domingo, 22 de novembro de 2015

Oitavo mandamento


Um dos livros menos conhecidos de John Bunyan é intitulado Vida e morte do Sr. Homem-mau.[1] Nele, Bunyan narra a história de um indivíduo que era “completamente corrupto” desde a sua mocidade. Mesmo em sua infância, ele era o “cabeça dos pecadores” entre as demais crianças. Ele era muito dado a furtar, começando com pequenos atos como roubar frutas de pomares. Contudo, pecadilhos não confrontados inevitavelmente crescem mais e mais. Assim foi com o Sr. Homem-mau.

Depois de algum tempo, o Sr. Homem-mau decidiu que queria uma esposa, ou, mais especificamente, o dinheiro dela. Seguindo os perversos conselhos de seus companheiros ímpios, ele simulou religiosidade e conquistou a mão de uma donzela piedosa e rica. Credores prontamente vieram a ele em busca do dinheiro do casal. Com o dinheiro de sua esposa piedosa, ele lhes pagou o valor dos bens que prodigamente adquirira para os seus amores ilícitos. Sua esposa morreu de coração partido, porém descansando em Cristo, seu Salvador. Contudo, o Sr. Homem-mau continuou descendo pelo caminho da destruição.

O oitavo mandamento – “Não furtarás” (Êxodo 20.15) – parece direto na superfície. A maioria das pessoas confiantemente declara: “Eu jamais roubei um banco, logo, sou bom nesse particular”. Contudo, a Palavra inspirada do Deus que conhece a profundidade de nossos corações pecaminosos pinta um quadro muito mais amplo do que é proibido e requerido nesse mandamento. Foi esse o discernimento dos pastores e teólogos de Westminster, os quais conheciam as habilidades de seus corações manchados pelo pecado.

A base desse mandamento é o direito divino de propriedade: o fato de o Criador haver “de tal modo constituído o homem, que ele deseja e necessita do direito à exclusiva posse e gozo de certas coisas. […] [Essa] é a única segurança para o indivíduo e para a sociedade” (Charles Hodge). Assim, o mandamento nos proíbe de tomar injustamente qualquer coisa que não seja propriamente nossa. O furto pode assumir muitas formas, incluindo o roubo (Marcos 10.19), o seqüestro (Êxodo 21.16), o tráfico de seres humanos (1 Timóteo 1.10), a receptação de coisas furtadas (Provérbios 29.24), as transações fraudulentas (1 Timóteo 3.8), o uso de pesos e medidas falsos (Provérbios 20.10), a violação dos marcos de propriedade (Deuteronômio 19.14), a injustiça nos contratos (Deuteronômio 24.15), a extorsão (Salmo 62.10), os contratos de empréstimo imorais (Salmo 37.21), o tomar emprestado e não devolver (Êxodo 22.14), o ingresso em demandas forenses injustas (1 Coríntios 6.7), o plágio e assim por diante (ver Catecismo Maior de Westminster, P&R 142). O furto envolve não apenas a propriedade tangível, mas também reputações e idéias. Nossos tempos modernos e tecnologicamente avançados trouxeram à tona inúmeros modos de o coração pecaminoso e maquinador obter aquilo que não é seu por direito.

Na grande cidade de Éfeso, Paulo ministrou por três anos em sua terceira jornada missionária. Ele passou dois daqueles anos na escola de Tirano (Atos 19.9-10). Depois de ensinar durante o dia e passar tempo com seus pupilos, Paulo provavelmente se ocupava em seu ofício de fazer tendas, no amanhecer e no entardecer. Não surpreende, portanto, que ele diga na epístola aos Efésios: “Aquele que furtava, não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha que repartir com o que tiver necessidade” (Efésios 4.28). Em síntese, ele condena o furto e recomenda o trabalho diligente.

Isso naturalmente nos leva a considerar os deveres requeridos no oitavo mandamento, isto é, “a lícita obtenção e aumento das riquezas e do estado exterior, tanto nosso como do nosso próximo” (Breve Catecismo de Westminster, P&R 74). Nós recebemos a oportunidade e o privilégio de trabalhar, a fim de encontrarmos satisfação e realização no trabalho, de modo que possamos licitamente sustentar a nós mesmos e nossa família, assim como estar aptos a aliviar, de modo caridoso e generoso, as necessidades legítimas de outros. Desse modo, o nosso trabalho deve ser feito com diligência e alegria, pela percepção de que, em última instância, estamos servindo ao Senhor e Cristo (Colossenses 3.23-24). Paulo disse com franqueza aos crentes de Tessalônica: “Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3.10). Ele falou isso como ummandamento (vv. 10, 12), não uma sugestão. Quando o final do dia chega, depois de havermos labutado com diligência e honestidade (e alegria) e colhido o fruto de nossos esforços, precisamos reconhecer que tudo o que temos vem da mão bondosa e graciosa de Deus. Ele escolheu nos abençoar e aquilo que recebemos dele não nos foi dado para desperdiçarmos, abusarmos ou perdermos. “O que é negligente na sua obra é também irmão do desperdiçador” (Provérbios 18.9, ACF).

O que aconteceu com o Sr. Homem-mau afinal? Ele chegou ao fim de sua vida enfermo em seu corpo e tão desesperadamente perdido quanto o ladrão impenitente do Calvário. A fim de não pensarmos presunçosamente que não somos semelhantes a ele em seu caminho de roubo, precisamos ser lembrados de que somos todos violadores da lei. Nossos primeiros pais furtaram da árvore proibida e todos os seus descendentes têm sido ladrões desde então. Os ladrões de todos os demais violadores da lei de Deus precisam ser lavados, santificados e justificados por intervenção divina (1 Coríntios 6.10-11). Contudo, o fato de vivermos como pecadores perdoados que foram lavados no sangue de Cristo não nos isenta da tentação de furtar. Precisamos vigiar atenta e constantemente os nossos corações e estar cônscios das sutilezas do pecado e da ardileza do tentador. Sendo assim, que lutemos para viver de modo irrepreensível, de modo a não levantar em ninguém a menor suspeita de que sejamos parentes do Sr. Homem-mau.

Notas:

[1] N.T.: “The Life and Death of Mr. Badman”, sem tradução em português.

Por: Robert W. Carver. © 2015 Ligonier Ministries. Original: You Shall Not Steal.

Este artigo faz parte da edição de junho de 2015 da revista Tabletalk.

Tradução: Vinícius Silva Pimentel. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Não Furtarás.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Os Perigos de um Evangelho Diluído

Um fato surpreendente: em 2005, uma paciente com câncer, Geórgia Hayes, ganhou um acordo judicial de 2,2 bilhões de dólares contra seu farmacêutico, que diluía drogas da quimioterapia com água. No processo, ela perdeu sua melhor chance de recuperação. Ainda que 2,2 bilhões de dólares seja muito dinheiro, é pouco confortante quando você não tem muito tempo para viver.

Diluir: (lat diluere) vtd 1 Desfazer, dissolver, Tornar mais fluido, mais fraco, menos concentrado.

O que poderia ser mais mortal para o câncer que um medicamento diluído? Talvez pílulas de placebo para um doente cardíaco. Ou insulina diluída para um diabético. Na verdade, o remédio mais mortal é um evangelho aguado, porque os resultados trágicos são eternos.


Jesus disse que haverá dois grupos de pessoas no fim dos tempos. Um grupo Ele chama poucos, o outro Ele chama muitos. ”Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? … E fizemos muitos milagres?’… E então eu lhes direi: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mateus 7:22, 23).

Evidentemente, a maioria dos professos seguidores de Cristo são auto-enganados. Eles conhecem o Seu nome. Suas atividades religiosas parecem ter as marcas do ministério genuíno, mas Jesus, com o coração partido, vai declarar-lhes: “Eu não vos conheço.” Por quê? Porque viveram uma vida comprometida cheia de pecado.


Esta é uma característica popular das pessoas nos últimos dias. Elas são “egoístas, avarentas, jactanciosas, arrogantes, blasfemadoras, desobedientes aos pais, ingratas, irreverentes, desafeiçoadas, implacáveis, caluniadoras, sem domínio de si, cruéis, inimigas do bem, traidoras, atrevidas, enfatuadas, mais amigas dos prazeres que amigas de Deus” (2 Timóteo 3:2-4).

Claro que, quando Paulo descreve as condições dos últimos dias acima, ele está descrevendo o que sempre foi típico no mundo. Mas aqui ele está dizendo que isso vai se infiltrar na igreja. Todos esses comportamentos transgressores tão prevalecentes no mundo vão ser comuns na igreja. Os cristãos terão toda “forma de piedade”, mas falta de poder (2 Timóteo 3:5).

Eles têm um vidro de remédio e um rótulo, mas estão tomando medicamentos diluídos que nunca poderão curá-los.

O pecado não é apenas um caso de alergia


Talvez você conheça alguém com febre do feno (alergia causada por pólen). Talvez você mesmo. Existem algumas pílulas de balcão, que você pode tomar para combater os sintomas. Às vezes, dependendo do pólen, você pode tomar meia pílula e ficar bem. Às vezes, porém, você tem que tomar a pílula inteira. Se você não tomar a dose certa, você pode sair de casa pensando estar tudo bem, mas depois ela bate em você: Seus olhos começam a coçar e seu nariz começa a escorrer. Você está miserável. E não pode esperar até o inverno chegar.


Tomar o remédio certo na dose certa faz toda a diferença.


Assim é com o evangelho. Se não o tivermos em toda plenitude, podemos ser levados a pensar que estamos realmente curados, quando na verdade estamos cada vez pior. Da mesma forma, o diabo está distribuindo massivamente uma versão diluída entre o povo de Deus. Ele está disposto a deixá-lo ir para algumas igrejas, porque o remédio lá é muitas vezes tão diluído que não vai fazer diferença alguma em sua vida.


“Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Timóteo 4:3-4).

Neste versículo, Paulo descreve um problema no púlpito e nos bancos da igreja.

Você tem pregadores que não estão compartilhando uma mensagem direta, e você tem pessoas que não querem uma mensagem direta. As pessoas não querem tomar tudo o que é difícil de engolir. Elas geralmente querem o que é fácil e doce para os sentidos. Querem alguém que lhes dê uma prescrição de remédio de sabor doce e mastigável.

“… lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos” (Atos 20:29-30).


O evangelho fica mais aguado porque pregadores querem ser populares e alguns, por orgulho ou dinheiro, querem atrair discípulos após si pelo poder e influência (Ver Ezequiel 13:10).


Argamassa Fraca


Ao invés de alertar os perdidos a se converterem dos seus pecados, os falsos mestres dizem às pessoas para estarem em paz em seus pecados, porque Deus é muito cheio de graça para esperá-los mudar. Eles dão remédio diluído, o que dá às pessoas uma falsa sensação de segurança.

As Escrituras referem-se a falsos mestres como aqueles que constroem uma parede e “a rebocam de argamassa fraca” (Ezequiel 13:15). Nos tempos bíblicos, os construtores preguiçosos faziam pilhas de tijolos sem argamassa e depois colocavam um verniz de gesso em cima dos tijolos para escondê-lo. Sem a argamassa, não há estabilidade. (Hoje nós usamos cimento para segurar os blocos juntos). A parede podia parecer sólida do lado de fora, mas um burro podia chutá-la porque não tinha força real.

Mais de 500.000 foram mortos ou feridos no terremoto de 2010 no Haiti. Uma das principais causas dessas vítimas foi a argamassa fraca. Empreiteiros gananciosos economizaram no percentual de concreto que misturavam à argamassa e nos vergalhões de ferro caros, que reforçavam o concreto. Feitos por paredes pateticamente fracas, logo que o terremoto os atingiu, os frágeis edifícios desmoronaram.

Há paredes também para o cristão. Os Dez Mandamentos são um muro, construído para proteger a sua liberdade e felicidade. Quando alguém contrai uma DST (Doença sexualmente transmitida) por causa da vida promíscua, ele lê o sétimo mandamento e entende que a parede foi colocada ali para proteger a sua felicidade, não para impedi-la.

O muro da obediência protege a nossa vida, liberdade e contentamento. Mas se a argamassa for diluída, seja do púlpito ou do banco, então, quando a tempestade vem, como uma casa construída sobre a areia a parede desmorona.


Diluindo a Prosperidade


Naturalmente, eu sempre quero uma grande multidão na igreja. Isso é compreensível, certo? Mas esse desejo tem um risco. A fim de chamar as pessoas à igreja, eu vou sempre ser tentado a fazer os meus sermões o mais atraente possível.

Os comerciantes tentam convencê-lo que se você usar seu produto, você vai viver mais tempo, terá melhor aparência, terá mais dinheiro, e será mais popular. A Bíblia nos diz que é assim que estamos a comercializar o cristianismo? Será que Jesus prometeu saúde, riqueza e popularidade? É “a pregação da prosperidade”, correta?


Há muita coisa boa nas boas novas. Há muitas bênçãos, mas Jesus também disse: “Tome a [sua] cruz e siga-Me” (Mateus 16:24). Negar a si mesmo diariamente – não ouvimos isso com muita frequência. Jesus disse que a verdadeira chave para a felicidade é colocar a Deus e aos outros em primeiro lugar. Hoje, porém, tudo é sobre colocar o “eu” em primeiro lugar.

Um monte de gente ouve essa versão diluída do evangelho e acredita que é um bom remédio.

Mas um bom remédio é realmente apenas o começo. Jesus disse que devemos ser cumpridores da Palavra. Um cristão não é definido pela freqüência à igreja. Um cristão é definido por um coração transformado que influencia suas ações. Jesus perguntou: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46). Nós não podemos chamar-nos cristãos, se não fizermos o que Ele diz. “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21). Parte do evangelho que nós não estamos ouvindo hoje é que Ele quer que sejamos um povo que O obedece. Dar a prescrição da força industrial da verdade do evangelho vai curar os sintomas do pecado.

Nós não somos salvos pela obediência, é claro. Isso é legalismo. Mas a obediência não é legalismo, é uma resposta ao amor de Deus. “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14:15).

Uma forma do evangelho ser diluído é quando as pessoas são encorajadas a terem fé suficiente para acreditarem que Deus vai perdoá-las, mas não o suficiente para acreditarem que Ele irá guardá-las do pecado. Este é um evangelho que diz que Deus aceita você como você é e não se importa se você mudar. A Bíblia diz que o evangelho não é apenas sobre a justificação, mas também sobre a santificação. Você pode ir a Jesus tal como você é. Isso é uma boa notícia. Mas Ele ama você demais para deixá-lo dessa maneira. Essa notícia é boa demais! Ele pode transformar você, assim você se torna uma nova criatura. “Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Coríntios 5:17). É uma ótima notícia!


Não diga, Mostre


“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” (Judas 1:24). Eu quero ter uma vida onde eu não tropeçe o tempo todo. E você?

Mas os cristãos ouvem isso tão pouco que, os resultados são óbvios. As pessoas têm que explicar que são crentes, porque não vivem isso consistentemente. Em vez disso, devemos ser luzes sobre uma colina para que as pessoas digam “Uau. Sua vida é distintamente diferente”. “Ele não é como todo mundo”. “O que é diferente nele?” E nós respondemos: “Eu acredito em Jesus. Ele me salvou. Ele mudou minha vida”.

Antes da Idade das Trevas, a igreja prosperou, apesar da religião cristã ser proibida. Os cristãos eram jogados em covas de leões e queimados na fogueira. Não podiam praticar o cristianismo abertamente, assim, cavaram catacumbas debaixo de Roma nos primeiros 200 anos da história cristã. Você ainda pode visitar essas minas romanas. Alguns cristãos gravaram nas paredes “Vita, Vita Vita”, que significa “Vida, vida, vida. Eu tenho a vida”. Eles estavam sofrendo e morrendo nessas minas escuras e ainda assim eram alegres.

Então alguma coisa aconteceu em Roma. Constantino quis construir seu império por causa da guerra civil entre ele e Maximus. Ele alegou ter tido uma visão e considerava agora lutar sob o sinal da cruz. Eles não sabiam nada sobre o cristianismo, mas seus soldados pintaram símbolos cristãos em seus escudos. Eles eram todos pagãos, mas marcharam no Rio Tibre para a batalha, e a chamaram de batismo, imaginando que seriam cristãos quando saíssem do outro lado, mas não lhes tinha sido ensinada toda a verdade. Quando o imperador tornou o cristianismo aceitável, os pagãos começaram a afluir para a igreja. Os líderes não lidaram bem com isso. Eles não queriam perder os novos convertidos, então começaram a diluir a mensagem. Os pagãos teriam que fazer uma série de mudanças em seu estilo de vida, e se não gostassem disso, eles poderiam voltar a perseguir os cristãos.

Um desses problemas eram os ídolos. Um historiador escreveu: “Haviam mais ídolos em Roma do que romanos”. Esses novos cristãos queriam fazer o que era certo e perguntaram aos sacerdotes o que eles deveriam fazer com suas estátuas. Alguns dos sacerdotes disseram: “Joguem elas fora!” Mas muitos dos pagãos empacaram. Então, alguns dos outros pastores sugeriram, “Vamos facilitar as coisas. Diga a eles para darem nomes cristãos aos seus ídolos e cuidaremos disso mais tarde”. Assim, eles nomearam os seus ídolos Pedro, Tiago, João e Maria. Muitas práticas pagãs infiltraram-se na igreja de modo que em uma geração o Cristianismo tornou-se a mistura de paganismo e Escritura. Eles diluíram o evangelho para terem quantidade em vez de qualidade, inaugurando os 1260 anos da idade das trevas.

Como Crescer a Igreja


É uma tentação constante igrejas tentarem medir o sucesso. Elas perguntam: “Estamos crescendo?” Muito raramente medimos o sucesso de uma igreja pela forma como as pessoas são piedosas. Em vez disso, medimos o sucesso por números, o que pode ser um erro. Somos tentados a tornar mais fácil ser um membro. Esta mentalidade apenas os traz à porta, e se preocupa com o resto mais tarde. Assim, diluimos a mensagem, pouco a pouco para tornar o remédio mais fácil de engolir.

Ainda hoje, ouço pastores dizendo: ”Não insista para que eles desistam de fumar ou beber antes de se juntarem à igreja. Torne mais fácil para eles virem a Cristo e os batize. O Senhor vai lidar com essas coisas em seu devido tempo”. Então, eles entram na igreja e anos mais tarde, eles ainda estão acorrentados a esses hábitos destrutivos.

O batismo representa um novo começo, uma libertação, uma vida transformada. Isso não significa que você será imediatamente perfeito. Isso significa que vícios do pecado devem ser repudiados e deixados para trás. Um dos meus autores cristãos favoritos disse isso desta maneira:

“Homens e mulheres têm muitos hábitos que são antagônicos aos princípios da Bíblia. As vítimas da bebida forte e do tabaco estão corrompendo corpo, alma e espírito. Essas pessoas não devem ser recebidas na igreja até que dêem provas de que estão verdadeiramente convertidas, que sentem a necessidade da fé que opera pelo amor e purifica a alma. A verdade de Deus irá purificar o verdadeiro crente. Aquele que é totalmente convertido vai abandonar todo hábito e apetite contaminado. Pela abstinência total que ele vai superar os desejos e indulgências que prejudicam sua saúde”(a Bíblia Escola de Formação, 01 de julho de 1902).

Como vimos anteriormente, a Idade das Trevas foi o resultado de se trazer as pessoas para a igreja antes que elas realmente compreendessem a verdade, antes de terem entregue os seus corações. A igreja torna-se diluída, debilitada, enfraquecida. O poder de ser um seguidor de Jesus perde sua força, e logo nos reunimos num ritual uma vez por semana, vivendo como o mundo. Em vez de ganhar almas para Cristo e viver uma vida piedosa, estamos fazendo exatamente o que o diabo quer enfraquecendo o poder e a eficácia do evangelho.

Evangelho “Light”


As mega igrejas evangélicas tem algo que elas chamam de “evangelho light”.

Elas querem que os visitantes estejam confortáveis, fazendo a experiência de adoração tão fácil quanto possível. Elas oferecem café e donuts antes e após o serviço religioso. Elas encorajam o vestir relaxado, mesmo apenas bermudas e camisetas. Elas têm poltronas como as de um teatro, assim você não precisa se espremer em um banco de igreja com estranhos. Se você oferecer benefícios atraentes o suficiente, você pode conseguir alguém para uma visita de uma hora. Então quando você os ganha, você não pode pregar coisas difíceis ou repreender os seus pecados de estimação, porque podem não querer voltar mais.

Elas alimentam os fiéis com clichês sobre o poder do pensamento positivo. Os entretém com música animada, luzes, laser e apresentações dramáticas. Então você acha que isto deve ser a verdade, porque afinal de contas você tem 10 mil pessoas que vão à igreja.

Mas quantos já se arrependeram de seus pecados e conhecem realmente Jesus?

Então, como saber que você não está recebendo um evangelho diluído do seu pastor? Você deve estudar a Bíblia com a orientação do Espírito Santo. Você precisa procurar por si mesmo.

Há um monte de pregadores por aí que são lobos em pele de cordeiro. Eles medem o sucesso por números, por isso pregam um evangelho diluído. O Pastor John MacArthur diz, “a teologia aguada, diluída, deixará de produzir profunda reverência, profunda adoração, profundo arrependimento, profunda humildade e profunda compreensão da natureza de Deus, de Sua obra, de Seu ministério, de suas leis, de suas normas e de seus princípios”. Ele está certo.

Um evangelho não diluído vai levar ao verdadeiro arrependimento pelo pecado, a tristeza pelo pecado, e ao afastamento dele. Arrependimento significa ”Remorso, pesar, contrição pelos pecados cometidos. Mudar para melhor, como resultado do remorso ou arrependimento pelos pecados cometidos”.

A primeira coisa que João Batista disse quando começou a pregar sobre o reino de Deus foi: “Arrependei-vos”. A primeira coisa que Jesus disse foi: “Arrependei-vos”, e se Ele nos diz para nos arrepender, isso significa que nós podemos e devemos.

Jesus disse: “Eu não vim chamar os justos, mas pecadores, ao arrependimento” (Mateus 9:13).

Os primeiros líderes da igreja disseram: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (Atos 2:38). Primeiro vem o batismo do arrependimento, depois vem o batismo do Espírito Santo. A força total do remédio do evangelho precede a recepção e enchimento do Espírito Santo.


Junto com o arrependimento deve estar a restituição e a reforma. “Restituindo esse ímpio o penhor, indenizando o que furtou, andando nos estatutos da vida, e não praticando iniqüidade, certamente viverá, não morrerá” (Ezequeil 33:15).

Em 1858 o revivalista Jeremias Meneely trouxe sua pregação para Belfast, na Irlanda. Ele falou sobre reforma, arrependimento e comprometimento com o Senhor. Os homens que trabalhavam em um estaleiro e estavam completamente convictos de seus pecados, se arrependeram e começaram a devolver as ferramentas que tinham roubado durante o ano anterior. A resposta foi tão completa que o estaleiro podia construir galpões extras por ter recebido todas as ferramentas de volta! Você sabe que o Espírito Santo está trabalhando em uma comunidade quando as pessoas começam a viver como verdadeiros cristãos e fazem mudanças tangíveis em suas vidas. Este é o fruto do evangelho real.



Que Evangelho Você deseja?


É seu desejo ser cheio do Espírito e ter uma mensagem não diluída em sua vida e em sua igreja? Vamos encorajar um ao outro a sermos verdadeiros cristãos estudando a Bíblia por nós mesmos, para sabermos o que constitui ter um relacionamento com o Senhor e sermos salvos.



Eu tenho um amigo que ficou aleijado devido a um acidente com avião de pequeno porte. Enquanto voava com amigos em um país sul-americano, eles confiaram num estranho para encher o tanque de seu avião. Acontece que a gasolina estava gravemente contaminada com água. Infelizmente, eles não descobriram o combustível contaminado, até estarem a 600 pés fora do chão. O motor tossiu, perdeu o poder, e o avião despencou na selva.



Amigo, você sabe se está recebendo o puro, de alta octanagem, não adulterado e potente combustível da verdade de Deus? Muitos serão enganados por luzes brilhantes e promessas de riqueza, mas poucos vão estudar por si próprios na Palavra e serem mudados. Qual deles é você?

Texto de autoria do Pastor Doug Batchelor, publicado no site Amazing Facts. Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia http://setimodia.wordpress.com/


quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Ensina-nos a Orar – Parte 02

Um fato surpreendente: Na Segunda Guerra Mundial, um soldado britânico foi flagrado rastejando de volta das linhas de frente. Ele foi capturado por seu exército e acusado de conspirar com o inimigo porque não tinha recebido permissão para voltar. Ele confessou: “Eu estava na floresta orando.” Seus companheiros soldados troçaram dele e imediatamente ordenaram que lhes oferecesse alguma prova. Ele disse que estava sozinho e que precisava orar. Seus captores ameaçaram acusá-lo como um traidor, dizendo: “Você será executado a menos que você ore agora e nos convença de que você realmente estava orando.” O prisioneiro em seguida, caiu de joelhos e começou a oferecer uma prece eloqüente, sincera como daquele que estava prestes a encontrar seu Criador. Mas, no final da oração, o comandante responsável disse que ele estava livre para ir. “Eu acredito em sua história”, disse ele. “Se você não tivesse gasto tanto tempo treinando, você não teria atuado tão bem durante a revisão”. Em seguida, ele acrescentou, “eu posso dizer, pela maneira que você orou, que você está em condições regulares de falar com Deus”.
Os momentos de nossas orações devem ser frequentes e regulares, mas mais importante ainda, o conteúdo deve ser passivo. Eu freqüentemente me pego iniciando uma oração com “Me dê”: “Querido Senhor, me dê isso, me dê aquilo”, e perto do fim, eu acrescento, “Deus, eu louvo o Teu nome.” Deus tem me convencido de que minhas orações são egoístas demais, e que eu preciso manter a Ele e aos outros em primeiro lugar na mente quando eu oro. Apesar de estarmos prestes a nos concentrar na oração por nós mesmos, penso que antes de nos aprofundarmos nessas facetas absolutamente necessárias da oração, precisamos garantir que temos a ordem correta da oração em mente. Obviamente, devemos orar por nossas necessidades, mas, como Jesus indicou, quando oramos, devemos reconhecer o santo nome de Deus, Seus propósitos, e Seu reino antes de todas as outras coisas. E todas as nossas necessidades devem ser consideradas no contexto de Sua vontade. Com este lembrete, podemos continuar nosso estudo e descobrir o que acontece quando pedimos ao Senhor: “Ensina-nos a orar!”

“Dá-nos hoje …”

O pão representa muitas coisas na Bíblia. Primeiro, o “pão de cada dia” significa as provisões necessárias para sustentar a vida no dia a dia. Claro, este é um padrão de oração, e isso não quer dizer que você não possa orar também por água, roupas e outras necessidades. Quando oramos pelo pão nosso de cada dia, estamos realmente pedindo a Deus para suprir as necessidades básicas de nossas vidas cotidianas. (Deve uma pessoa com os seus armários cheios continuar a orar: “Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia?” Sim, absolutamente. Nunca tome qualquer coisa que Deus lhe deu por garantia. Lembre-se, os celeiros cheios de Jó foram todos perdidos em um dia).
Deus está nos dizendo que devemos nos sentir confiantes para irmos diante de nosso Senhor, pedir-lhe para satisfazer as nossas necessidades. Claro, Ele já está bem ciente destas necessidades, mas Ele quer que nós saibamos que Ele é quem supre todas as coisas boas para seus filhos. Por exemplo, quando os judeus atravessaram o deserto, eles oraram por comida, e Deus fez chover maná do céu, mostrando sua contínua e amorosa provisão. Não tenha medo ou vergonha de pedir – Ele quer que você o faça! Lembre-se, porém, que quando oramos, “Dá-nos … o pão nosso de cada dia”, isso não significa que Deus espera que nós não saiamos para conquistá-lo. Algumas pessoas pensam que podem orar a Oração do Senhor e depois sentar e não fazer nada, esperando que Ele responda. Quando o Senhor fez chover maná, os judeus saíram para buscá-lo. Eles não se deitaram com a boca aberta, esperando que ele caísse diretamente em suas bocas. Observe também que o maná caiu fora do campo, mas não choveu sobre as suas tendas.
Parte de conseguir o pão está em sair e colhê-lo onde trabalhamos. Depois disso, os judeus tinham que amassar e assar o maná, só depois de trabalharem podiam consumir o seu pão diário. De igual modo, devemos nos investir no processo e não nos tornar preguiçosos com as bênçãos do Senhor. Não se esqueça que Aquele que nos dá o pão nosso dia-a-dia também inclui esta ressalva: “. Seis dias trabalharás”……

“… o Pão Nosso de Cada Dia”

A comida é tudo o que está implicado no “pão de cada dia”? Como a maioria dos ensinamentos da Bíblia, “o pão nosso de cada dia” tem uma aplicação espiritual muito importante. Em Mateus 4:4, Jesus ensina: “O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”, usando a palavra “pão” para descrever todas as necessidades temporais da humanidade.
Mais importante, ele diria mais tarde: “Eu sou o pão da vida” (João 6:35). Cristo não estava falando somente de nossas necessidades físicas, mas instruindo-nos a convidar a Deus em nossos corações a cada dia. O pão representa Jesus, nosso alimento espiritual, que é muito maior e mais gratificante do que qualquer pão físico na Terra.
Quantas vezes precisamos ser alimentados espiritualmente? Através de todas suas páginas sagradas, a Bíblia fala da oração diária. “De tarde e de manhã e ao meio dia orarei” (Salmo 55:17). O pão, a comunhão diária com o Senhor, deve ser a nossa prioridade. Por que não dizer: “Senhor, dá-me um mês de abastecimento”? A maioria de nós não se preocupa, dia a dia se a geladeira vai estar vazia, por isso não costumam apreciar as implicações de orar pelo pão diário. Apesar de todos aqueles que viveram a Grande Depressão compreenderem tal conceito, hoje, poucos americanos, vivendo em uma sociedade de abundância massiva, nunca realmente se esforçam dia a dia em busca de algo para comer. Na verdade, alguns de nós temos meses de comida na despensa.
Mas muitos de nós não temos sequer alguns minutos de alimento espiritual armazenado em nossos corações e mentes. Que pão é mais importante, o físico ou o espiritual? Quantos de nós temos um mês de abastecimento de pão espiritual? Precisamos coletar alguns todos os dias. Você não pode viver o amanhã somente com o que você coletou hoje. Alguns têm poucas calorias armazenadas, tendo a Escritura memorizada, mas se você quiser que sua experiência cristã seja vital e cheia de vida, você deve ter devoções diárias. Você tem que sair e reunir aquele maná espiritual.
Um pensamento final: “A Bíblia não diz, “Me dê hoje o meu pão de cada dia. Pelo contrário, Jesus nos ensina a orar, “Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia”. É o nosso pão. Não é o meu pão. Devemos estar preocupados com as necessidades dos outros, tanto quanto, ou até mais, do que nossas próprias necessidades. A Escritura ensina: “Levai as cargas uns dos outros” (Gálatas 6:2). Nós deveríamos estar fazendo isso fisicamente, ajudando os fracos, oferecendo nossos recursos e nossas forças para ajudá-los. Também devemos fazê-lo espiritualmente, levantando-nos mutuamente em oração, oferecendo um ao outro súplicas sobre nossos joelhos. E devemos fazê-lo diariamente, persistentemente. “E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles?” (Lucas 18:7).

“perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.

Você sabia que Jesus fez apenas um comentário direto sobre a Oração do Senhor? Em Mateus, quando termina o ensino da oração, Ele acrescenta: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas.” (Mateus 6:14-15). Bem no meio da Oração do Senhor, Cristo revela uma conexão entre o relacionamento vertical e o horizontal. Talvez devêssemos ouvir!
Deus está dizendo, “Vou fazer um trato: Vocês todos perdoem uns aos outros – sem rancor, sem ressentimentos, não mais falando sobre as coisas ruins que fizeram uns aos outros – e Eu lhes perdoarei? é isso que Deus quer dizer? É isso o evangelho? Não, não é isso que leva ao nosso perdão. Nós não somos salvos baseados em nossas obras. Em vez disso, diz o evangelho que nos apresentando assim como estamos a Deus, Ele nos perdoará. No entanto, Deus diz: “Agora que você está perdoado, espero que se perdoem uns aos outros.” No entanto, embora você não seja salvo pelas suas obras, Se você continuar a viver em desafio, você estará perdido, porque isto evidencia que você não é sério quanto a seguir Jesus. A misericórdia e a graça de Deus não podem ser cultivadas no coração daquele que está abraçando um espírito amargo e implacável. Você já foi traído por um amigo? Alguém já falou mal de você? Todos nós já fomos magoados. E, muitas vezes, nós nos tornamos defensivos e começamos a ver essa pessoa de forma restritiva, e podemos até pensar se nós podemos cavar um pouco de sujeira para igualar o placar. É este o espírito de Jesus, “que quando o injuriavam, não injuriava”?
A Bíblia diz que quando percebemos o alto preço que Cristo pagou pelo nosso perdão, torna-se mais fácil para nós perdoarmos uns aos outros. “Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão” (Mateus 18:35). Precisamos estar dispostos a perdoar uns aos outros, e Deus aponta isso para nós repetidamente nas Escrituras. “Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas.[Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas.]” (Marcos 11:25-26).
Você pode perdoar mentalmente uma pessoa mesmo que você possa não sentir isso? Sim, assim como você pode aceitar o perdão, mesmo que você não se sinta perdoado. Isto é feito através da fé. Você pode optar por perdoar os outros que lhe prejudicaram. Mesmo que você não possa ser capaz de esquecer o que aconteceu, você pode dizer: “Senhor, por tua graça eu vou perdoá-los.” Você faz essa escolha consciente, então, a graça de Deus o segue. Quando você aceita o perdão de Deus, Sua graça o segue naturalmente. Primeiro, você deve ter fé que Deus vai ajudá-lo a perdoar. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5:7). Se não podemos perdoar uns aos outros, Deus não pode nos perdoar, porque nossos corações não estão abertos tanto para dar como para receber o perdão. Isso é grave, não é? E é necessário um ato de graça, um milagre, para sermos capazes de fazer isso.

“E não nos deixeis cair em tentação”

Esta petição especial é aquela que é a mais incompreendida. Num relance, quase parece que estamos pedindo a Deus para não nos tentar. “Por favor, Senhor, nós sabemos que você não quer nos tentar. No entanto, se eu não pedir-lhe para não me tentar, você vai me tentar”. Essa é uma tradução muito pobre. Na verdade, Tiago 1:13 diz: “Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta” (Tiago 1:13).
Nós não estamos pedindo: “Senhor, por favor, não me tente.” Então o que estamos realmente dizendo com isto? Bem, porque somos naturalmente propensos a caminhar em direção a tentação, nós estamos pedindo a Deus para nos levar para longe dela. Traduzida mais precisamente, a oração seria mais ou menos assim: “Leva-nos para longe de nossa tendência natural de sermos tentados”.
Será que precisamos orar esta oração? Pode apostar que sim! Somos propensos a jogar muito perto do abismo. Um ministro disse que quando o Senhor diz para fugirmos da tentação, nós muitas vezes rastejamos esperando que ela nos alcance. É como se a gravidade dentro de nossos corações, nos atraísse para o pecado. Então, temos que suplicar a Deus para nos ajudar a resistir a essa força.
O diabo gosta quando nós rastejamos, porque é mais fácil nos pegar com esse pouco comprometimento. O espião condenado Aldrich Ames disse que ele não acordou num dia e disse: “Eu acho que serei um espião. Eu acho que entregarei tudo para os russos por dinheiro”. Um dia, muito inocentemente, ele conheceu um russo que lhe perguntou: “Você poderia me dar uma lista telefônica? Te darei muito dinheiro”. Mas depois pouco a pouco, deu-lhe mais e mais até que um dia ele lhe vendeu segredos nucleares. Assim é como o diabo trabalha com a tentação. O rei Davi cometeu adultério com Bate-Seba, assassinando Urias, e mentindo ao seu povo. E isso começou com um pequeno e demorado olhar lascivo. Devemos orar, ”Senhor, me leve para longe até mesmo das pequenas coisas, porque é assim que as grandes começam.”

“mas livra-nos do mal”

Eu realmente gosto da sétima petição, que diz: “mas livra-nos do mal”. Vivemos em um mundo afogado na tenebrosa escuridão do pecado. A única coisa que realmente dá aos cristãos esperança de longo prazo é que Deus promete que as coisas nem sempre serão assim. Estamos à procura da libertação final, e quando nós dizemos “livra-nos”, estamos falando da vinda de Cristo sobre o cavalo branco – o Rei dos reis e Senhor dos senhores, estabelecendo o Seu reino e eliminando qualquer vestígio do mal que reina no mundo hoje.
Nós devemos estar orando não apenas para que Deus nos guarde da tentação, mas que também liberte nossos irmãos, porque o diabo é poderoso e astuto. É por isso que tão desesperadamente precisamos de Deus para nos conduzir.
Ao falar da segunda vinda, Cristo disse: “Orai sem cessar” (Lucas 21:36). O texto completo diz: “Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem.” Você está orando sempre? Jesus também disse que devemos orar para que nossa fuga não seja no inverno, nem no dia de sábado (Mateus 24:20). Você já fez esta oração? Todo dia, toda hora, devemos orar para sermos libertos do mal para que possamos escapar do que está para acontecer neste mundo. Orar para que estejamos finalmente libertos e salvos do mal dentro e ao redor de nós. Você não pode ser salvo de um mundo mal até que você esteja primeiro salvo de um coração mau.

“Porque Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre.”

Esta poderosa culminação é encontrada somente em Mateus, e o que ela fala é fascinante. Estamos no meio de uma grande controvérsia. O diabo diz que ele é o legítimo rei e que ele tem o poder. No entanto, Cristo, antes de ascender aos céus, estabeleceu Sua preeminência: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28:18). Esta oração reforça que nunca devemos esquecer quem está no comando deste universo. A oração não diz, “Teu será o reino”, mas sim, “Teu é o reino”. Na verdade, todas as petições da Oração do Senhor são possíveis somente porque Cristo é o poder. Ele tem o controle sobre todas as coisas agora.
O diabo vive por orgulho, para trazer glória a si mesmo. O motivo do cristão é honrar a Deus, dar a Ele a glória. É por isso que Satanás anseia ser um deus, porque ele quer a glória que ele não merece. O fim desta oração registra em nossas mentes e corações que confessamos diante de Deus que conhecemos o Seu caráter e bondade o qual será em breve vindicado.

“Amém”

Jesus disse: “Orem desta maneira”. Esta não é tanto a Sua oração, mas a nossa oração. É a oração daqueles que querem segui-Lo. Isso é também porque esta oração deve ser algo que flui de um coração verdadeiramente convertido. Deve ser uma definição do seu espírito e atitude. Um autor coloca desta forma:
“Eu não posso dizer “nosso” se eu viver só para mim. Eu não posso dizer “Pai” se eu não me esforçar a cada dia para agir como Seu filho. Eu não posso dizer “que estais no céu” se eu não coloco nenhum tesouro lá. Eu não posso dizer “santificado seja o Teu nome” se eu não estou me esforçando pela santidade. Eu não posso dizer “venha o vosso reino” se eu não estou tentando apressar a bendita esperança. Eu não posso dizer “seja feita Sua vontade” se eu sou desobediente. … Eu não posso dizer “assim na terra como no céu ‘se eu não estou a servi-Lo aqui e agora. Eu não posso dizer “dá-nos hoje o nosso pão de cada dia” se eu sou egoísta entesourando para o futuro. Eu não posso dizer “perdoai as nossas dívidas”, se guardo rancor contra alguém. Eu não posso dizer ‘não nos deixeis cair em tentação’ se eu deliberadamente me coloco em seu caminho. Eu não posso dizer “livrai-nos do mal ‘se eu não ambiciono a santidade. Eu não posso dizer “Teu é o reino” se eu não der a Jesus o trono do meu coração. Eu não posso atribuir a Ele ‘o poder’ se tenho medo do que os homens podem fazer. Eu não posso atribuir a Ele ‘glória’ se eu estou buscando a minha própria honra. Eu não posso dizer “para sempre” se eu estou vivendo apenas para as temporárias recompensas terrenas.”
Quando oramos a oração do Senhor, devemos fazê-la em um espírito de entrega total. E se nós estamos nos preparando para quando Jesus vier, precisamos aprender a orar como Jesus ensinou. A essência da oração está ligada em amar a Deus com todo nosso coração, pois não podemos amá-Lo se não estamos nos esforçando em conhecê-Lo. Se não estamos comunicando as nossas dores e nossas alegrias, até mesmo os nossos segredos mais íntimos, como podemos amá-Lo?
Exorto-os a investir mais tempo sobre seus joelhos, mas se você não pode estar de joelhos, peço-lhe apenas que ore. Reconheça que é essencial passar tempo de qualidade com Cristo em suas orações e devoções, pessoais ou coletivas, assim você pode implementar essas mudanças em sua vida e glorificar a Deus. Aproveite o “pão” da Palavra de Deus, e comunique a Ele seu desejo de ser transformado de egoísta em altruísta. Vamos orar uns pelos outros mais do que qualquer outra coisa. Vamos ficar juntos e levantar nossas vozes para o céu para que estejamos mais unidos na irmandade de Jesus.
Como o soldado britânico cuja oração o libertou, seremos em breve inspecionados por nosso Comandante no céu. Precisamos passar tempo em preparação para o evento principal. Precisamos dizer: “Senhor, ensina-nos a orar”. Ele nos deu o padrão em Sua Palavra, para termos a certeza de permanecer nela. Minha esperança é que você nunca veja esta oração da mesma forma novamente.
Texto de autoria do pastor Doug Batchelor, publicado no site amazing facts. Crédito da Tradução: Blog Sétimo dia http://setimodia.wordpress.com/

Aveia ajuda a emagrecer e auxilia no funcionamento do intestino




Alimento pode ser consumido com frutas no café da manhã e em pratos variados
Dentre os cereais, todos muito importantes para a dieta e a saúde, a aveia é o mais rico em fibras e o mais barato. Alguns de seus benefícios são prolongamento da sensação de saciedade, diminuição do colesterol ruim (LDL) e melhora no funcionamento do intestino. Além disso, está disponível em grande parte dos supermercados, tem um gosto agradável para a maioria dos paladares e possui versões em flocos, farelo e farinha, o que permite variar o consumo.

Para quem está em um processo de emagrecimento, a aveia é indicada porque possui digestão lenta. É por isso que seu consumo faz a saciedade durar e a fome demorar para chegar. Segundo a nutricionista Elisa Yaemiiam Jo, do Hospital São Luiz Maria, mais vale comer uma porção de aveia, um carboidrato complexo, que um pão francês, um carboidrato simples. "O pãozinho possui somente a farinha de trigo, que não é suficiente para saciar o organismo durante muito tempo. Já a aveia é cheia de fibras", São essas fibras, chamadas fibras solúveis, que ajudam a reduzir as taxas de colesterol ruim e, por consequência, protegem contra doenças cardiovasculares. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) concluiu que esse efeito benéfico ocorre porque o cereal atrapalha fisicamente a absorção de vários tipos de gordura no intestino e, por isso, impede sua transformação em colesterol.


O fisiologista da Unifesp Renato Romani ressalta que a queda nos níveis de colesterol varia de pessoa para pessoa. Mas, segundo ele, 70% daqueles que ingerem aveia têm mais chances de conseguir tal diminuição. A probabilidade de sucesso é ainda maior para quem tem uma boa alimentação diária, faz exercícios físicos e controla o estresse.
As fibras que combatem o colesterol alto também são as responsáveis pelos impactos positivos da aveia na função intestinal. "É no intestino que os nutrientes necessários ao organismo são absorvidos e que aqueles que não servem para nada são eliminados", diz a especialista da Setha Consultora Nutricional, Selva Sierro. Mas, para possibilitar esse trabalho das fibras, é necessário beber bastante água.

Consumo
Romani aconselha ingerir aproximadamente 75 gramas de aveia por dia para que o organismo possa tirar o melhor proveito possível desse alimento. Para se ter uma ideia, uma colher de sopa cheia tem em média 20 g. Para saber quanto uma criança deve ingerir diariamente, some a idade dela ao número cinco. Se seu filho tem dois anos, por exemplo, deve consumir sete gramas todos os dias. "A ingestão deve começar a partir dos dois anos, salvo recomendação médica", orienta Selva.


As formas em que o cereal é encontrado são tão variadas quanto suas vantagens para a saúde. De acordo com Selva, o farelo é o mais nutritivo, seguido pelos flocos e, depois, pela farinha. "Mas as diferenças são mínimas, o importante é ter prazer nas refeições?.



Independente da versão, a aveia pode entrar em cena já no café da manhã. Acrescente duas colheres de sopa de aveia no leite, no iogurte ou sobre frutas, como mamão, banana e abacate. Ao longo do dia, é possível introduzir a aveia nas refeições sem que ela mude muito o sabor da comida. Uma boa pedida é usar a farinha de aveia no lugar da farinha de trigo nas receitas.
Fonte: Minha Vida

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A inacreditável sintonia fina do Universo




Se pararmos para pensar na possibilidade e nas chances do universo ter sido criado pelo acaso, nós ficaríamos espantados! Todo o universo parece ter sido projetado para a vida. Literalmente centenas de condições são necessárias para a vida na Terra, tudo, da densidade de massa do universo à atividade sísmica, deve ser ajustado para que a vida possa existir. A chance de todas estas coisas aleatoriamente acontecendo é, literalmente, impossível. A probabilidade contra isso acontecer é muitas ordens de magnitude maior do que o número de partículas atômicas em todo o universo! Com um projeto tão impressionante, é difícil acreditar que somos simplesmente um acidente. Esta é uma das maiores evidências da existência de Deus.


O argumento da sintonia fina é um PODEROSO argumento pela existência de Deus que afirma que a fina sintonia de algumas quantidades e constantes do universo estão em determinados valores longe dos quais seria impossível que a vida surgisse ou mesmo que o Universo existisse. Todavia, a probabilidade de tais valores concidirem com tal precisão é de tamanha impossibilidade que, alega-se, evidenciam a existência de um Projetista do Universo, nomeadamente Deus. A questão da sintonia fina do Universo é discutida não só na filosofia da religião e na teologia, mas também é discussão entre os físicos e os defensores do Design Inteligente. Algumas teorias naturalistas têm sido levantadas para explicar esta sintonia fina, tal como a teoria do Multiverso, o que diminui a improbabilidade, ou de que outras formas de vida que não conhecemos poderiam existir caso tais valores fossem diferentes, entre outras. Todavia, estas hipóteses são falhas e em nenhum caso conseguem ser melhores do que a hipótese de design. Como disse o filósofo e teólogo William Lane Craig em seu debate contra o ateu e químico Peter Atkins:


"Durante os últimos 30 anos, cientistas têm descoberto que a existência de vida inteligente depende de um balanço delicado e complexo de condições iniciais simplesmente dados no próprio Big Bang. Nós agora sabemos que universos que impedem a existência de vida são vastamente mais prováveis do que um universo que permite a vida como o nosso. Quanto mais provável? A resposta é que as chances de que o Universo deveria permitir a vida é tão infinitesimal que é incalculável e incompreensível. Por exemplo: Stephen Hawking estimou que se a taxa de expansão do Universo tivesse sido menor mesmo em uma parte em 100.000.000.000, o Universo teria entrado em colapso em uma grande "bola de fogo". Brandon calculou que as chances contra as condições iniciais serem satisfatórias para a formação de estrelas, sem as quais os planetas não existiram, é de 1 seguido de mil bilhões de bilhões de zeros! P.C.W. David estimou que uma mudança na força da gravidade, ou na força fraca, em apenas uma parte em 10 elevado à 100º potência teria impedido um universo que permita vida. Existem cerca de 50 destas constantes e quantidades presentes no Big Bang que precisam ser finamente sintonizadas para que o Universo permita a vida. Então improbabilidade é multiplicada por improbabilidade, por improbabilidade até a nossa mente estar realmente em números incompreensíveis. Não há uma razão física porque estas constantes e quantidades possuem os valores que eles têm. Paul Davis, um físico ex-agnóstico, comenta: "através do meu trabalho científico eu vim a acreditar mais e mais fortemente que o universo físico é posto conjuntamente com uma engenharia tão deslumbrante que eu não posso aceitar meramente com um fato bruto." Similarmente, Fred Hoyle marca: "uma intepretação de senso-comum dos fatos sugere que uma Super Intelecto tem uma ligação com a física", e Robert Jastrow, o cabeça da NASA Instituto Governamental para Estudos do Espaço, chamou isso de "o argumento mais poderoso para a existência de Deus jamais vindo da ciência".

Visto que já temos em mente que é IMPOSSÍVEL que o acaso tenha gerado o Universo e, consequentemente, tudo o que há nele, tenhamos em mente a seguinte afirmativa:

Necessidade física significaria dizer que o Universo tinha que ser daquela maneira; ele precisa ser finamente sintonizado". Segundo o Dr. Craig, todavia, isso seria muito implausível porque estas constantes e quantidades sintonizadas das quais estamos falando são independentes das leis da natureza, elas não são determinadas pelas leis da natureza. Elas são arbitrárias, colocadas no começo inexplicavelmente. Logo, não são fisicamente necessárias. Este ponto pode ser organizado da seguinte maneira:


1- A fina sintonia do universo pode ser resultado de necessidade física.

2- Ser resultado de necessidade física implicaria na sintonia fina ser dependente de leis da natureza.

3- Todavia, a sintonia fina é independente das leis da natureza, pois trata-se de constantes e quantidades puramente arbitrárias. 

4- Logo, a sintonia fina do universo não é devido à necessidade física.



Evidências de Design no Universo


Existe cerca de 50 constantes e quantidades no Universo que constituem no argumento da sintonia fina. Abaixo, listarei estas evidências:


1- Constante de acoplamento gravitacional: Se maior que 1.4 massas solares, a expectativa de vida solar seria de curta duração. Se menor que 0.8 massas solares, simplesmente não existiria elemento para sua auto produção.

2- Força nuclear forte da constante de acoplamento: Se maior, não existiria hidrogênio, que é essencial para a vida. Se menor, só existiria o hidrogênio, e mais nenhum elemento.

3- Força nuclear fraca da constante de acoplamento: Se maior, todo o hidrogênio seria convertido em hélio no Big Bang, então, os elementos seriam pesados demais. Se menor, hélio não seria produzido durante o Big Bang, portanto, os elementos não teriam peso suficiente.

4- Constante de acoplamento do Eletromagnetismo: Se maior, sem ligação química, elementos mais massivos que o boro seriam instáveis ​​à fissão. Se menor, simplesmente não haveria ligação química nenhuma.

5- Relação de prótons para a formação de elétrons: Se maior ou menor, o eletromagnetismo dominaria a gravidade, impedindo planetas, estrelas e galáxias de se formarem.

6- Proporção de elétrons para massa de prótons: Se maior ou menor, não existiria reação química.


7- Taxa de expansão do Universo: Se maior, as galáxias não se formariam. Se menor, o universo entraria em colapso antes da formação de estrelas.

8- Nível de entropia no Universo: Se maior, não haveria condensação dentro das proto-galáxias. Se menor, elas não se formariam.

9- Densidade massiva do Universo: Se maior, haveria muito deutério do Big Bang e isso faria as estrelas queimarem absurdamente rápido. Se menor, o Big Bang não produziria Hélio, deixando os outros elementos com peso insuficiente.

10- Idade do Universo: Se mais velho, não haveria estrelas solares estáveis na parte direita da galáxia. Se mais novo, elas não estariam formadas ainda.

11- Uniformidade inicial de radiação: Se suave, estrelas, aglomerado de estrelas e galáxias não se formariam. Se grossa, o Universo hoje teriam inúmeros buracos negros titânicos e espaços vazios.

12- Distância média entre as estrelas: Se maior, a densidade de elementos pesados seria fina demais para a produção do solo de planetas. Se menor, as órbitas planetárias estariam desestabilizadas.

13- Luminosidade solar: Se acrescentada muito cedo, efeito estufa descontrolado. Se acrescentada muito tarde, oceanos congelados.

14- Estrutura fina das constantes: Se maior, as estrelas não seriam maiores que 0,7 massas solares. Se menor, elas não seriam menores que 1.8 massas solares.

15- Taxa de decaimento de próton: Se maior, a vida seria exterminada pela radiação emitida. Se menor, não haveria matéria suficiente no Universo para a vida.

16- Nível de energia do C12 ao O16: Se maior, oxigênio insuficiente, se menor, carbono insuficiente.

17- Taxa de decaimento do 8Be: Se mais devagar, a fusão de elementos pesados geraria explosões catastróficas em todas as estrelas. Se mais rápido, não haveria a produção de elementos químicos necessários para a vida.

18- Diferença de massas entre nêutron e próton: Se maior ou maior, os prótons decairiam antes da formação de um núcleo estável.

19- Excesso inicial de núcleos sobre anti-núcleos: Se maior, muita radiação se formaria nos planetas. Se menor, não haveria material suficiente para as galáxias se formarem.

20- Tipos de galáxias: Se muito elípticas, a formação de estrelas cessaria antes do acúmulo suficiente de materiais pesados para a química da vida. Se muito irregulares, a radiação exposta na ocasião seria muito severa e elementos pesados para a química da vida não estariam disponíveis.

21- Distância da estrela-mãe do centro da galáxia: Se mais longe, a quantidade de elementos pesados para a formação do solo dos planetas seria insuficiente. Se mais perto, a densidade estrelar e a radiação emitida seriam absurdas.

22- Número de estrelas no sistema planetário: Se mais de um, as marés iriam perturbar a órbita planetária. Se menos de um, não haveria produção de calor suficiente para a vida.

23- Data de nascimento da estrela-mãe: Se mais recente, a estrela não teria ainda atingido a fase de queima estável. Se menos recente, o sistema estelar ainda não conteria elementos pesados ​​suficientes.

24- Massa da estrela-mãe: Se maior, a luminosidade mudaria muito rápido, queimando as estrela mais rapidamente. Se menor, a gama de distâncias adequadas para a vida seria muito estreita e os raios ultra-violetas seriam inadequados para a vida botânica.

25- Idade da estrela-mãe: Se mais velha ou mais nova, a luminosidade mudaria absurdamente rápido.

26- Cor da estrela-mãe: Se mais avermelhado ou azulado, a resposta fotossintética seria insuficiente.

27- Erupções de supernovas: Se muito perto ou frequente, a vida no planeta seria exterminada. Se muito longe ou infrequente, não haveria matéria cinza suficiente para a formação de planetas rochosos.

28- Anãs brancas binárias: Se poucas, não haveria flúor suficiente para a química da vida. Se muitas, a vida no planeta seria exterminada.

29- Velocidade de escape da gravidade na superfície: Se mais forte, a atmosfera teria muita amônia e metano. Se mais fraco, a atmosfera do planeta perderia muita água.

30- Distância da estrela-mãe: Se mais distante ou mais próximo, não haveria um ciclo de água estável.

31- Inclinação da órbita: Se muito grande, as diferenças de temperatura no planeta seriam extremas.

32- excentricidade orbital: Se muito grande, as temperaturas nas estações seriam extremas.

33- Inclinação axial: Se maior ou menor, a diferença de temperaturas na superfície seria absurda.

34- Período de rotação: Se mais longo, as diferenças de temperatura durante os períodos do dia seriam absurdas. Se mais curto, a velocidade do vento na atmosfera seria extrema.

35- Interação gravitacional com a lua: Se maior, os efeitos nos oceanos, atmosfera e período de rotação seriam graves. Se menor, causaria instabilidades climáticas severas.

36- Campo magnético: Se mais forte, as tempestades eletromagnéticas seriam severas. Se menos forte, não nos protegeria das radiações estrelares emitidas.

37- Espessura da crosta: Se mais espessa, muito oxigênio seria transmitido da atmosfera para a crosta. Se mais fina, as atividades vulcânicas e tectônicas seriam absurdas.

38- Montante total de proporção de luz refletida que cai na superfície: Se maior, haveria uma era do gelo. Se menor, efeito estufa fora de controle.

39- Taxa de oxigênio e nitrogênio na atmosfera: Se maior ou menor, as funções avançadas da vida procederiam muito rapidamente.

40- Nível de dióxido de carbono na atmosfera: Se maior, efeito estufa fora de controle. Se menor, as plantas não seriam capazes de manter a fotossíntese eficiente.

41- Nível de vapor de água na atmosfera: Se maior, efeito estufa fora de controle. Se menor, não choveria.

42- Nível de ozônio na atmosfera: Se maior, a temperatura na superfície seria muito baixa. Se menor, seriam muito altas e, consequentemente, estaríamos mais expostos à radiação U.V.

43- Taxa de descargas elétricas na atmosfera: Se maior, muita destruição ocorreria. Se menor, muito pouco nitrogênio seria fixado na atmosfera.

44- Quantidade de oxigênio na atmosfera: Se maior, plantas e hidrocarbonetos iriam queimar muito facilmente. Se menor, não haveria ar para respirar.

45- Relação de oceanos por continentes: Se maior ou menor, a diversidade e complexidade das formas de vida seriam extremamente limitadas.

46- Materiais do solo: Se tiver menos ou mais nutrientes, a diversidade e complexidade das formas de vida seriam extremamente limitadas.

47- Atividade sísmica: Se maior, muitas formas de vida seriam destruídas constantemente. Se menor, os nutrientes nos pisos dos oceanos(de escoamento do rio) não seriam reciclados para os continentes por meio de levantamento tectônico.

48 - Júpiter: Se não existisse, a terra seria bombardeada por objetos espaciais potencialmente perigosos que poderiam atingir a terra. Se a gravidade fosse menor, também ocorreria.

49- Buracos negros: Se mais, tudo seria sugado. Se menos, muitos objetos poderiam atingir a terra.

50- Interação entre gravidade e eletromagnetismo: Se mais forte, não haveria vida. Se mais fraca, as moléculas de nosso corpo não se formariam, portanto, também não haveria vida.

E agora? Você acredita que o Universo é oriundo do acaso ou foi projetado?

Conclusão e considerações finais:


Só há uma objeção possível para o argumento da sintonia fina, que é a hipótese do Multiverso. A existência de outros (talvez infinitos) universos além deste em que vivemos e que, por sua quantidade, tornariam a probabilidade da sintonia fina deste universo mais plausível para a hipótese de surgimento ao acaso. Todavia, esta objeção é desacreditada por alguns motivos, tanto filosóficos quanto científicos:

Não há a menor evidência científica e filosófica que corrobore esta hipótese, é pura especulação que não sai do campo da simples possibilidade. Este problema traz, ao menos, 5 problemas:

1- Trata-se de uma resposta não-científica pela simples ausência de evidências (o que entra em contradição com muitas falas ateístas).

2- Tendo em vista que é difícil, senão impossível, verificar a veracidade desta hipótese, esta é, ao menos no presente momento, uma hipótese não-falseável e, portanto, mais uma vez não-científica.

3- Aceitá-la como verdadeira consistiria numa ação de pura fé, e não de razão (o que entra em contradição com muitas falas ateístas).

4- Aceitá-la como uma refutação válida seria cometer a falácia de simples possibilidade num ato imprudente: Mesmo que seja realmente possível que haja vários universos e que isso explique a sintonia fina, essa possibilidade não equivale a uma certeza e, neste caso, a hipótese de Deus ainda é mais plausível, pois seria apostar em pura especulação quando já há uma explicação plausível.

5- Não extingue o problema de como tais universos surgiram, ou seja, não é uma hipótese explicatória de grande poder, pelo contrário, aumenta o problema, em tratando-se de vários universos.
O maior engano perpetrado por esta objeção, todavia, ainda parece ser o problema da simples possibilidade. Aparentemente ateus, ao apresentarem a hipótese do Multiverso, mesmo que não haja evidência alguma nessa direção, parecem tomar o argumento como refutado, o que evidentemente não é verdade, pois o argumento só seria realmente refutado caso fosse demonstrado que a sintonia fina não tem nada a ver com Deus. Não basta considerar esta possibilidade, sem nenhuma evidência. Na possibilidade do Multiverso, o máximo dano que ocorre no argumento é a necessidade de lembrança de que se trata de um argumento indutivo, o que não representa nenhum problema, por se tratar de um argumento indutivo desde o princípio, o argumento já considera a possibilidade de que não há ligação entre Deus e a sintonia fina do universo e, portanto, mencionar a possibilidade do Multiverso apenas tange esta possibilidade naturalmente aberta em raciocínio indutivo, mas não dá nenhuma força no sentido de mostrar que as evidências não apontam para Deus.

Este, em minha humilde opinião, é um dos argumentos mais fortes para a existência de Deus, que curiosamente, foi o argumento que converteu o notável filósofo Antony Flew, considerado um dos maiores ateístas do século XX, ao teísmo.

por Razão em Questão

A teoria do Big Bang e o Vácuo Quântico



Com relação à origem do Big Bang e o surgimento do universo a partir do nada, consideremos como base as premissas do Argumento Cosmológico Kalam(Caso você ainda não conheça o argumento, leia a primeira postagem do blog, pois é importante entendermos o conceito filosófico que estamos lidando com relação à criação do universo, bem como também é preciso analisá-lo, para então, considerarmos o Kalam como um modelo padrão básico de refutação).

(P1) Premissa nº1: Tudo que começa a existir tem uma causa.

(P2) Premissa nº2: O Universo começou a existir.

(P3) Premissa nº3: O Universo tem uma causa.

Perceba que o argumento é dedutivamente válido, com o termo médio bem distribuído. Logo, para alguém declarar que esse é um bom argumento, justificadamente, basta que seja racional acreditar, pois, nas duas afirmações (P1) e (P2) que o constituem. E se essa pessoa estiver certa em sua afirmação, a racionalidade da conclusão segue de forma lógica e necessária. Qual é a maneira correta de se analisar justificativa e racionalidade? Simples: uma pessoa é irracional se ela estiver em falta com alguma obrigação epistêmica a qual ela está intelectualmente vinculada. Um dever epistêmico comumente aceito é de formar uma conclusão a partir de uma hipótese mais simples ou da melhor explicação para um determinado fato.

O modelo no qual o Argumento Cosmológico atual trabalha é o modelo Friedmann–Lemaître (que veio a ser conhecido como modelo “Big Bang” de forma popular) que não descreve um Universo eterno no passado, mas sim um que começou a existir a um tempo finito atrás, o que foi confirmado através da radiação cósmica de fundo em micro-ondas. Mais do que isso, sua origem postula uma origem absolutamente ex nihilo em termos físicos, pois não só toda matéria e energia mas o próprio tempo e espaço passaram a existir na singularidade cósmica inicial. Espaço e tempo começam na singularidade inicial cosmológica. Antes disto, literalmente nada físico existia. A objeção que alguns ateus apresentam nesse ponto é a sugestão da singularidade como uma espécie de bolinha super densa que estava descansando desde a eternidade e que de repente explodiu. Perceba que, mesmo assim, há um tempo finito. Mas a objeção é falsa. A singularidade é o PONTO inicial do Universo.

A singularidade cosmológica em que nosso universo teve início não é, estritamente falando, parte do espaço e do tempo, e, portanto, não é anterior ao universo; antes, é a fronteira de espaço e tempo. A singularidade é causalmente anterior ao nosso universo, mas não é cronologicamente anterior ao universo. Ela existe na fronteira de espaço-tempo.



Portanto, a sugestão da criação fisicamente ex nihilo é feita no sentido de que antes desse ponto surgir absolutamente nada em termos físicos (de matéria, energia, espaço e tempo) existia. A nossa verdadeira questão é o porquê da singularidade, em outras palavras, o “espaço-tempo” começou a existir. Então eu te pergunto: Qual obrigação epistêmica ele está infringindo ao acreditar nesse modelo físico? É difícil dizer qual. Parece perfeitamente sensível e aceitável para qualquer pessoa acreditar no Big Bang na falta de objeções cogentes contra ele, não mais do que é aceitável para alguém acreditar na Teoria da Evolução ou na própria Teoria da Física Quântica. Se você citar outro modelo de teoria e, consequentemente, nos colocar em posição irracional devido a nossa aceitação à teoria do Big Bang, novamente, essa objeção falharia. Todas essas teorias são teorias científicas e precisam ser falseadas EMPIRICAMENTE. Não há nenhuma evidência empírica cogente para as outras teorias (como a Teoria M, das supercordas, infinitos universos em expansão, etc). É verdade que no futuro algumas dessas teorias pode se provar correta, assim como, no futuro, fósseis que indiquem um designer inteligente podem ser descobertos. Nem por isso significa que, no momento atual, alguém está em estado de irracionalidade ao aceitar o modelo do Big Bang ou a Teoria da Evolução padrão sem nenhum designer.

Então, se o ateísta quiser derrubar um teísta nesse ponto, deverá demonstrar que o teísta é irracional ao aceitar o modelo como é descrito acima. Esse é o quadro geral dentro do qual temos que conversar. E a partir daí surge a objeção baseada na física quântica. Pode algo vir do nada? Se não existia nada físico, então temos apenas duas opções:


1- O Universo emergiu de alguma substância não-física, de natureza ontológica, que existia naquele estado.

2- O Universo surgiu a partir de absolutamente nada. E É ESSE o maior erro dos ateus! O nada não é material e o nada também não é imaterial, o nada simplesmente não é. O nada absoluto é justamente aquilo que não tem NENHUM predicado positivo. Justamente por isso ele não é algo ontológico.


Muitas vezes os ateus surgem falando que “o Universo surgiu do nada” sugerindo que ele surgiu do vácuo quântico. O que vocês falham em perceber é que o vácuo quântico é um ente cheio de características, ou seja, ele não é um "nada", mas um mar de energia flutuante dotada de uma rica estrutura e sujeita a leis físicas de diversas espécies. O próprio fato do vácuo quântico ser estudado pela Ciência demonstra que ele tem um caráter ontológico, pois assim como a Ciência não pode estudar o "não-cachorro" ou "não-humano", ela não pode estudar o "não-ser". Nesse caso, absolutamente coisa alguma positiva poderia se falar dele. Só poderíamos negar as suas características. Essa é a verdadeira definição do nada. No momento em que os ateus começam a dizer que, por exemplo, a lei da gravidade criou o Universo, eles estarão admitindo que alguma substância ontológica é o estado do qual emergiu o Universo, só discordando qual é a natureza dessa substância. Igualar “Lei da Gravidade” ou “Vácuo Quântico” com “Nada” seria simplesmente uma tolice. Explicado esse erro, e entendido o que é o nada, vamos agora argumentar contra a criação a partir do nada partindo de três objeções:

1- Se o nada criou algo, então ele tem pelo menos uma propriedade positiva: A de ser a substância que deu origem a um outro estado de coisas. E agora? Mas se ele deu origem, é a explicação ou razão, a um estado de coisas seguinte então ele tem pelo menos uma característica, que é justamente essa. Nesse caso, ele seria um ser, algo ontológico, e não seria o nada, que é justamente aquilo que nega qualquer predicado do ser. Então qualquer coisa que seja a explicação ou razão para algo posterior não pode ser o nada, sob pena de cairmos em auto-contradição e absurdo com a sua própria definição.

2- Se não existia nenhuma entidade ontológica, e o nada não criou o Universo, significa que o PRÓPRIO Universo, que não existia, é o responsável por sua passagem à existência. Mas essa visão é logicamente incoerente. Para o Universo ser sua causa, ele deve ser ou logicamente ou temporalmente anterior a si mesmo. Mas obviamente é impossível que algo seja anterior a si mesmo, pois nesse caso ele já existiria. Logo, a auto-criação é impossível. Demonstrado isso, o absurdo de falar do nada criador fica explícito.

3- Ateus dizem: "Mas a física quântica não nos ensina que as coisas podem surgir do nada?" NÃO! Sem falar na discussão se essas partículas virtuais realmente existem, essa objeção é baseada em uma confusão filosófica. Como eu já expliquei anteriormente, nós não podemos atribuir o estado de “surgir do nada” nesses casos. O vácuo quântico não é um "nada", mas um mar de energia estruturado e sujeito às leis da física. Dizer que as partículas virtuais surgem do nada no meio do Universo é simplesmente BIZARRO, pois se elas surgem dentro do Universo elas surgem dentro do ser. O que o você quer dizer, na verdade, é que essas partículas deveriam surgir sem uma causa específica ou "aleatoriamente", mas não a partir do “nada”. Mas na verdade o que existe na Física Quântica é o princípio do Indeterminismo, pelo qual não conseguimos saber ou prever de forma “fixa” os comportamentos das partículas, pela alteração do observador. E o fato dos seres humanos não terem uma barreira epistemológica para encontrar uma causa para um determinado evento não significa que ele tenha surgido aleatoriamente. O que existe a partir daí são interpretações "indeterministas" ou deterministas desses dados.

Conclusão e considerações finais:

Após analisarmos a objeção quântica mais a fundo, fica evidente que o Universo não surgiu do nada, o que nos dá base e boas razões para acreditar que a causa do universo, como ela se mostra através da ciência, seja Deus, sendo assim, perfeitamente racional chamá-la desta forma. Dito isso tudo, as objeção quânticas ao Big Bang estão devidamente neutralizadas.

Referências: SnowBall; W.L. Craig; Alvin Plantinga.
Via Razão em Questão

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