureza de Deus.

Outro exemplo bem simples é sugerir que Deus possa criar um quadrado redondo, o que é logicamente impossível, são categorias de coisas diferentes, portanto se não é lógico, não é algo que Deus possa fazer e nada O desmerece em sua onipotência.

Conclusão
Como onipotência divina é fazer tudo que seja de acordo com a natureza de Deus, dele não se pode esperar que faça algo contrário a ela.

Este vídeo abaixo também explica um pouco essa questão, mas com foco na relação entre a onipotência de Deus e a nossa liberdade de escolha (livre-arbítrio):




Fonte: Tassos Lycurgo, Defense Of Faith

Matemático e filósofo falando sobre sua fé em Jesus Cristo (John Lennox)...

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Modelo bíblico de pregação: como posso ser um pregador?



Cada pessoa recebe um ou vários dons, é importante que você descubra quais são os seus dons e os use para revelar o amor de Deus às pessoas ao seu redor. O segredo de um sermão edificante e que alcance o coração das pessoas pelo poder de Deus, assim como o seu, depende de quanto o pregador vive a mensagem.

A mensagem deve revelar a sua experiência pessoal com Deus e com a Palavra. Aprofunde essa experiência a cada dia. Peça a plenitude do Santo Espírito e esteja aberto a impressão do Senhor quanto a mensagem que a igreja precisa. Ore por um coração sensível a voz do Espírito Santo. ‘“Senhor, ensina-nos a pregar!” Seria bom que os discípulos tivessem feito esse pedido a Cristo, tal como o fizeram com respeito à oração. Teríamos então todos os benefícios de algumas orientações práticas sobre pregação, recebidas diretamente do Mestre dos pregadores. Ao examinarmos a vida e o ensino de Jesus, descobrimos muitos princípios que podem revolucionar nosso ministério da pregação.

domingo, 20 de agosto de 2017

Pr. Ted Wilson e a Música na Igreja

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por: Pr. Ted Wilson

Pergunta: Que tipo de música deveríamos ter em nossos cultos na igreja, e qual deveríamos ouvir fora da igreja? (…) — Rajiv, da Índia

Resposta: Rajiv, (…) é maravilhoso que você esteja pensando acerca do tipo de música ao qual devemos ouvir, pois a música tem um profundo efeito sobre cada um de nós, e particularmente sobre as crianças.

Com relação à música na igreja, encorajo a todos que resistam aos estilos de adoração e de música que tem mais a ver com entretenimento egocêntrico do que com a humilde adoração a Deus. Devemos reconhecer que temos muitas culturas diferentes e diferentes estilos de adoração em nossa igreja mundial, mas todos eles devem trazer glória a Deus, e não aos participantes, incluindo pregadores, músicos, etc. Precisamos nos concentrar em adorar a Deus e não a exaltar o eu. A música deve nos elevar à sala do trono celestial. Não quero ofender ninguém, e essa é a minha opinião pessoal, mas se a música soa como se fosse parte de um concerto de rock pesado ou um clube noturno, é nesses lugares que ela deveria ficar.

Há alguns anos atrás, nossas lições da Escola Sabatina se concentraram no assunto da adoração. Na lição intitulada “Adoração, Música e Louvor”, Rosalie H. Zinke, a principal autora, fornece alguns pontos muito úteis. Ela escreveu:

“O importante na música de adoração é que ela nos conduza ao mais nobre e melhor, que é o Senhor. Ela deve apelar, não aos elementos mais baixos de nosso ser, mas aos mais nobres. A música não é moralmente neutra: ela pode nos levar a algumas das experiências espirituais mais elevadas, ou pode ser usada pelo inimigo para nos degenerar e degradar, para revelar desejos e paixão, desespero e ira. …”

“A música em nossos cultos de adoração deve ter um equilíbrio entre os elementos espirituais, intelectuais e emocionais. As letras, em harmonia com a música, devem nos elevar, enobrecer nossos pensamentos e nos fazer desejar mais o Senhor, que tanto tem feito por nós. O tipo de música de que precisamos para a nossa adoração é aquele que pode nos levar ao pé da cruz e que pode nos ajudar a perceber o que nos foi dado em Cristo.”

Para ler a lição completa, visite esta página

A pergunta sobre o que ouvir pessoalmente é, logicamente, uma decisão pessoal. Creio que aquilo que ouvimos (ou assistimos) deve ser edificante e nos levar para mais perto de Deus. A Bíblia nos dá um conselho excelente em Filipenses 4:8:

“… tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento. (ARA)”

Finalmente, encorajo você a estudar em oração Apocalipse 4 e 5, e creio que o Espírito Santo guiará cada um de nós às formas apropriadas de adoração e música.

sábado, 19 de agosto de 2017

7 dicas para abolir os sermões “água com açúcar”

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Uma das principais razões de igrejas estarem mortas espiritualmente é a falta de sermões bíblicos expositivos, que exponham a Palavra de Deus assim como ela é. Lamentavelmente, os irmãos estão anêmicos na fé porque os pregadores insistem em dar “água com açúcar” para o povo de Deus, ao invés do alimento sólido e nutritivo que encontramos nas Escrituras.

Todo pregador cristão faria um grande favor para Deus se meditasse com interesse e reverência em Hebreus 5.12-14, onde Paulo adverte contra o ingerir somente “leite espiritual”. Imagine o que ele diria dos (não todos) sermões fracos de hoje em dia!

A realidade que percebo em todas as igrejas por onde passo é que muitos oradores pensam que pregar na igreja é simplesmente “ler a Bíblia e falar sobre ela”.

Isso está errado!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Os Dez Mandamentos apresentados por Ellen G. White

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Segue a transcrição, de forma sucinta, dos Dez Mandamentos conforme apresentados no livro Os Escolhidos (versão na linguagem de hoje do livro Patriarcas e Profetas, cap. 27, de Ellen G. White):

1. “Não terás outros deuses além de Mim” (Êxodo 20:3). Qualquer coisa que acariciamos, que tenda a minimizar o nosso amor a Deus ou venha a interferir no culto que deve ser prestado somente a Ele, fazemos disso um deus.

2.“Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem. […] Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto” (Êxodo 20:4). A intenção de representar o Eterno por meio de objetos materiais rebaixa nossos conceitos de Deus. Nossa mente é atraída para a criatura e não para o Criador. Quando os conceitos a respeito de Deus são rebaixados, da mesma forma o homem também é degradado.

3. “Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus, pois o Senhor não deixará impune quem tomar o Seu nome em vão” (Êxodo 20:7). Esse mandamento nos proíbe de usar o nome de Deus de maneira descuidada. Ao mencionar Deus impensadamente na conversação comum e pela frequente repetição irrefletida de Seu nome, nós O desonramos.

4. “Lembra-te do dia de sábado para santificá-lo” (Êxodo 20:8). O sábado não é apresentado como uma nova instituição, mas como um tempo que foi estabelecido desde a criação. […] O sábado é um sinal de nossa lealdade a Ele. O quarto mandamento é o único entre os dez que traz tanto o nome como o título do Legislador, o único que mostra por autoridade de quem a lei foi dada. Portanto, ele contém o selo de Deus. […] Todo trabalho desnecessário deve ser estritamente evitado.

5.“Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá” (Êxodo 20:12). Os pais têm o direito a um grau de amor e respeito que a nenhuma outra pessoa devem ser dados. Rejeitar a legítima autoridade dos pais é rejeitar também a autoridade de Deus.

6.“Não matarás” (Êxodo 20:13). Todos os atos de injustiça praticados (até mesmo desejar intimamente o mal de alguém), ser negligente no cuidado dos necessitados e até o excesso de trabalho que venha a prejudicar a saúde – todas essas coisas, em maior ou menor grau, são uma forma de transgressão ao sexto mandamento. 

7.“Não adulterarás” (Êxodo 20:14). A lei de Deus requer pureza não somente na vida exterior, mas também quanto às intenções e emoções secretas do coração.

8.“Não furtarás” (Êxodo 20:15). Esse mandamento exige estrita integridade nos mínimos detalhes da vida. Proíbe negócios duvidosos e requer o pagamento justo de dívidas e salários. Toda tentativa de obter vantagem pela ignorância, fraqueza ou infelicidade de outros é registrada como fraude nos livros do Céu.

9.“Não darás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16). Toda intenção de enganar se constitui uma falsidade. Um olhar, um movimento da mão, uma expressão do rosto podem representar uma falsidade tão eficaz quanto o que se diz por palavras. Toda tentativa de prejudicar a reputação do próximo é considerada uma transgressão do nono mandamento. 

10.“Não cobiçarás” nada do teu próximo (Êxodo 20:17). Esse mandamento atinge a própria raiz de todos os pecados; proíbe o desejo egoísta, do qual nasce o ato pecaminoso.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Ellen G. White e os anjos que assumem forma humana

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Anjos visitantes
O Senhor gostaria que tivéssemos percepções agudas para entender que esses seres poderosos que visitam nosso mundo têm uma parte ativa em toda obra que temos considerado como nossa. Esses seres celestiais são anjos ministradores e frequentemente se disfarçam na forma de seres humanos. Como estranhos conversam com aqueles que estão empenhados na obra de Deus. Em lugares isolados têm sido companheiros de viajantes em perigo. Em navios castigados pela tempestade, anjos em forma humana têm proferido palavras de animação para desviar o temor e inspirar confiança na hora do perigo, e os passageiros têm julgado que era um dentre eles com quem nunca antes haviam falado.

Bate papo sobre ciência e religião com o casal Lütz

domingo, 13 de agosto de 2017

A gafe de Richard Dawkins | Ravi Zacharias

Por que adorar um Deus que proíbe o conhecimento? | John Lennox

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Palmas Ritmadas no Culto


por:Rolando de Nassau

O objetivo do culto em nossas igrejas não é atrair os descrentes ou agradar os crentes, mas adorar a Deus em concordância com os preceitos da reverência a Ele, referidos na Bíblia.

Com efeito, referências às palmas ritmadas só aparecem no Velho Testamento: nenhuma das oito passagens (II Reis 11:12; Jó 27:23; Jó 34:37; Salmos 47:1; Salmos 98:8; Isaías 55:12;Lamentações 2:15; Naum 3:19) faz a conotação entre “palmas” e “canto”.

Nos cultos de adoração, realizados no tabernáculo, no templo de Jerusalém e nas sinagogas, não havia a prática das palmas ritmadas.A Bíblia não autoriza a marcação, com palmas, do ritmo das músicas nos cultos das igrejas cristãs.

Na liturgia católica, não são admitidas as palmas ritmadas, e não é usada a bateria ou outro instrumento de percussão. Essa prática foge completamente da tradição litúrgica do rito romano.

Na música profana, é incentivado o uso da dança e das palmas.Parece que essa prática é uma revivescência da cultura africana.As músicas (lundu, maracatu, samba, candomblé, catimbó, xangô) e os cultos das religiões africanas, afro-americanas e afro-brasileiras caracterizam- se por danças e palmas ritmadas. Os macumbeiros acham que o bater de palmas pode despertar os orixás. Para alguns entendidos, ajuda as giras da umbanda e cria um amplo campo de vibração, que facilita a conexão com os orixás. Nessas ocasiões, são tocados os atabaques.

Nas rodas de capoeira, quando é percutido o berimbau, são elementos importantes a ginga e os cânticos acompanhados de palmas ritmadas.

Nos concertos de música “pop”, os roqueiros usam as palmas ritmadas para tornar mais coeso o canto das multidões.

Na música folclórica, podemos citar “tamboritos”, a dança mais tradicional do Panamá; uma cantora é acompanhada por um coro de palmas ritmadas e três tambores. Também existe o “congo”, mais frequente nas comunidades negras, que se expressa com movimentos sensuais.

Na Espanha, ainda são atrações para os turistas os dançarinos do “flamenco”, dança muito sensual, acompanhada pelos guitarristas.

Existem igrejas evangélicas que cometem equívocos, em relação à dança e às palmas ritmadas. A equipe-de-louvor, acompanhada por instrumentos, executa ritmos e estilos da música popular profana, em substituição ao coro; foi um dos recursos escolhidos pelas igrejas que tiveram, a partir da década de 90, de cumprir a meta do crescimento rápido e extraordinário.

Essas igrejas consideraram também que as novas tecnologias da informação e da comunicação ajudariam a atingir aquela meta, mesmo que fosse necessário alterar o formato e o ambiente do culto.

Para tanto, o culto deveria ser planejado para atrair os não-crentes e os sem-igreja, de qualquer nação, raça, cor, formação cultural ou até mesmo opção sexual, além dos membros de outras igrejas.As esperadas multidões seriam atraídas por canções curtas e alegres, reproduzidas por “play-backs”. No Brooklyn, essas canções tomam boa parte do culto.

Essas “técnicas”, até certo ponto, tiveram êxito, à custa do artificialismo do culto, do mecanicismo do canto e da música, da sensualidade de certas atividades, da escassez da oração e da leitura bíblica, e da superficialidade da pregação.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

16 benefícios da relação sexual para a saúde

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O sexo é bom, perfeitamente natural e prazeroso. É um presente de Deus às Suas criaturas, para ser desfrutado em sua plenitude. A expressão bíblica “tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24) significa que o ato sexual entre marido e mulher, além de ser um meio reprodutivo, tem uma função psicológica, isto é, deve preencher as necessidades emocionais e afetivas do casal, e como veremos abaixo, também pode ser muito benéfico para a saúde. Sem dúvida, Deus deseja que tenhamos uma sexualidade saudável, o que significa esperar nele para encontrarmos amor e companheirismo autêntico, formando o vínculo do matrimônio – ambiente propício para a expressão física do amor.

sábado, 5 de agosto de 2017

Palestra fantástica com o tema: “A Natureza e o Ajuste Fino”

A palestra foi ministrada pelo Dr. Paulo Sarvezuk. Ele é Bacharel em Física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Especialista em HERCULES pelo Centre National de la Recherche Scientifique, França. Também é Mestre em Física pela UEM e Doutor em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Pós-Doutor em Propriedades Físicas dos Metais e Ligas pela UEM. Atualmente, é Professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).



sexta-feira, 4 de agosto de 2017

5 razões pelas quais adolescentes precisam de Teologia

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O mundo pode ser muito confuso para os adolescentes. Estamos crescendo em um contexto de mudança moral, em que os desafios mais urgentes e os críticos culturais em destaque estão sempre mudando e em conflito. Nós vemos escândalos, terrorismo, Trump, nova ética sexual e intensas tenções raciais. Então, pensamos: o que devo pensar sobre tudo isso?

A sociedade secular dá suas respostas, que nunca são compatíveis com cosmovisão cristã.

Eu vejo uma melhor ferramenta para encontrar respostas para as perguntas dos cristãos adolescentes, como eu: teologia.

Por que teologia para adolescentes?
Tenho certeza que você sabe o que teologia é. Mas, às vezes, as pessoas têm visões obscurecidas de algumas palavras por causa de experiências passadas. Quero que saiba que estou falando da mais simples definição de teologia: o estudo sobre Deus.

Como seguidora de Jesus, eu acredito que estudar o caráter de Deus é o que os adolescentes precisam para encararmos nosso terrível e complicado mundo. Isso é o que nos dará esperança para lidarmos com nosso futuro, tendo um firme comprometimento com a verdade de Deus.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

O Declínio do Papel da Música nas Igrejas

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por: Jeff Brumley

Compositor vê “boas notícias” no declínio do papel da música na igreja

Algumas pessoas ficaram surpresas – e preocupadas – ao descobrir através de uma pesquisa publicada em abril [de 2017] que os sermões são um atrativo muito mais forte para a frequência à igreja do que a música.

E ainda fica pior para os amantes da música. A pesquisa Gallup apresentou uma lista de motivos dados pelos americanos para irem aos cultos, e a música estava firmemente no último lugar.

Mas depois de um mês para refletir sobre esta descoberta, o músico cristão, compositor e ministro Kyle Matthews não está preocupado. Longe disso.

“Penso que essas podem ser boas notícias”, Matthews disse durante uma conferência convocada pela FaithSoaring Churches Learning Community. “Isto indica que as pessoas estão mais famintas por substância do que nós presumíamos”, diz Matthews, ministro de artes de adoração na Primeira Igreja Batista em Greenville, Carolina do Sul.

Matthews tem acompanhado a música cristã e o que as igrejas querem e não querem, por um longo tempo. Por mais de 20 anos ele foi um intérprete em gravações e compositor para empresas editoras em Nashville, Tennessee. Ele venceu um Prêmio Dove além de outros prêmios, como compositor.

Mas Matthews disse que abandonou a indústria [fonográfica] por causa de seu foco nos lucros, às custas de fornecer educação teológica e formação cristã. Através de seu ministério atual, ele busca a composição de músicas de adoração que colocam a liturgia acima do entretenimento. Mas música que forneça inspiração e letras com conteúdo não vendem em um mundo de louvor gospel, disse Matthews.

É por isso que os resultados da pesquisa Gallup são tão interessantes, ele disse a outros ministros durante a conferência.

A indústria da música cristã, diz ele, é composta por pessoas que estão tentando servir a um mercado. “Eles são homens de negócios, não teólogos, historiadores ou educadores musicais. Eles são homens de negócios”.

E o que vende são músicas com letras superficiais, com pouco ou nenhum conteúdo teológico. Matthews disse que conheceu compositores e intérpretes que não são familiarizados com as Escrituras. Como resultado, a música tem se tornado “papel de parede, em vez de mobiliário” na adoração.

Em vez de trabalhar para instruir os cristãos na fé, a música de adoração contemporânea está cheia de mantras e clichés planejados para alterar o estado mental, disse Matthews. Este tipo de música vem e vai, porque se tornou descartável. “Não penso que se permita às pessoas conhecer a música da igreja o suficiente para interagir com ela”.

Mas a indústria [fonográfica] não é o problema, acrescenta Matthews. “Se a igreja exigisse um produto diferente, teria um produto diferente”. Isso envolve as pessoas que estão nos bancos da igreja. A indústria [fonográfica] está “respondendo àquilo que o público está pedindo”.

Tem havido músicas de louvor que são divertidas e felizes, e que evitam conceitos sombrios e difíceis, diz ele. “Elas se tornam uma forma de escapismo, em vez de serem uma maneira de se encontrar com Deus”.

É por isso que a pesquisa Gallup de abril [de 2017] pode ser boas notícias. Ela pode sinalizar que as pessoas nos bancos das igrejas podem estar desejando algo mais. Pode ser por isso que os sermões estão no topo da lista, e a música cristã contemporânea, com seus mantras e clichés, está no final.

Contudo, diz Matthews, “eu detestaria ver o sermão se tornando o único lugar do qual as pessoas pensam que podem extrair conteúdo”.

domingo, 30 de julho de 2017

A idade da Terra



Acreditar que o universo seja bem mais antigo do que a vida em nosso planeta não tem que ver com o pensamento evolucionista, mas com as evidências bíblicas

Mas isso não é bíblico!”, exclamou o aluno. Aquilo era demais para mim. Ali estava eu, bacharel em Teologia e mestre em Ciências da Religião, pastor pertencente a uma família de quatro gerações de ministros e professor de religião para turmas de ensino superior, sendo acusado publicamente de manter uma posição equivocada. “Quanta ousadia!”, pensei. “Eles não podem estar certos! Ou podem?”

A razão de tanta polêmica foi a pergunta da prova que eu havia acabado de aplicar: “Quando Deus criou a água?”. Eu esperava que eles tivessem respondido que foi “no segundo dia da semana da criação”. No entanto, quase a metade da turma argumentou que havia sido “antes da semana da criação”. Tomando como base aquilo que aprendi sobre a origem da Terra na minha infância, risquei a resposta e atribui nota zero para aquele aluno. Porém, fui surpreendido pela reação dos demais estudantes quando receberam a avaliação. Eu estava convicto de minha posição, mas, diante de tantos questionamentos, resolvi recolher as provas e reavaliar a questão.

sábado, 29 de julho de 2017

A grandiosidade da futura capital do Reino de Deus


"Ali está a Nova Jerusalém, a metrópole da nova Terra glorificada." (Ellen G. White)

A belíssima canção “Jerusalém de Ouro” (Yerushalayim Shel Zahav), composta por Naomi Shemer em 1967, transformou-se num segundo hino nacional para o povo de Israel. Ela foi interpretada por grandes nomes da música, incluindo-se Ofra Haza, Roberto Carlos e o adventista Leonardo Gonçalves. Sua poesia traduz dois milênios do anseio de um povo pelo retorno à sua capital espiritual. Inicia com o “ar das montanhas” em uma cidade “aprisionada em seu sonho”. Fala de uma Jerusalém solitária, recolhida em si, como que tendo “um muro em seu coração”. “Choram os ventos nas cavernas das rochas”, lamentando ausências no “mercado vazio”, enquanto Sião anela rever seu povo no “templo da montanha” e os que descem “para o Mar Morto via Jericó”.

A nostalgia dá lugar a uma declaração de amor a Jerusalém, descrita em tons reluzentes, refletindo o imenso valor que seus filhos exilados lhe atribuem. No refrão irrompe um cântico de incomparável sonoridade na língua original: “Jerusalém de ouro, de bronze e de luz [veshel or]. Para todas as suas canções serei o violino [ani kinor]”.

Aos que estão familiarizados com as profecias bíblicas é impossível não relacionar essa poesia à Nova Jerusalém – uma cidade cujo brilho dourado não é apenas poético, mas incrivelmente literal. Uma cidade que concentra em si a realização de todas as promessas de Deus aos fiéis de todos os tempos.

Contudo, apesar de muito se falar e se cantar a respeito da Jerusalém futura, é preciso ir além para entender e, por que não, sonhar com o que foi revelado sobre ela. Há certas distorções a respeito da Nova Jerusalém. Isso se reflete, por exemplo, nas concepções artísticas da cidade, geralmente desenhadas como uma tímida Nova York de ouro, cheia de torres. Porém, não foi isso o que o apóstolo viu.

A visão
Assim como o idoso Moisés subiu a um monte e avistou milagrosamente toda a terra de Canaã (Deuteronômio 34:1-5), o velho ­apóstolo foi transportado a uma “grande e elevada montanha” para contemplar a cidade santa, cuja extensão é incomparavelmente maior (Apocalipse 21:2, 10).

Nas descrições da Nova Jerusalém, predomina um literalismo singular no Apocalipse. A cidade é uma cidade, o muro é um muro, as portas são portas, a árvore da vida é uma árvore, o rio é um rio, o trono é um trono, etc. Não há nenhuma indicação de um sentido subjacente a esses elementos. No entanto, cada componente literal da Nova Jerusalém tem uma representatividade, um significado especial para o povo de Deus.

Comecemos pelo formato da cidade, que João descreve como um cubo gigantesco – “seu comprimento, largura e altura são iguais” (Apocalipse 21:16). Isso remete o leitor ao único recinto cúbico do Antigo Testamento: o lugar santíssimo do santuário terrestre, onde se manifestava a presença visível de Deus (1 Reis 6:20; Êxodo 25:21, 22). A Nova Jerusalém será, toda ela, o lugar santíssimo, no qual toda criação adorará a Deus (Isaías 66:23; Apocalipse 21:22). Por isso, não haverá sentido em se construir ali um santuário, assim como não faria sentido colocar um aquário no fundo do mar.

As dimensões inimagináveis da cidade – “12 mil estádios” ou 2.200 km – também falam. Alguns eruditos, talvez assustados com o número, supõem que ele se refira à soma dos quatro lados. Porém, ainda que fosse assim (com lados de 550 km), a cidade superaria a extensão das maiores metrópoles mundiais somadas, e suas estruturas se projetariam para o espaço. No entanto, se as medidas da cidade forem de 2.200 km, também podemos acreditar, pois nela habitará aquele que não pode ser contido nem pelos “céus dos céus” (2 Crônicas 6:18).

Por outro lado, as dimensões exageradas da cidade nos falam sobre a “extravagância” da graça. A cidade reflete todo o “exagero” do amor de Cristo que foi “até o fim” (João 13:1), superlativo “em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade” (Efésios 3:18, NTLH). João descreve uma estrutura tão vasta que seus zeros não cabem numa calculadora: a grosso modo, equivalente a um prédio de 733 mil andares, cada um com uma área de 4,84 trilhões de metros quadrados, que ofereceriam 17 trilhões de apartamentos de 200 metros quadrados. Tanto a cidade quanto o amor divino refletem um conceito que, em física, se chama de singularidade – algo tão diferente quanto inexplicável.

Lugar para todos
A Nova Jerusalém não será um clube de poucos. O sangue de Cristo não foi derramado para salvar apenas um punhado de pessoas, mas uma “grande multidão que ninguém podia enumerar” (Apocalipse 7:9). O amor de Deus, embora resistível, é todo-inclusivo em suas intenções, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9).

Pouco antes de dar sua vida, Jesus afirmou que na “casa” de seu Pai “há muitos aposentos” (João 14:2, NVI; do grego monai), como se Deus quisesse receber todos os filhos em sua casa, cada um em seu lugar reservado. O que parece uma simples afirmação poética de Cristo se mostra real na Nova Jerusalém. A tradição cristã, talvez influenciada pelo sonho americano, alterou a linguagem da promessa, ensinando que Cristo está construindo mansões. Porém, tanto Cristo como João nos falam de um novo lar, no singular, embora isso não impeça empreendimentos futuros na nova Terra. O Pai nos quer mais perto dele do que imaginamos. “Deus mesmo estará com eles [os seres humanos]. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Apocalipse 21:3, 4). Não há linguagem mais forte que essa!

Há profundas lições eclesiológicas sobre os nomes das tribos de Israel acima das portas, e dos apóstolos sobre os fundamentos da muralha, entre outros belíssimos aspectos. Todo esse “eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2 Coríntios 4:17), só nos faz sonhar e cantar sobre nossa formidável Jerusalém de ouro. Por outro lado, imaginamos que o Céu também anseia pela nossa presença. Talvez os lugares vazios “sintam” a ausência dos filhos de Deus. Numa época tão solene como esta, ainda há tempo para repensarmos nossas prioridades e a que lugar pertencemos. Neste mundo escuro “não temos cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hebreus 13:14). Nenhum atrativo daqui pode ser mais compensador do que entrar “na cidade pelas portas” (Apocalipse 22:14). Não é por acaso que o Apocalipse termina com o maior e mais direto apelo da Bíblia: Vem!

Diogo Cavalcanti (via Revista Adventista) (Título original: Cidade de Ouro)

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Quem eram os serafins?



O significado do termo hebreu “śãrãph” (serafins, no plural) é incerto. A sugestão mais frequente é que seja uma derivação do verbo “śaraph”, que significa “queimar completamente”. O substantivo “śãrãph” significaria, então, “abrasador/ardente”. Muitos creem que o termo designa uma criatura semelhante à serpente, mas isso está longe de ser exato. Precisamos examinar a evidência bíblica e os diferentes usos do mesmo termo.

1. Śeraphîm e Serpentes
Várias passagens associam “śeraphîm” a serpentes. Como resultado da rebelião dos israelitas no deserto, “o Senhor enviou serpentes (śeraphîm) venenosas” para o meio deles (Números 21:6). Depois que o povo confessou seu pecado, o Senhor ordenou a Moisés: “Faça uma serpente (śeraphîm) e coloque-a no alto de um poste” (Números 21:8). Nesse último verso, o termo “śãrãph” refere-se, outra vez, à frase completa: “serpente (śeraphîm) venenosa”. Em Deuteronômio 8:15 o deserto é descrito como “terra seca e sem água, de serpentes (“nachas śãrãph”, literalmente “serpente serafim”) e escorpiões venenosos”.

A pergunta é: Qual é o significado do termo “śãrãph” nessas passagens? Ele é usado como um adjetivo que designa um tipo específico de serpente. Com base no significado da forma verbal, “śãrãph” pode designar uma serpente cuja picada causa sensação de queimadura, inflamação severa da pele que mata a pessoa, isto é, uma serpente venenosa.

2. Śeraphîm como Seres Celestiais
Em Isaías 6, o termo “śãrãph” é aplicado a seres celestiais. Devemos manter em mente alguns detalhes. Primeiro, o termo “serpente” não é usado nesse capítulo. Segundo, o termo é usado como substantivo. Terceiro, a forma desse ser é fundamentalmente humana. Os dois serafins tinham rosto, mãos, pés, cantavam e se comunicavam por meio de linguagem, isto é, eram seres racionais (Isaías 6:2, 6 e 7). Tinham seis asas e podiam voar; eles estavam “acima” do trono de Deus, talvez pairando sobre ele ou em pé ao seu redor, como guardas reais, prontos para servir ao Senhor. Mais especificamente, sua função era proclamar a santidade do Senhor e ministrar em favor dos pecadores no templo celestial (Isaías 6:3 e 7). Sua conduta expressa um espírito de humildade e reverência diante da presença do Senhor.

Por que eles são chamados de “śeraphîm”? O verbo “queimar” (śãraph) pode expressar a ideia de brilho, sugerindo que os serafins eram seres angelicais de extraordinário brilho ou de aparência flamejante. Talvez o seu esplendor, as seis asas e sua posição de respeito para com o trono de Deus os distinguisse dos querubins que, muitas vezes, estão associados ao trono de Deus.

3. Śeraphîm e Seres Demoníacos
Em Isaías, duas passagens associam serafim com o mal. Possivelmente, por causa da experiência de Israel no deserto. Deserto na Bíblia é símbolo de morte e de resistência dos demônios. Os israelitas, que durante o tempo de Isaías estavam pedindo o apoio do Egito, eram descritos como passando pelo deserto, “atravessando uma terra hostil e severa, de leões e leoas, de víboras e serpentes velozes (“śãraph mopheph”, literalmente serpentes voadoras)” (Isaías 30:6).

Os animais podiam ser usados como símbolo de demônios (Salmos 7:2; 1 Pedro 5:8), e o profeta poderia estar sugerindo que a estrada para o Egito é o lugar em que residem os poderes demoníacos. Nesse caso, os “serafins voadores” poderiam representar os poderes dos anjos maus (Comparar Isaías 30:7 com Salmos 89:10, onde o Egito é identificado com Raabe, um monstro demoníaco derrotado pelo Senhor). Em Isaías 14:29, os filisteus não deviam se alegrar, pois um rei, pior que os outros, viria; ele será como um “serafim voador”. Em nenhuma das duas passagens, Isaías 30:7 e 14:29, serafim é identificado como uma serpente. Em ambos os casos ele voa e é o símbolo do pecado que poderia defender os poderes demoníacos operando através da história. Isso pode sugerir que Lúcifer era apoiado por serafins.

Pelo lado positivo, pense na reverência e humildade demonstrada pelos serafins que, a despeito de sua aparência gloriosa, escolhem cobrir o corpo para proclamar que somente O que está assentado no trono é digno de toda glória.

Angel Manuel Rodríguez (via Revista Adventist World)

Vejamos alguns trechos dos escritos de Ellen G. White onde ela cita a presença de serafins:

"Tais eram os pensamentos que fervilhavam na mente de Isaías ao estar sob o pórtico do templo. Subitamente, pareceu-lhe que o portal e o véu interior do templo eram levantados ou afastados, e foi-lhe permitido olhar para dentro, sobre o santo dos santos, onde nem mesmo os pés do profeta podiam entrar. Ali surgiu ante ele a visão de Jeová assentado em Seu trono alto e sublime, enquanto o séquito de Sua glória enchia o templo. De cada lado do trono pairavam serafins, a face encoberta em adoração, enquanto ministravam perante seu Criador, e se uniam em solene invocação: 'Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a Terra está cheia da Sua glória' (Isaías 6:3)." (Profetas e Reis, p. 306)
"Do templo celestial, morada do Rei dos reis, onde milhares de milhares O servem, e milhões de milhões estão diante dEle (Daniel 7:10), templo repleto da glória do trono eterno, onde serafins, seus guardas resplandecentes, velam o rosto em adoração." (Conselhos para a Igreja, p. 356) 
"Os serafins habitam na presença de Jesus, mas ainda assim cobrem com as asas a face e os pés. Ao olharem para o Rei em Sua beleza, cobrem-se a si próprios." (A Verdade sobre os Anjos, p. 136)
"Desde os séculos eternos era o desígnio de Deus que todos os seres criados, desde os luminosos e santos serafins até ao homem, fossem um templo para morada do Criador." (O Desejado de Todas as Nações, p. 103)

"Os principados e os poderes das trevas estavam congregados em torno da cruz, lançando no coração dos homens a diabólica sombra de incredulidade. Quando Deus criou esses seres para estar diante de seu trono, eram belos e gloriosos. Sua formosura e santidade estavam em harmonia com a exaltada posição que ocupavam. Enriquecidos com a sabedoria de Deus, cingiam-se com a armadura celestial. Eram os ministros de Jeová. Quem poderia, no entanto, reconhecer nos anjos caídos os gloriosos serafins que outrora ministravam nas cortes celestiais?" (O Desejado de Todas as Nações, p. 539)

Via Megaphone Adventista

terça-feira, 25 de julho de 2017

Dez chaves para interpretar o Apocalipse


O Apocalipse é, ao mesmo tempo, um dos livros mais importantes da Bíblia e um dos mais difíceis de ser compreendido. Ele ocupa um lugar singular na interpretação bíblica e, assim, precisamos de alguns critérios para desvendar sua mensagem. Este artigo se concentra em dez chaves que ajudam o intérprete dessa obra apocalíptica a entender sua natureza singular.

1. Gênero 
O Apocalipse reivindica ser uma profecia. No prólogo do livro, é proferida uma bênção sobre aqueles que leem, ouvem e guardam as palavras “da profecia” (1:3). Novamente, no epílogo, encontramos declaração semelhante, pronunciada pelo próprio Jesus (22:7). E o anjo diz a João: “Não seles as palavras da profecia deste livro” (v. 10). O mesmo anjo, ao que parece, considerava João um dos profetas, porque ele se referiu a “teus irmãos, os profetas” (v. 9). Em 22:18 e 19, o Apocalipse é denominado profecia outras duas vezes.

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