sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Como guardar o Sábado


Se você aceitou que o Sábado é o Dia do Senhor, provavelmente deve estar se perguntando:

Como vou guardar este dia?

A resposta está na própria Bíblia, veja estes versos:
E havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia, de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o Santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera. Gen. 2:2,3
Deus havia completado a obra da criação no sexto dia. Tudo estava feito, os animais, as plantas, o homem e tudo mais. A santa Palavra diz então que Deus descansou no sétimo dia de toda a obra que havia feito.
Eu pergunto: Será que Deus se cansa?
Será que precisava de um dia inteiro para recuperar as sua energia?
Precisava de férias?
É lógico que não.
Deus somente quis nos dar um exemplo de como deveria funcionar nossas semanas.
Como deveríamos agir para descansarmos dos 6 dias de trabalho.

Não esqueça:
“O Sábado foi feito por causado homem. Não o homem por causa do Sábado.” Marcos 2:27
Deus quis mostrar ao homem que depois de seis dias trabalhando, correndo de lá prá cá, ele deveria tirar um tempo para descansar. Deve “separar um dia para o repouso e recuperação de sua energias.
O Sábado é o dia da semana no qual devemos deixar de lado todos os nossos problemas, nossas dívidas, nossas preocupações e utilizar este dia para descanso da mente e do corpo.
A Bíblia diz que Deus abençoou o Sábado. Diz também que Ele santificou este dia.
Ora, santificar quer dizer separar, deixar de lado. Deus tornou o Sábado um dia de e descanso.

“Lembra-te do dia do Sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor, teu Deus; não farás nele nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus a terra, o mar e tudo o que neles há, e, no sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de Sábado e o santificou”. Êxodo 20: 8-11
Deus nos manda lembrar de santificar o Sábado (separar). E aconselha a que ninguém trabalhe neste dia. Nem você, nem seu cônjuge, nem seus filhos ou empregados. Deus pede que este seja um dia especial para a família em geral e explica porque:
Ele quer que nós nos lembremos sempre que somos criaturas Suas e que é Seu poder que nos mantém vivos. Ele sabia que o homem ficaria correndo de um lado para o outro preocupado com suas próprias coisas, e que teríamos muito pouco tempo para meditar sobre Ele e suas obra.
Por isto Ele estabeleceu este dia. Para que parássemos. Lembre-se que quando Deus fala em parar de trabalhar, Ele está falando não só do pai com seu trabalho diário, mais também da mãe com sua correria doméstica, dos filhos com seus estudos e de nosso empregados e funcionários que nos ajudam nas labutas do dia a dia. Todos devem parar e devem fazer deste dia um dia especial.
“Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao Sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.” Is. 58:13-14
Aqui a forma de guardar o Sábado é melhor explicada.
Como posso parar de profanar Sábado?
Não falando as minhas próprias palavras. Não tendo conversas vãs neste dia.Não andando nos meus próprios caminhos. Não fazendo as coisas que são do meu interesse.
Devo dedicar as atividades que beneficiem aos outros. Levar a palavra de Deus a outras pessoas. Visitar um pessoas doente ou necessitada. Fazer ações que beneficiem a outros.
Lembra do capítulo “O Sábado e o Dízimo?
Ali nós vimos como todo mandamento se baseia em princípios e o Sábado tem o mesmo principio do dízimo. Se você entendeu este principio, é fácil guardar o Sábado.
Devemos guardar o Sábado tendo em nossa mente que este dia, como o dízimo , não nos pertence. Ele não é nosso. É um tempo reservado e santificado por Deus. Devemos neste dia se abster de fazer qualquer coisa que poderíamos fazer em outros dias, outras horas. Devemos devolver estas horas para o Senhor em forma de agradecimento pela semana toda e oferecer a Ele e ao nosso próximo nossa atenção e serviços, sempre tendo em mente honrar ao criador.
Existem regras para guardar o Sábado?

Não existem regras para guardar o Sábado. Se fizermos isto estaremos correndo o risco de agirmos como os fariseus no tempo de Jesus que tornaram o Sábado um fardo.
Porém, como seguidores da Bíblia, nós procuramos guardar o Sábado da mesma forma como ele era guardado na antigüidade,
especialmente guarda-lo como Jesus guardou.
Como Adventistas do Sétimo dia, nós desenvolvemos certos costumes, não regras para a guarda do Sábado. Isto nos tem ajudado a melhor dedicar este dia.
Veja algumas delas:

“Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é licito, nos sábados, fazer o bem.” Mateus 12:12
Jesus fazia o bem no Sábado e isto devemos fazer também.
Não só no Sábado, mais “especialmente” no Sábado. Faça visitas aos doentes e aos necessitados. Torne o seu Sábado um dia especial de ajuda aos outros.
“...De uma tarde a outra celebrareis o vosso Sábado.” Lev. 23:32
A convenção que o dia muda a meia noite é recente. Até pouco tempo atrás, como a Bíblia ensina, o dia começava com a noite e terminava com o pôr do sol.
Vinte e quatro horas exatas, independente dos horário de verão e outras invenções humanas. Portanto, nós que acreditamos no Sábado temos o costume bíblico de começar o dia no pôr do sol de Sexta feira e termina-lo no pôr do sol de Sábado.
Fazendo isto, temos também um vantagem extra. Quando o Sábado se inicia e se encerra estamos acordado e preparados para recebe-lo. É muito comum fazermos um culto doméstico com nossa família, cantando hinos, citando passagens bíblicas e orando pedindo que Deus abençoe este dia. Se o Sábado começar a meia noite, provavelmente estaríamos dormindo e não haveria como recebe-lo adequadamente. Outra vantagem é que, independente do lugar em que se esteja, com relógio ou não, sabemos quando começa e onde termina o Sábado.
“ E, chegada a tarde, porquanto era dia de preparação, isto é, a véspera do Sábado,” Marcos 15:42
Os judeus chamam a Sexta feira de dia da preparação, pois é neste dia que todos os preparativos para o Sábado são realizados. É na Sexta que se prepara a roupa a ser usada na igreja, as refeições que serão consumidas naquele dia, as ofertas e outras coisas. As lojas e comércios são fechadas mias cedo, para que os pais possam estar em casa no pôr do sol.
A um ar de ansiedade e expectativa, como os preparativos para um grande festa, ou a chegada de um parente distante. Apesar de sempre presente, neste dia fazemos um convite especial para que Jesus venha habitar conosco nestas próximas 24 horas.
Ele é o convidado especial.
Na Sexta feira procuramos deixar a casa em ordem e deixamos a refeição principal do sábado já pronta. Porque? Porque tanto a mulher como o homem tem direito e o dever de descansar neste dia. Nada de ficar horas na cozinha, limpando casa, cuidando da louça.
Este é um dia especial. É muito melhor gastar alguns poucos minutos esquentando uma refeição do que passar duas ou três horas preparando-a.
Normalmente no Sábado nós nos abstemos de diversas coisas que desviam nossa atenção deste dia especial e roubam nosso tempo para estudar a sua palavra e meditar sobre a sua criação. Por isto é costume não assistir televisão, escutar rádio ou ir a festas.
Fica difícil pensar em Jesus ouvindo no Jornal Nacional que o governo adotou tal medida econômica, que morreram 5 em um acidente de
carro ou conversando com os amigos sobre o jogo de futebol.
O Sábado é especial. Eu pessoalmente passo a sexta a noite com minha família, lendo, escutando música sacra ou vendo algum filme sobre Jesus. Um noite agradável em família.
“Alegrei-me quando me disseram: Vamos a casa do Senhor!” Salmos 122:1
Jesus tinha o costume de ir a igreja aos Sábados. Então devemos imita-lo.
Devemos nos congregar, aprender mais sobre sua palavra, ensinar os novos na fé, enfim, nos reunirmos com nosso irmão e repartirmos com eles as bênçãos sabáticas.
Durante o Sábado, ensine seus filhos sobre a razão deste dia. Passeie com eles pela natureza e ensine-os de que tudo foi feito por Deus.
Ensine-o a acreditar na criação.
Ensine-o a ser grato a Deus por tudo.
Ensine-o a amar o nosso Pai como Ele nos amou.
Não há regra para guardar o Sábado, há princípios. Deus Santificou e abençoou o Sábado.
O Sábado é para nosso refrigério, convívio familiar e louvor a Deus. Na dúvida, ore e pergunte a Jesus se Ele faria esta ou aquela coisa se estivesse no seu lugar.
Esta é a melhor regra a ser seguida.
Se você deseja saber o endereço de uma igreja que guarda o Sábado perto de sua residência, CLIQUE AQUI.
Bom Sábado! 
Artigo extraído do livro Sábado, o selo de Deus, pelo Site Bíblia e a Ciência
Livro de autoria de Peter P. Goldschmidt, capítulo 10 (último)

Tome uma decisão

 Uma das coisas que me deixam mais intrigados hoje é a importância que se dá à NÃO guarda do sétimo dia. Quanto aos outros nove mandamentos, inclusive ao segundo, que foi tirado no catecismo Católico, não há nenhuma polêmica ou discussão. Teria Deus mantido em vigor os nove, enquanto ao quarto mandamento, deu menor importância, deixando por conta do fabuloso intelecto humano a decisão de mantê-lo ou não?
Duvido!
Deus não age assim.
Ele é sábio e irrepreensível.
Deus não muda de opinião.
Deus não faz nada para se arrepender depois;
Porque, desde o princípio, conhece o fim de todas as coisas.
O Sábado não salva, isto nós já sabemos, mas o Sábado faz parte da transformação do Cristão.
Jesus disse:

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos” João 14:15
Ele não fala em salvação, em perdão, ou em remissão.
Ele apenas fala que, se nós entregarmos nosso coração a Ele, e O amarmos, com certeza guardaremos os seu preceitos, e procuraremos viver dentro deles.
Ora, nestes preceitos está incluído também o Sábado, junto com o de não matar, de não adulterar, e os sete outros mandamentos.
Espero que este livro possa tê-lo ajudado a conhecer mais sobre uma das verdades contidas na Bíblia.
Se você é um sincero Filho de Deus, que tem como objetivo de vida fazer a Sua vontade, tenho certeza de que, daqui para a frente, o Sábado será uma benção na sua semana e na sua família.
Deus quer que você seja feliz, tanto física como espiritualmente.
Por isso, abra seu coração e viva essa alegria.
Se Deus nos permitir, nos encontraremos um dia no céu e, juntos, adoraremos ao nosso Criador.

De um Sábado a outro, que Deus te abençoe a você.
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos”
Palavra de Jesus em João 14.1
Artigo extraído do livro Sábado, o selo de Deus, pelo Site Bíblia e a Ciência
Livro de autoria de Peter P. Goldschmidt, capítulo 9

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

“Hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas 23:43)

Os defensores da idéia, de que as pessoas recebem a recompensa logo após haverem expirado, citam, quase sempre, as palavras de Cristo na cruz ao ladrão arrependido.
Em Lucas 23 :42 o ladrão roga a Jesus o seguinte: “Senhor, lembra-te de mim, quando vieres no Teu reino”.
O verso 43 traz a resposta de Cristo: “Em verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso”. Tradução Trinitária.
Para a nossa melhor compreensão, apresentaremos o texto em grego, como se encontra no Códice Vaticano, cópia da Bíblia em grego do 4º século, estando entre as duas mais antigas existentes.
Em letras minúsculas gregas, com as palavras separadas, aparece assim no Novo Testamento Grego:
kai eipen auto, Amen soi lego, semeron met”emu ese
en to paradeiso.
A cópia do Códice Vaticano nos comprova que nos Manuscritos primitivos unciais não havia separação das palavras e nenhum sinal de pontuação.
Em português seria assim:
EMVERDADETEDlGOHOJEESTARÁSCOMIGONOPARAÍSO.
A conhecida e muito útil obra “História, Doutrina e Interpretação da Bíblia”, do autor batista Joseph Angus, traduzida para o português por J. Santos Figueiredo, no Volume 1, pág. 38 nos informa o seguinte a respeito da pontuação na Bíblia:
“No oitavo século foram introduzidos outros sinais de pontuação. No nono foram introduzidos o ponto de interrogação e a vírgula”.
O livro “Arte de Pontuar”, de Alexandre Passos, página 22 nos afirma que estudando a história da pontuação através dos séculos, vemos que no V ou VI séculos os textos dos Evangelhos não apresentam nem ponto nem vírgula. Afirma ainda, este mesmo autor, que a separação das palavras na Bíblia torna-se mais freqüente no VII século.
A ausência de pontuação deixa os tradutores na possibilidade de colocarem a pontuação de acordo com suas idéias preestabelecidas.
É evidente, que a mudança de pontuação, pode alterar totalmente o significado de uma frase, como nos comprovam as afirmações de Rui Barbosa na Réplica, vol. II, pág. 195:
“Bem é que saiba o nosso tempo quanto bastará, para falsificar uma escritura. Bastará mudar um nome? Bastará mudar uma cifra? Digo que muito menos nos basta. Não é necessário para falsificar uma escritura mudar nomes, nem palavras, nem cifras, nem ainda letras, basta mudar um ponto ou uma vírgula.
“Ressuscitou; não está aqui”. Com estas palavras diz o evangelista que Cristo ressuscitou, e com as mesmas se mudar a pontuação, pode dizer um herege que Cristo não ressuscitou. “Ressuscitou? Não; está aqui”.
De maneira que com trocar pontos e vírgulas, com as mesmas palavras se diz que Cristo ressuscitou: e é de fé; e com as mesmas se diz que Cristo não ressuscitou: e é de heresia. Vede quão arriscado ofício é o de uma pena na mão. Ofício que, com mudar um ponto, ou uma vírgula, de heresia pode fazer fé, e de fé pode fazer heresia”.
Apresentaremos a seguir algumas declarações do Comentário Adventista ao explicar Lucas 23:43:
“Como originalmente escrito, o grego estava sem pontuação, e o advérbio semeron – “hoje”, está colocado entre duas sentenças que literalmente afirmam: “em verdade a ti te digo” e “comigo estarás no paraíso”. O uso grego permitia que aparecesse um advérbio em qualquer lugar numa sentença onde o orador ou escritor o desejasse colocar.
“Unicamente baseado na construção grega da sentença em consideração é impossível determinar se o advérbio “hoje” modifica “digo” ou “estarás”. Existe qualquer uma das duas possibilidades. A questão é: Quis Jesus dizer, literalmente, “Verdadeiramente eu te digo hoje”, ou “Hoje estarás comigo no paraíso”? A única maneira de conhecer o que Cristo queria indicar é descobrir respostas escriturísticas para algumas outras questões, tais como:
1ª) Foi Jesus ao paraíso no dia de Sua crucifixão?
2ª) O que ensinou Jesus concernente ao tempo em que os homens teriam a recompensa no paraíso?
1ª) Foi Jesus ao Paraíso no dia da Sua crucifixão?
Sabemos que Jesus não foi ao Paraíso no dia da crucifixão, pois ele mesmo declarou a Maria Madalena, três dias após a morte: “Não me detenhas; porque ainda não subi para meu Pai…” (João 20:17).
Se Jesus não esteve no Paraíso naquele dia, é evidente que o ladrão também lá não esteve.
Uma leitura atenta de S. João 19:31-33 nos científica que o ladrão não morreu naquela sexta-feira:
“Então os judeus, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação, pois era grande o dia daquele sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. Os soldados foram e quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele tinha sido crucificado: chegando-se, porém, a Jesus, como vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas”.
O estudioso J. B. Howell, em seu Comentário a São Mateus, pág. 500 declara:
“O crucificado permanecia pendurado na cruz até que, exausto pela dor, pelo enfraquecimento, pela fome e a sede, sobreviesse a morte. Duravam os padecimentos geralmente três dias, e, às vezes, sete.
2ª) O que ensinou Jesus concernente ao tempo em que os homens teriam a recompensa?
A Bíblia está repleta de claros exemplos mostrando que o galardão dos justos será apenas após a volta de Jesus.
Dentre as muitas passagens destaquemos estas quatro:
a) Apoc. 22:12 – “Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras.”
b) S. Mat. 16:27 – “Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos e então retribuirá a cada um conforme as suas obras.”
c) I Pedro 5:4 – “Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.”
d) II Tim. 4: 8 – “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a Sua vinda.”
Há várias traduções da Bíblia que traduzem Lucas 23:42 da seguinte maneira: “Lembra-te de mim quando vieres no Teu reino.” Assim o verte: a Trinitária, Matos Soares, a King James Version e outras. Esta tradução está bem de acordo cem o original grego, pois o verbo que aparece é erkomai, que tanto pode ser traduzido por ir ou vir.
Arnaldo Christianini estudou bem este assunto em Subtilezas do Erro, páginas 221 a 224 e dele transcrevemos as seguintes afirmações:
“E no Apêndice Nº 173, o famoso Oxford Companion Bible, esclarece: A interpretação deste versículo depende inteiramente da pontuação, a qual se baseia toda na autoridade humana, pois os manuscritos gregos não tinham pontuação alguma até o nono século, e mesmo nessa época somente um bento no meio das linhas” separando cada palavra… A oração do malfeitor referia-se também àquela vinda e àquele Reino, e não a alguma coisa que acontecesse no dia em que aquelas palavras foram ditas.”
E conclui no final do mesmo Apêndice:
“E Jesus lhe disse: “Na verdade te digo hoje” ou neste dia quando, prestes a morrerem, este homem manifestou tão grande fé no Reino vindouro do Messias, no qual será Rei quando ocorrer a ressurreição – agora, sob tão solenes circunstâncias, te digo: serás comigo no Paraíso”.
“E a expressão “hoje” ligada ao verbo não é redundante, mas enfática. É encontradiça na Bíblia. Leiam-se, por exemplo, Deut. 30:19; Zac. 9:12; Atos 20:26, e outras passagens.
“A conclusão fatal é que S. Lucas 23:43 é um falso pilar em que se ergue a teoria da imortalidade inata no homem e seu imediato galardão post mortem”.
Subtilezas do Erro menciona ainda várias traduções que vertem Lucas 23:43 da seguinte maneira:
“E Jesus lhe disse: na verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso.”
Extraído de Pedro Apolinário, Explicação de Textos Difíceis da Bíblia.

Entrevista concedida pelo jornalista Michelson Borges ao programa "Vejam Só", da RIT TV (2005).

Como poderia haver dia e noite (dias normais) sem o sol nos primeiros três dias da Criação?

De acordo com Gênesis 1, o sol só foi criado no quarto dia. Como poderia haver dia e noite (dias normais) sem o sol nos primeiros três dias?
 Respostas
1.      Mais uma vez, é importante que deixemos a linguagem da palavra de Deus falar-nos. Se olharmos para Gênesis 1 sem nenhuma influência exterior, como temos vindo a mostrar, cada um dos seis Dias da Criação aparece juntamente com a palavra hebraica yom ligada a um número e à frase “tarde e manhã”. Os primeiros três dias são escritos da mesma forma que os três dias seguintes. Então, se deixarmos a linguagem falar-nos - todos os seis dias eram normais dias terrestres.
2.      O sol não é necessário para o dia e a noite! O que é necessário é luz e uma Terra que rode. No primeiro dia da Criação, Deus fez a luz (Gênesis 1:3). A frase “tarde e manhã” certamente implica uma Terra em rotação. Portanto, se tivermos luz de uma determinada direção e uma Terra a rodar, pode haver dia e noite.

De onde é que a luz veio? Não nos é dito, mas Gênesis 1:3 indica certamente que foi criada uma luz para providenciar dia e noite até que Deus fizesse o sol no quarto Dia para reger o dia que Ele criou [ou era a própria luz do sol, leia O sol e o “haja luz”]. Apocalipse 21:23 diz-nos que um dia o sol já não será necessário, pois a glória do Senhor iluminará a cidade de Deus. Talvez uma razão para Deus o fazer desta maneira, tenha sido para mostrar que o sol não tem na criação a proeminência que as pessoas tendem a dar-lhe. O sol não fez nascer a Terra como as teorias evolucionistas postulam; o sol foi a ferramenta de Deus para reger o dia que Deus fez (Gênesis 1:16). Através dos tempos, pessoas como os egípcios, adoraram o sol. Deus avisou os israelitas, em Deuteronômio 4:19, para não adorarem o sol como faziam as culturas pagãs à volta deles. Deus mandou-lhes que adorassem o Deus que fez o sol - não o sol que foi feito por Deus. As teorias evolucionistas (a hipótese do 'big bang' por exemplo) declaram que o sol surgiu antes da Terra e que a energia do sol sobre a Terra, acabou por dar lugar à vida. Tal como nas crenças pagãs, o crédito pela maravilha da criação é dado ao sol. É interessante comparar as especulações da cosmologia moderna com os escritos de Teófilo, um dos pais da igreja primitiva: “No quarto dia, as luminárias surgiram. Dado que Deus tem conhecimento prévio de tudo, Ele entendeu o absurdo dos insensatos filósofos que iriam dizer que as coisas produzidas na Terra surgiram das estrelas, para poderem por Deus de lado. Para que a verdade fosse demonstrada, as plantas e as sementes foram criadas antes das estrelas. Porque o que surge mais tarde, não pode causar o que é anterior a ele." 

Fonte: Answersingenesis.org. Adaptação dos idiomas português (POR) e português (BRA) por Hendrickson Rogers.

NOTA: Embora não existam provas convincentes, alguns creem no fim do sol: O esfriamento do sol. Vejo dois grandes problemas (no contexto da cosmologia criacionista) na afirmação de que o sol irá deixar de existir:  a) o sistema solar onde nosso planeta está inserido deixaria de existir, e a "nova Terra" como existiria? b) o sábado santo de JAVÉ está fisicamente ligado ao sol, e a Bíblia nos informa que esse dia separado por Deus continuará a existir (Is 66:23)!! 

Ósculo Santo


Inúmeras vezes a Casa Publicadora Brasileira recebe cartas, consultando por que os adventistas não praticamos o ósculo santo, como recomendado por Paulo e Pedro em suas epístolas.
Definição: Ósculo é o termo erudito, derivado do latim osculum correspondente a nossa forma popular beijo.
É do conhecimento de todos, que o beijo era no passado e ainda continua sendo na presente, em alguns países do Oriente, a maneira mais afetiva de cumprimentar. Presidentes e demais autoridades que visitam países, como a Rússia, são saudados desta maneira, como nos mostram os meios de comunicação.
Vejamos o uso do beijo em várias circunstâncias no Antigo Testamento:
a) Indicativo de profunda afeição. Gên. 27:26-27; 31:28; 50:1; I Sam. 20:41.
b) Sinal de reconciliação. Gên. 45:15.
c) Manifestação de despedida. l Reis 19:20; Rute 1:9, 14.
d) Símbolo de homenagem. l Sam. 10:1.
e) Um ato de adoração religiosa. Os. 13:2.
f) Símbolo de traição. II Sam. 20:9.
Neste sentido, um dos mais famosos beijos mencionados na Bíblia, foi o de Judas, dado em Jesus. Mat. 26:48; Mar. 14: 44; Luc. 22:47.
As passagens citadas nos indicam que o beijo era usado como símbolo de afetividade, amor, rito religioso, aproximação e traição entre os homens.
Em o Novo Testamento de modo idêntico o beijo era indicativo de amizade ou afeição, como nos indicam os seguintes passos:
a) A mulher adúltera beijando os pés de Cristo. Luc. 7:38.
b) O pai do filho pródigo beijando-o pelo seu regresso ao lar. Luc. 15:20.
c) A despedida de Paulo da Igreja de Éfeso. Atos 20:37.
O problema com este assunto surge com o denominado “ósculo santo”, uma expressão de afeto comunitário e mencionado cinco vezes em o Novo Testamento, nas seguintes passagens: Rom. 16:16; I Cor. 16: 20; II Cor. 13:12; I Tes. 5:26 e I Ped. 5:14. Nesta última passagem é chamado ósculo de amor. Este beijo era uma expressão de amor cristão e de acordo com os comentaristas provavelmente se restringia a pessoas do mesmo sexo. O vocábulo santo é muito elucidativo para nós, porque mostra que esta saudação devia ser considerada em seu verdadeiro caráter puro e elevado.
Desta recomendação dos apóstolos não se deve inferir, como alguns têm feito, que o ósculo fosse obrigatório por ocasião da Ceia do Senhor.
A descrição feita sobre este tema por Russel Norman Champlin, em O Novo Testamento Interpretado, vol. III, pág, 880 é muito esclarecedora, por essa razão pedimos vênia para transcrever os seguintes parágrafos:
“Seria mesmo de esperar que esse costume fosse preservado na igreja cristã, como expressão de amizade e de afeto mútuo. Nos primeiros tempos do cristianismo, o ósculo santo era simplesmente uma parte das saudações, quando os crentes se reuniam em seus cultos públicos. Porém, não demorou muito para que fosse transferido para a própria liturgia, primeiramente como um sinal de despedida, após a oração final, que encerrava cada reunião, mas, finalmente, como parte do rito da Ceia do Senhor. Justino Mártir (M. Apol. I, op. 65), relata-nos como o ósculo santo era usado nas despedidas e quando da celebração da Ceia do Senhor, e como o ósculo santo fazia parte dos cultos religiosos dos cristãos. Justino Mártir viveu mais ou menos em torno de 150 d.C., o que nos permite observar que essa prática do ‘ósculo santo’, pelo menos em alguns segmentos da igreja cristã, havia perdurado por século e tanto. A prática do ósculo santo, como parte integrante da liturgia cristã, é mencionada nas Constituições Apostólicas *séc. III d.C.), o que significa que houve lugares onde essa prática sobreviveu por nada menos de três séculos, Na Igreja Ortodoxa Grega, que representa uma boa parcela da cristandade atual, essa prática tem sido preservada até hoje, sendo praticada quando das festividades religiosas.
“Vários autores defendem, com boas razões, a tese de que o ósculo santo, entre os crentes primitivos, não se limitava, a ser praticado entre ‘mulheres com mulheres’ e ‘homens com homens’. Os costumes orientais, entretanto, indicam que o ósculo santo era aplicado ou na testa ou na mão, na palma ou nas costas da mão, e nunca nos lábios. Tertuliano (150 d.C.), também o denominava de ‘ósculo da paz’, e Clemente de Alexandria denominava-o de ‘ósculo místico’ (século III d.C.).
“Além do seu emprego durante as festividades religiosas, conforme se verifica entre a Igreja Ortodoxa Grega até hoje, vários grupos cristãos menores têm preservado essa prática de uma maneira ou de outra, tal como sucede entre os chamados dunkers (irmãos Batistas Alemães). Alguns eruditos bíblicos insistem que essa prática é obrigatória, como uma ordem e uma prática apostólica. Outros insistem que se tratava meramente de uma prática própria dos tempos apostólicos, que expressava amizade e afeição mútua, crendo que essa afeição mútua, por haver sido preservada na igreja cristã, tornou desnecessária a continuação do símbolo antigo, pois, em nossas culturas modernas, o aperto de mãos e o abraço teriam o mesmo simbolismo que tinham o ósculo  no oriente.
Em algumas culturas, como nos Estados Unidos da América do Norte, seria reputado como algo inteiramente impróprio um homem oscular a outro homem, quanto mais uma mulher que não fosse a sua esposa ou sua irmã carnal, dentro da comunidade evangélica ou da sociedade em geral. Na Índia, os homens costumam andar de mãos dadas, como também sucede entre as mulheres, sem dar qualquer idéia de homossexualidade. Na América do Norte e também no Brasil, por exemplo, um homem andar de mãos dadas com outro seria considerado como algo fora do lugar, dando a entender alguma intenção sexual pervertida. Da mesma maneira o ósculo é considerado como uma aberração, sobretudo quando praticado entre homens. Por essa razão é que alguns grupos evangélicos têm achado ser melhor, em algumas culturas, evitar essa forma de demonstração de afeto, reduzindo o ósculo ao mero aperto de mãos.” (Grifos meus).
O que se segue é uma parte da resposta dada a um consulente da Revista Adventista sobre o assunto que está sendo ventilado:
“A Reforma protestante (do Século XVI) não considerou o ósculo santo como ordenança evangélica, tendo-o como mero costume oriental, Comentadores como Clarke dizem que, na igreja primitiva, os cristãos não se beijavam apenas nas reuniões públicas, mas também em seus encontros ocasionais nas ruas e nos lares. Diz ainda este último comentarista que, crescendo o número de adeptos, a prática se foi tornando mais e mais difícil, a ponto de ser afrouxada e quase abandonada.
“A Igreja Adventista do Sétimo Dia oficialmente não exige que, no ritualismo da Ceia, se pratique o ósculo santo, como o fazem alguns ramos pentecostalistas. Apenas mantêm o sentido da cordialidade cristã. Após o lava-pés os adventistas se abraçam mutuamente, e mutuamente apertam-se as mãos, como ocorre também nos lares, nos limites do santo sábado. Cumprimentos, abraços e palavras cordiais repassadas de animação cristã conservam o sentido do antigo ósculo santo.
“Há, no entanto, alguns irmãos que fazem questão de oscular, e crêem que o ósculo santo é uma ordenança que ainda deve ser observada, e citam em abono de sua atitude, os seguintes trechos do Espírito de Profecia:
” ‘Foi então que a sinagoga de Satanás conheceu que Deus nos havia amado a nós, que lavávamos os pés uns aos outros e saudávamos os irmãos com ósculo santo ‘. – Vida e Ensinos, pág. 58.
” ‘A santa saudação mencionada no evangelho de Jesus Cristo pelo apóstolo Paulo deve ser considerada no seu verdadeiro caráter. Trata-se de um ósculo santo. Deve ser considerada como um sinal de amizade para cristãos amigos quando partem, e quando se encontram de novo após semanas ou meses de separação. Em I Tes. 5:26, Paulo diz: ‘Saudai a todos os irmãos com ósculo santo’. No mesmo capítulo ele diz: ‘Abstende-vos de toda a aparência de mal’. Pode não haver aparência de mal quando o ósculo santo é dado no tempo e em lugar próprio’. Primeiros Escritos, pág. 127.
“Nada se deve opor a um adventista sincero que plenamente convicto em matéria do ósculo, o pratique crendo que assim cumpre melhor o sentido da amizade e cordialidade cristãs. Nada pode marear a limpidez e a pureza da intenção. Argumentam alguns que hoje, dada a maré montante de homossexualidade que avassala nosso mundo agonizante, tal prática não deve ser incrementada. Não aceitamos isto. A Bíblia diz que ‘tudo é puro para os que são puros’, e num ambiente de pessoas de coração afinado com o céu, cremos mesmo que esta prática é altamente salutar, embora, como dissemos, oficialmente nossa igreja não considera o assunto.” Revista Adventista, dezembro de 1975, págs. 30 e 31.
Texto de autoria de Pedro Apolinário, extraído da apostila Explicação de Textos Difíceis da Bíblia.

Algumas perguntas sobre o sábado


Pelo que vimos nos capítulos anteriores, o Sábado foi instituído por Deus, e sua mudança não está autorizada em nenhuma parte da Bíblia. A observância do Domingo é um preceito de origem humana e nada tem a ver com a Lei de Deus.
Agora nos surgem outras perguntas:
Pergunta 1
Foi o Sábado feito somente para o povo judeu? ou o Sábado é tambem extensivo a todos os Cristãos?
A Bíblia começa da seguinte maneira:
“No princípio, criou Deus os céus e a terra”. Quando a seqüência de fatos, que se seguiram a este verso, terminou, ou seja, após a completa criação da Terra e de todo ser vivente, Deus instituiu a ordem e as leis que regeriam este mundo.
Uma das ordens mencionadas nesse capítulo da Criação era a guarda do Sétimo Dia, o Sábado, como memorial da Criação e para o descanso das atividades físicas do homem.
Está escrito nas Sagradas Escrituras:
“E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” Gênesis 2. 2-3
Quando Deus terminou sua criação, não havia Judeus, nem qualquer outra religião.
Havia somente Adão e Eva, seguidores do Deus vivo. Portanto, o Sábado foi dado para o homem e não para um povo determinado. Isto também é confirmado nas palavra de Jesus
em Marcos 2. 27.
O Sábado, ou descanso semanal, foi instituído por Deus junto com as outras Leis, que revelavam sua vontade e demonstraram a ordem que rege o universo. Não fosse assim, o roubo, o adultério, o assassinato e outros atos maus não seriam pecados, até Deus dar a Lei escrita em pedra para Moisés. Porém, não é isto o que nos ensina a história de Caim e Abel. Caim foi condenado por quebrar o 6º mandamento de Deus.
Leia este verso:
“Viu Deus a terra e eis que estava corrompida; porque todo o ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra.” Gênesis 6:12
Para que a terra fosse achada em falta e corrompida nos tempos de Noé, haveria necessidade de um padrão para dizer se o homem estava no caminho bom ou mau.
Veja também em Isaias

"2-Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto: que se abstém de profanar o sábado, e guarda a sua mão de cometer o mal.
3- E não fale o estrangeiro, que se houver unido ao Senhor, dizendo: Certamente o Senhor me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca.
4- Pois assim diz o Senhor a respeito dos eunucos que guardam os meus sábados, e escolhem as coisas que me agradam, e abraçam o meu pacto:
5- Dar-lhes-ei na minha casa e dentro dos meus muros um memorial e um nome melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará.
6- E aos estrangeiros, que se unirem ao Senhor, para o servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu pacto," Isaias 56:2-6
Portanto, a Lei foi dada para o povo de Deus, independentemente de sua época ou de seu nome.
Pergunta 2
Será que o texto de Colossenses 2.16-17 aboliu o Sábado?
Eis o texto:
“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém, o corpo é de Cristo.”
Esta é uma pergunta muito comum, porém devemos nos lembrar de que, no Sinai, além dos Dez Mandamentos, (eternos, como já vimos) Deus deu a seu povo uma série de Leis cerimoniais que visavam o bem-estar físico de cada pessoa e de toda a comunidade.
Essas Leis tratavam de assuntos diversos como sacrifícios, coisas imundas, ofertas por pecados, como assentar acampamentos e até onde enterrar os dejetos humanos.
O objetivo dessas Leis era educar o povo. Através delas, Deus também estabeleceu sete dias anuais de descanso (feriados), também chamados de sábados.
O próprio nome sábado que dizer descanso.
Esses feriados estavam relacionados com o dia da festa das trombetas, do tabernáculo, com o dia da expiação, etc. Eram sábados móveis, pois caiam, a cada ano, em um dia diferente; ao passo que o Sábado do Decálogo era comemorado sempre no sétimo dia da semana.
Ao morrer na cruz, Cristo aboliu todo o sistema de sacrifícios e de festas religiosas, os quais tinham por objetivo apontar para ele, o Cordeiro de Deus.
Todas as festas e cerimônias judaicas eram apenas uma “sombra”, uma imagem do que seria o sacrifício de Cristo por nós. Prova disto é que quando Jesus morreu, o véu do templo, que separava o lugar Santo do Santíssimo se rasgou(Mc 15:38), mostrando que o sacrifício de Cristo estava feito. O Sábado semanal não tem nada a ver com os sábados cerimoniais.
Leia o capitulo(Colossenses 2) todo com atenção e você verá que Paulo esta falando de tradições e leis cerimoniais judaicas, não dos dez mandamentos nem tampouco do Sábado semanal.
Como já vimos, o Sábado semanal foi guardado e ensinado por Jesus, e, segundo a Bíblia, terá validade até o final dos tempos.
“Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda carne a adorar perante mim, diz o Senhor.” Isaías 66.22-23
“Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra.” Mateus 5.17-18
Lembre-se: A Bíblia é uma só. E o Deus que a inspirou é o mesmo desde o princípio e por toda a eternidade. Se, durante toda a História do mundo, o Sábado, ou sétimo dia, foi separado para honra, louvor e adoração a Deus, por que, de uma hora para outra,
Deus iria mudá-lo, em um único versículo, que tem interpretação duvidosa?
Não teria ele inspirado Paulo, Pedro ou Lucas
para nos fazer um sermão mais adequado sobre um mudança de tamanha importância?
Lembre-se:
O sábado faz parte de uma Lei maior.
Pergunta 3
Como posso saber se, com as mudanças de Calendário, o Sábado de hoje é o mesmo Sábado de Adão?
Primeiro, o próprio Jesus guardava o mesmo dia de Sábado dos Judeus, que já o guardavam há, pelo menos, 4.000 anos, após Adão ter saído do Paraíso.
Hoje, temos certeza que pela tradição judaica e sua fidelidade pela Lei que guardamos o mesmo Sábado que Jesus guardou. Se este era o Sábado verdadeiro para Ele, certamente o será para mim também.
Agora, será que é este o sentido de guardá-lo? Santificar um dia?

Não se esqueça de que o Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado.
Ele é um dia de descanso e para memória da criação feita por Deus.
Outro ponto importante é que, mundialmente, a semana sempre foi de sete dias e o Sábado é o único dia que não teve seu nome alterado para adorar alguma divindade pagã.
Não há realmente mérito em saber se o Sábado de hoje é realmente o múltiplo de 7 em relação com o Sábado de Adão. O importante é: Separar o sétimo dia, o Sábado para a honra e glória de Deus.
Pergunta 4
Não podemos guardar qualquer dia, ao invés do Sábado?
Se Deus é tão específico com sua ordens e mandamentos, por que não faria questão de que o dia separado para sua honra fosse o Sábado? Se pegarmos, um a um, os outros nove mandamentos veremos que Deus não aceitaria mudanças, provocadas pela consciência do homem ou pela sua conveniência.
“Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus...” 1 Coríntios 3.19
Será que poderíamos ao invés de adorar um único Deus, ter dois ou três para nos assegurarem a salvação?
Poderíamos ter uma imagem de escultura bem pequenininha para nosso culto, a fim de não nos desviarmos demais do segundo mandamento?
Será que Deus me permite roubar ou adulterar, se a minha consciência diz que posso?
Pode o homem guiar-se pela sua consciência sem medo de errar? Basta olhar ao redor e ver o mundo em que vivemos. Além disto, este foi justamente o argumento de Satanás ao enganar aos nossos primeiros pais.
“Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.” Gênesis 3.4-5
O resultado de Eva ter escolhido seguir sua própria consciência e vontade nós já conhecemos.
Por isso, pergunto a você:

Devemos seguir a nossa consciência e a tradição dos homens, em lugar de um pedido direto de Deus? Creio que você já sabe a resposta.

Veja o exemplo de Caim:
Deus pediu a Adão e a seu filhos que oferecessem um determinado sacrifício a fim de ser sempre lembrada a esperança da vinda do Messias e remissor de seus pecados.
Deus queria um cordeiro puro e sem mácula. Ao invés de trazer o cordeiro, como foi pedido por Deus, Caim trouxe aquilo que queria, ou seja, frutas e verduras para adorar ao Senhor.
Resultado: A sua oferta não foi aceita e isto o entristeceu grandemente.
Não porque a frutas eram feias ou estavam estragadas. Caim ofereceu o melhor que tinha, mais não o que Deus pediu. Ele colocou a sua própria vontade, o seu próprio interesse a frente do pedido de Deus.
Aqui ele quebrou o primeiro mandamento.
“Não terás outro Deus diante de mim” Exo20:3
Então, o Senhor advertiu a Caim:
“Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” Gênesis 4.7
Infelizmente,
Caim não atendeu ao apelo de Deus, e, como sabemos, matou seu irmão.
Então respondo esta pergunta com outra pergunta:

Será que devemos então oferecer a Deus só aquilo que nosso coração deseja, que a nossa conveniência permite, ou devemos oferecer somente aquilo que Ele nos pede, sem tirar nem por?
Artigo extraído do livro Sábado, o selo de Deus, pelo Site Bíblia e a Ciência
Livro de autoria de Peter P. Goldschmidt, capítulo 8.

O valor de quem sabe esperar a hora certa

Na nossa sociedade a virgindade é sinônimo de vergonha, porém essa não é a opinião do nosso Deus. Vamos ver como Ele trata esse assunto:

"Se alguém enganar alguma virgem, que não for desposada, e se deitar com ela, certamente a dotará e tomará por sua mulher.

Se seu pai inteiramente recusar dar-lha, pagará ele em dinheiro conforme ao dote das virgens."

(Êxodo 22:16-17)




CASAMENTO NA ANTIGUIDADE
Típico casamento judeu.
Pintura: Zamy Steynovitz
Ainda no contexto da lei mosaica destacamos no texto acima a importância que Deus dá para a virgindade.

Precisamos entender que para os povos pagãos o sexo muitas vezes não era sinônimo de casamento, mas sim uma espécie de ritual, onde o prazer gerado servia como ponte entre um indivíduo e suas divindades, por isso a figura da prostituta cultual tinha grande destaque (Nm 25:1-2)

No entanto, para os hebreus a relação íntima de um casal era o início do casamento, não se era necessário alguma cerimônia, apenas que um homem e sua mulher coabitassem. Deus enxerga o ato sexual como o estabelecimento de um matrimônio, por isso que a virgindade é exaltada pelo Senhor, pois Ele a vê como um presente maravilhoso que uma pessoa oferece ao seu cônjuge.

A LEI E A VIRGINDADE
sexo antes do casamento seria crime.
Por isso que o Senhor estabeleceu na lei de Israel que o sexo antes do casamento seria um crime, penalizando o homem que possuísse indevidamente uma moça virgem.

Caso a moça tenha consentido com o ato o correto seria que aquele casal se tornassem oficialmente marido e mulher. Entretanto, se o pai da jovem recusasse a oferecer como esposa, o rapaz deveria pagar uma quantia em dinheiro ou bens (dote das virgens) pela humilhação que gerou a moça e a sua família.

ESPERANDO O CASAMENTO
Assim como na Antiguidade pagã o sexo dos dias atuais é realizado sem nenhum critério gerando uma sorte de problemas.

Por mais que as atuais leis dos países não levem em consideração a opinião de Deus, os crentes devem viver conforme o Senhor ordenou na Sua santa Palavra. Esperar o casamento para descobrir o sexo com a pessoa que o Senhor destinou para sua vida com certeza será o maior presente do seu matrimônio e permitirá que o amor entre o casal seja mais intenso e alicerçado na confiança mútua.

Mesmo que você infelizmente tenha procedido diferente do que Deus determinou é necessário manter uma vida pura, perseverando na castidade e buscando forças no Espírito Santo para que a influência do pecado seja cada vez menor no seu cotidiano.

Lembre-se:
Deus estabeleceu regras bem claras para casamentos felizes e honrosos, por isso jamais se desvie dessas leis para investir nos conceitos humanos sobre relacionamentos. Preserve sua virgindade e mantenha-se casto até seu casamento.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Como se tornar uma mulher irresistível

Ontem publiquei aqui uma síntese de um dos capítulos do livro “Ela precisa, ele deseja”, de Willard F. Harley, sobre o homem irresistível. Hoje, conforme prometido, como uma mulher pode tornar-se irresistível para o marido, satisfazendo as suas cinco necessidades emocionais básicas mais importantes. Vamos lá, então?
1 – Realização sexual. A esposa satisfaz esta necessidade quando se torna uma parceira sexual extraordinária. Ela estuda suas próprias reações sexuais, a fim de conhecer e entender o que melhor se apresenta nela e, em seguida, compartilha com o marido essa informação. Juntos, eles passam a ter um relacionamento sexual em que ambos encontram repetidos momentos de prazer e realização.
2 – Companheirismo. Ela se interessa pelas atividades de lazer que ele aprecia e tenta ser eficiente nessas atividades. Se ela conclui que não consegue sentir prazer nessas atividades, pede ao marido que considere outras atividades em que eles possam participar juntos com satisfação. Ela se torna a sua companhia favorita nas atividades de lazer e ele a associa a seus mais prazerosos momentos de relaxamento.
3 – Atração física. Ela procura manter-se em forma com dietas e exercícios, cuida do cabelo, da maquiagem e se veste de um modo que o marido possa achar atraente e de bom gosto. Ele sente atração por ela nos momentos de privacidade, e orgulho da esposa quanto estão em público.
4 – Apoio doméstico. Ela proporciona em sua casa um ambiente que representa um refúgio para o marido diante dos momentos estressantes da vida diária. Ela administra as responsabilidades da casa de um modo que o incentiva a passar mais tempo no lar junto com a família.
5 – Admiração. Ela compreende e aprecia o marido mais do que qualquer pessoa. Sempre conversa com ele sobre o seu valor e suas realizações, e o ajuda a manter a autoconfiança. Evita criticá-lo e se orgulha dele, não por submissão, mas por um profundo respeito pelo homem que escolheu como seu marido.
Quando um homem encontra uma mulher que demonstra todas as cinco qualidades, ele a achará irresistível. Mas, novamente, cuidado: se uma mulher supre apenas quatro das cinco necessidades básicas de seu marido, ele experimentará um vazio que poderá gerar problemas. Como deve acontecer com o homem, a mulher precisa tentar satisfazer as cinco necessidades básicas de seu marido. Sentir-se realizada ao suprir apenas três ou quatro dessas necessidades não fará de você uma mulher totalmente irresistível.
(Ela Precisa, Ele Deseja – Willard F. Harley, Jr. – Editora Candeia)

Vídeo para reflexão : Máscaras (Masks) - legendado

Para visualizar a legenda, aperte no botão 'cc' em baixo do vídeo

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